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Educação | 12 de junho de 2017
Crise derruba procura por cursos superiores particulares na região
Restrição a financiamento e desemprego prejudicaram.
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Crise derruba procura por cursos superiores particulares na região

A crise econômica ajudou a brecar a procura de jovens e adultos da região por graduação em centros de ensino superior particulares, demonstram as estatísticas mais recentes sobre o nível educacional a serem fornecidas pelo Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo).

Os dados mostram que o número de ingressantes em cursos presenciais da rede privada encolheu 20,4% 2015, ante o ano anterior. Enquanto as instituições que cobram mensalidade da região receberam 6.648 calouros em 2014, pesquisa do Semesp aponta uma queda para 5.294 alunos que ingressaram no primeiro ano de uma graduação no mesmo território em 2015.

As matrículas dos cursos presenciais da rede privada regional também diminuíram no período, com uma baixa de 2,8%. O total de alunos que frequentam graduações em toda sua duração caiu de 18.689 para 18.161 entre 2014 e 2015, na região.

Até a modalidade EAD (Educação a Distância), que acumulava cinco altas consecutivas na procura por parte de moradores da região, teve retração de 21% nas matrículas e de 39% no volume de ingressantes, no caso de cursos particulares.

RESTRIÇÃO

O desempenho negativo da rede privada se deve à crise econômica, ao aumento do desemprego e, principalmente, à restrição ao Fies (Fundo de Financiamento Estudantil), programa do MEC (Ministério da Educação) que financia graduações não gratuitas, analisa o diretor-executivo do Semesp, Rodrigo Capelato.

De acordo com ele, foram firmados 732 mil contratos por estudantes brasileiros em 2014. Em 2015, foram registrados apenas 287 mil contratos do Fies. As oportunidades caíram para somente 200 mil em 2016 e chegaram a 175 mil, no primeiro semestre de 2017. Capelato esclarece que a Classe C concentra a maior parte dos ingressantes no ensino superior privado, totalizando uma fatia de 55% do total. Os membros dessa faixa precisam de financiamento, segundo o diretor-executivo do sindicato.

“Sem dúvida, é a classe social mais prejudicada com a crise econômica e, sem financiamento estudantil, esses jovens adiam o sonho de fazer a faculdade. Eles não têm condições de arcar com empréstimos bancários, com juros muito elevados.” Ele defende que faltam políticas públicas voltadas às camadas da sociedade que mais necessitam de financiamento estudantil, principalmente iniciativas de longo prazo para garantir aos jovens o acesso ao ensino superior com maior gestão e planejamento.

PROVEDOR

De acordo com Capelato, os estudantes de cursos da modalidade EAD são em sua maioria da faixa etária dos 25 a 40 anos, pessoas que muitas vezes optaram pelo ensino a distância por não ter tido acesso a um bacharelado quando eram mais jovens. “Com a crise e o desemprego, esse público que em sua maioria é provedor da família acaba por adiar o sonho de voltar a estudar ou tranca a matrícula até se recolocar no mercado de trabalho.”

Os indicadores do ensino superior privado em Araçatuba são piores do que a média observada em âmbito nacional e estadual. As matrículas em cursos presenciais particulares de nível superior subiram 3% no Brasil, embora o número de ingressantes tenha recuado 8,4% no País, em 2015 ante 2014.

São Paulo registrou uma queda de 0,01% nas matrículas e uma retração de 12,3% na quantidade de calouros. No entanto, a graduação tecnológica teve uma alta de 12,1% na região de Araçatuba nas matrículas do período, diferente do que foi constatado no Brasil (queda de 5,8%) e no Estado de São Paulo (queda de 7,9%), conforme Capelato. “Isso mostra que pode estar havendo uma motivação dos estudantes da região a focar seus estudos em cursos voltados a atender o mercado de trabalho regional.”

PERCEPÇÃO

O reitor do Unitoledo (Centro Universitário Toledo), Bruno Toledo, diz que observou efeito reverso, “em que os alunos passaram a procurar a instituição buscando se preparar para a passagem da crise”. “A proximidade de nossa comunidade acadêmica fez com que alunos, ex-alunos e futuros alunos percebessem a importância da educação exatamente nesse momento de reconstrução econômica”, completa.

Outro fator destacado pelo reitor é que antes as pessoas buscavam os grandes centros para estudar e hoje elas já entendem que existe educação de qualidade no interior do Estado, onde se tem um custo de vida menor e continua próximo da sua família, ou seja, tem custos reduzidos.

Ele acredita que, apesar do susto com a crise, as pessoas entendem os benefícios da educação para si e sua carreira e, assim, decidem estudar. “Não tenho dúvida de que a educação continua a ser o principal meio de investimento com ou sem crise.”

Rede pública tem aumento em número de matrículas

Enquanto as instituições de ensino privadas tiveram resultados negativos em 2015, a região registrou uma alta de 15,3% nas matrículas de cursos presenciais da rede pública e de 33% no número de ingressantes na mesma rede naquele ano ante 2014. Os dados também são do Semesp.

O diretor-executivo da entidade esclarece que o desempenho positivo das instituições públicas é um caso bem específico da região de Araçatuba. “A FAC-FEA (Faculdade da Fundação Educacional Araçatuba) passou, a partir de 2013, por uma federalização. Antes ela era considerada privada e sem fins lucrativos e todos os dados do Censo até 2014 eram computados como privados. A partir de 2015, ela passou a ser considerada pelo Censo da Educação Superior como privada de interesse público e os dados foram computados como rede pública.”

Segundo ele, outro fator que contribuiu para os indicadores foi uma queda nos cursos presenciais na rede privada. Eram 130 opções, em 2013, número que passou para 126, em 2014, e atingiu 124, em 2015. “Já na rede pública, embora as vagas sejam bem restritas, a evolução chegou a 21 cursos em 2013, 23 em 2014 e, em 2015, 27.”

Fonte: Folha da Região

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