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Educação | 05 de maio de 2017
Brasil fica fora de Top 10 em ranking universitário de países emergentes
É a primeira vez que nenhuma brasileira aparece no Top 10.
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Brasil fica fora de Top 10 em ranking universitário de países emergentes

Nenhuma universidade brasileira ficou entre as dez primeiras de um ranking internacional que lista apenas instituições de ensino superior e pesquisa de países em desenvolvimento. A USP (Universidade de São Paulo) passou da 9ª para a 13ª posição.

A relação “Brics & Emerging Economies Ranking” 2017 é feita pela THE (Times Higher Education), publicação britânica e uma das mais renomados listas de universidades no mundo. O ranking com instituições dos chamados países emergentes é realizado desde 2013 e é a primeira vez que nenhuma brasileira aparece no Top 10.

São listadas instituições do Brics (grupo que inclui Rússia, Índia, China e África do Sul) e e de países emergentes como Turquia, Colômbia, Chile, México e Taiwan.

Na edição 2017, divulgada nesta quarta-feira (30), há 25 universidades brasileiras entre as 300 listadas de 41 países. Eram 14 no anterior, quando o ranking reunia 200 instituições no total.

A publicação analisa 13 critérios para calcular o ranking. Entre eles, estão informações como titulação de professores, impacto de citações de artigos científicos e nível de internacionalização da universidade.

A USP não piorou seus indicadores na edição atual com relação ao ano anterior, mas acabou ultrapassada por instituições chinesas, russas e de Taiwan.

Desde 2014 a USP vive uma crise financeira. Texto publicado no site da instituição comemora que a USP continua como a melhor universidade brasileira dos Brics.

A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) é segunda instituição brasileira mais bem colocada. Aparece na 28ª colocação, mas no ano anterior era 24ª. Na sequência aparece a PUC (Pontifícia Universidade Católica) do Rio, em 55ª colocação. Era a 43ª na lista de 2016.

Instituições chinesas continuam a dominar o ranking. Entre as 300 universidades listas, 52 são da China e seis delas estão entre as 10 primeiras posições.

USP e Unicamp, ambas mantidas pelo governo Geraldo Alckmin (PSDB), também caíram na edição principal do ranking da THE, divulgado em setembro. Na última edição do RUF (Ranking Universitário Folha), a USP perdeu a primeira posição para a UFRJ (Federal do Rio de Janeiro).
Fonte: Folha de S. Paulo

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