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brivia

Ciep | 31 de julho de 2018
Como faz para estudar na Itália?
Primeiro, você precisa entender como funciona o sistema de ensino na Itália, porque ele é um pouco diferente do nosso.
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Como faz para estudar na Itália?

Então, antes de escolher o curso que você vai fazer, é importante ter em mente algumas informações.

Os estudos universitários na Itália se estruturam em três ciclos. O primeiro ciclo é constituído pelas graduações, ou seja, os “Corsi di Laurea”, também conhecidos como “Laurea Triennale”, pois tem duração de três anos. Para estudar na Itália fazendo um curso desse nível, é necessário ter diploma do ensino médio.

O segundo ciclo é composto pela “Laurea Magistrale” ou “Laurea Specialista” – que foi o que eu fiz. São cursos de dois anos de estudos aprofundados em uma área mais específica que precisam de uma graduação anterior. Ele é equivalente ao nosso mestrado, mas possui mais créditos, ou seja, além de ter que escrever a dissertação, o estudante que vai estudar na Itália para fazer mestrado tem várias disciplinas para cursar ao longo desses dois anos.

Os tipos de pós-graduação na Itália

Como é difícil dar conta de todas as provas e, ao mesmo tempo, fazer a pesquisa, a maioria das pessoas acaba o curso em dois anos e meio ou três. Em compensação, entrar na pós-graduação lá é bem mais simples, pois não precisa apresentar um projeto de pesquisa para fazer mestrado na Itália. A seleção é baseada no histórico acadêmico, currículo e às vezes em alguns requisitos específicos. Os cursos normalmente não têm um número fechado de vagas, por isso, podem ser aceitos até estudantes que depois precisem alinhar o currículo fazendo créditos extras. Os cursos a numero chiuso têm vagas limitadas, e a seleção é um pouco menos simples, mas mesmo assim não costumam ser tão concorridas.

Já se você quer estudar na Itália para cursar alguns cursos específicos, como Medicina, Veterinária, Odontologia, Farmácia, Arquitetura e Direito, é diferente. Eles são Corsi di Laurea Magistrale a ciclo unico e isso significa que eles têm duração de cinco anos (ou seis) e o requisito de acesso é o diploma do ensino médio. Seria exatamente como são as nossas graduações aqui, mas com a diferença que quem faz esses cursos na Itália já possui um diploma de nível de pós-graduação, em função do tempo de estudo.

Também são cursos de segundo ciclo os chamados “Master universitario di primo livello”, ou simplesmente “Master” – que seriam tipo pós-graduações ou especializações aqui no Brasil. Eles duram um ano e costumam ser mais profissionalizantes. Porém, a principal diferença entre o Master e a Laurea Magistrale é que o Master não dá acesso ao Doutorado, enquanto a Laurea Magistrale dá.

O “Dottorato di ricerca”, o nosso doutorado, é um curso de terceiro ciclo no qual se adquire uma metodologia de pesquisa científica avançada para fazer uma tese. O Dottorato tem duração de no mínimo três anos e, ao contrário da Laurea Magistrale, a seleção é bem concorrida e difícil e as vagas são bem limitadas. Também são considerados de terceiro ciclo os cursos de residência médica, por exemplo.

É importante saber que as universidades na Itália são pagas: mesmo nas públicas os estudantes deve pagar taxas anuais de matrícula durante o período de estudos. Os valores variam: por exemplo, na Universidade de Bolonha, a taxa anual de grande parte dos cursos de Laurea Triennale gira em torno de 1300 euros e de uma Laurea Magistrale de 2 mil euros. É evidente que para alguns cursos, como Farmácia, Medicina e Odontologia, os valores são bem mais altos.

A notícia boa é que existe a possibilidade de conseguir bolsa ou isenção das taxas – muitos estudantes que comprovam não ter como pagar as taxas ganham isenção e bolsa de estudos. Além disso, as universidades têm sempre programas específicos de bolsas para alunos internacionais e o governo italiano também abre as inscrições para o seu programa de bolsas para estrangeiros todos os anos.

As universidades italianas estão oferecendo um leque cada vez maior de cursos em inglês por causa da União Europeia, e para esses cursos não é obrigatório falar italiano. No entanto, a grande maioria dos cursos são em italiano e nesses casos é necessário ter conhecimento da língua. As instituições universitárias costumam exigir nível B2 ou C1 para a Laurea Triennale e C1 para a Magistrale, mas quem não possui um certificado de língua italiana pode realizar uma prova da própria universidade antes de começar os estudos.

Para se candidatar para estudar na Itália, existe um procedimento composto por algumas etapas que incluem: reunir a documentação necessária, fazer a tradução juramentada, apostilar no cartório e levar ao Consulado Italiano que emite uma “declaração de valor” do título de estudo.

O bom é que o procedimento costuma ser padrão e você pode ler tudo sobre os requisitos e os documentos necessários aqui Algumas informações sobre o procedimento também estão disponíveis no site dos consulados italianos, como nesta páginaA emissão da declaração de valor é gratuita se você estiver se inscrevendo em uma universidade italiana.

Fonte/Link: Partiu Intercâmbio 

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