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Educação | 16 de junho de 2017
Reitores defendem liberdade acadêmica e sistema de educação superior diversificado
Encontro em Hamburgo reuniu 50 líderes de universidades de pesquisa do mundo todo.
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Reitores defendem liberdade acadêmica e sistema de educação superior diversificado

A organização dos sistemas de educação superior no mundo e a liberdade acadêmica foram os temas centrais das discussões da segunda edição do Conselho Transnacional de Líderes Universitários, ocorrido em Hamburgo, na Alemanha, de 7 a 9 de junho. Participaram do evento 50 reitores de universidades de pesquisa distribuídas pelo mundo. “Foi uma experiência muito interessante porque tivemos a oportunidade de deixar de olhar para dentro de nossas instituições, para pensar na importância da educação superior em contexto global”, analisa o reitor da Unicamp, professor Marcelo Knobel, que esteve presente ao encontro.

Em relação ao primeiro tópico, um dos pontos ressaltados pelos dirigentes universitários foi a necessidade de promover a diversificação das escolas de ensino superior, de modo a atender às demandas da sociedade. “Nas discussões que tivemos, ficou clara a importância das universidades de pesquisas, que são fundamentais para o desenvolvimento do conhecimento. São essas instituições que educam líderes e formam cientistas, que vão servir à academia, à indústria e à sociedade em geral”, explica Knobel.

Segundo o dirigente da Unicamp, os reitores também defenderam a necessidade da existência de outros modelos de universidade, que atendam a um número maior de pessoas e formem técnicos qualificados. “A ideia é que tenhamos um sistema de educação diverso, no qual todos têm o seu papel e no qual haja mobilidade entre os diferentes atores. O principal objetivo é que esse sistema, que é obviamente complexo, trabalhe conjuntamente em busca do bem comum”, afirma o reitor.

O outro tema do encontro foi a liberdade acadêmica, premissa indispensável ao desenvolvimento da ciência. O princípio, observa Knobel, está sob ameaça em vários países do mundo, notadamente naqueles submetidos a ditaduras. “A liberdade acadêmica pressupõe a possibilidade de os pesquisadores atuarem com total autonomia em suas linhas de pesquisa, sem interferências externas. Em vários locais, esta liberdade está em risco. Felizmente, esse não é o caso do Brasil”, considera o reitor da Unicamp.

Ele lembra, no entanto, que o país e vizinhos da América do Sul viveram momentos de exceção no passado, no qual a liberdade acadêmica foi diretamente afetada. “Por isso é importante nos mantermos vigilantes, para que não tenhamos que passar por esse tipo de experiência novamente”, pondera. Um assunto que surgiu subjacente aos temas centrais do encontro foi a questão das políticas de ação afirmativa, algo que está em análise na Universidade. “O tema apareceu no contexto das reflexões sobre liberdade acadêmica. Um ponto que mereceu atenção foi a liberdade de expressão, que precisa ser defendida, mas que não pode causar desrespeito ao ser humano e às legislações”.

Ao final do encontro, os líderes universitários assinaram um documento, denominado Declaração de Hamburgo, no qual registraram as principais reflexões formuladas durante o evento. A declaração será encaminhada a dirigentes de países e de organizações multilaterais, como forma de contribuir para a formulação de políticas públicas na área da educação superior. O encontro de reitores foi organizado pela Conferência de Reitores Alemães, Körber-Stiftung e Universidade de Hamburgo.

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