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Ciep | 08 de maio de 2018
Currículo do futuro
Tendência futura: teste de personalidade.
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Currículo do futuro

O currículo do futuro vai dizer quem você é, não só o que você fez?

A falta de informações sobre a personalidade nos currículos faz com que a tendência futura implique em mudanças radicais nos modelos atualmente aceitos – e até a implantação de novas ferramentas para seleção de profissionais.

“Currículos são péssimos”, disse o ex-chefe de Recursos Humanos do Google, Laszlo Bock que comandava uma equipe que recebia cerca de 50 mil currículos por semana. “Não captura a pessoa inteira. Na melhor das hipóteses, eles dizem o que alguém fez no passado e não o que é capaz de fazer no futuro”, explica. Suas declarações foram dadas ao site Quartz e fazem parte de uma matéria, escrita por Oliver Staley, sobre as alternativas que devem substituir essa forma de aplicação no futuro.

E ele tem razão, porque por mais que o currículo fale sobre a experiência e a formação de um profissional, não traz nada que ateste por sua personalidade e estilo de trabalho, por exemplo – duas características relevantes quando se trata de emprego.

Mesmo em mostrar o histórico profissional de um candidato, sua função básica, o currículo falha. Segundo Oliver, sua ineficácia se deve ao formato rígido e padrão que eles precisam ter para facilitar a análise. “Os empregadores falam que estão à procura de candidatos que se distingam, porém o currículo exige que se deixe de lado as características distintivas”, diz o autor da matéria

Para a maior parte dos responsáveis pelas contratações, o currículo serve apenas para desqualificar candidatos – um dos filtros das seleções. Além disso, outro ponto que o enfraquece é o fato de que ele inclui detalhes que desfavorecem algumas pessoas. Nomes, gênero, endereço são dados que podem prejudicar – conscientemente ou não – se o recrutador ou a empresa imprimem seus vieses na contratação.

Pela ineficiência e falhas dos currículos tradicionais, algumas empresas experimentam, atualmente, outras ferramentas, segundo o Quartz. Entre as alternativas que estão sendo desenvolvidas, softwares que combinam pessoas e vagas mais eficientemente e testes focados em habilidades estão conquistando gigantes como a Unilever e Johnson & Johnson.

“O currículo do futuro será um documento com muito mais informações – e informações muito mais úteis – do que as que usamos agora. Mais para frente, pode não ser mais nem um currículo, mas sim um dossiê digital.”

Testes de personalidade: Os testes de personalidade não são uma novidade, porém atualmente têm sido adotados no início dos processos de seleção – parte mais larga do “funil” de recrutamento – diferente do que acontecia no passado. Por duas razões: a fim de evitar que potenciais falhas nos programas facilitem a contratação de alguém inadequado e para impedir interferência dos vieses das entrevistas nas fases finais.

Além disso, os testes estão evoluindo. A Johnson & Johnson é uma das organizações que está investindo bastante no desenvolvimento das suas avaliações de personalidade, por exemplo. De acordo com o Quartz, hoje a farmacêutica busca “analisar os traços de seus funcionários mais bem-sucedidos e, em seguida, criar avaliações que meçam esses mesmos atributos nos candidatos”.

E o currículo do futuro?

Para o ex-chefe de Recursos Humanos do Google, não existirá “currículo do futuro”. Assim como todos os mecanismos atuais de colocação profissional, eles vão desaparecer. “Há 4 bilhões de pessoas no planeta que querem trabalhar. O que vai acabar sendo construído é um sistema que os entende como indivíduos”, esclarece Laszlo.

O especialista prevê que os candidatos e os empregadores serão vinculados por um sofisticado algoritmo que tenha informações sobre as características relevantes de ambos.

Ou seja: os dois precisariam se sentir confortáveis em passar seus dados. Além disso, seria preciso que o sistema tivesse entendimento de como funciona, na prática, a cultura corporativa.

Em última análise, Laszlo afirma que o sistema deverá ser mantido por uma organização não governamental, sem fins lucrativos. “O que estou imaginando, nenhum ser humano deveria olhar para dentro da coisa. Você não deveria precisar”, diz ele.

Os desafios de uma programação tão sofisticada e a confiança requerida dos usuários para que ele funcionasse ainda são obstáculos para um software similar ter sucesso no presente.

Fonte: Na prática 

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