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brivia

| 09 de agosto de 2018
Ministro da Educação nega corte na Capes, mas admite falta de recursos
Possibilidade de cortes na Capes deixou muitos estudantes apreensivos
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Ministro da Educação nega corte na Capes, mas admite falta de recursos

Mais de 200 mil bolsas de graduação, pós-graduação e de iniciação científica podem deixar de serem pagas no segundo semestre de 2019, alertou em nota a Capes, agência de fomento à ciência ligada ao Ministério da Educação (MEC). Segundo a Capes, o não pagamento ocorrerá caso a redução no repasse de recursos para o MEC seja autorizada pelo governo federal. O ministro da Educação Rossieli Soares da Silva, no entanto, negou.
Em resposta ao ofício da Capes, o ministro afirmou estar em contato com o Ministério do Planejamento para garantir os recursos necessários para a pasta. “Não teremos cortes na Capes para as bolsas de estudo. O Conselho da Capes fez um alerta. Mas o ‘se’ que ele menciona não está estabelecido”, afirmou durante participação no 2º Congresso Internacional de Jornalismo de Educação, realizado esta semana. No entanto, ainda durante o congresso, admitiu que há falta de recursos para sua pasta e defendeu que o governo precisa controlar melhor as despesas. “O Brasil precisa ter controle de gastos. Não pode gastar mais do que ganha”, disse.

A possibilidade de cortes na Capes causou polêmicas nos últimos dias, fazendo com diversos setores da sociedade pressionassem o governo. A Academia Brasileira de Ciências (ABC), universidades e mais de 30 entidades científicas enviaram carta aberta ao presidente Michel Temer classificando a redução orçamentária para a Educação como catastrófica. “Novos cortes em um orçamento já tão reduzido para ciência, tecnologia, inovação e educação terão consequências catastróficas para toda a estrutura de pesquisa no país, para os setores empresariais que apostam em inovação”, diz trecho da carta.
Situação deixa estudantes apreensivos

Embora o ministro tenha afirmado que os recursos para os pagamentos de bolsas não serão afetados, estudantes veem o momento com apreensão e incertezas. Formado em Jornalismo e atual mestrando em Comunicação Social, Genilson Alves é um dos estudantes bolsista da Capes que viram com preocupação a possibilidade de cortes no orçamento da entidade. Após passar por experiências ruins no mercado de trabalho, ele decidiu focar exclusivamente na carreira acadêmica. “Esse tipo de notícia assusta a gente, sim, porque o cenário é de muitas incertezas e instabilidades. Acredito que a pressão da opinião pública deve evitar o corte, mas tudo pode acontecer”, analisa.
Genilson ressalta ainda que o benefício concedido pela Capes ajuda, não só no andamento das pesquisas, como também nas despesas pessoais dos alunos. Isso porque ao receber uma bolsa da Capes, o estudante assina um contrato que o impede de possuir outro vínculo empregatício, obrigando-o a dedicar-se exclusivamente às pesquisas. “Muitos dos estudantes têm na bolsa de estudo sua única ou principal fonte financeira. A perda dessa fonte pode prejudicar seriamente o andamento do curso, além de impactar na renovação e a democratização da ciência”, opina Genilson.
Assim como Genilson, a estudante de Letras Vernáculas, Nathalia Zimmer, considera a possibilidade de corte um retrocesso que pode contribuir para precarização da educação no país. “A Capes é responsável por programas como Pibid, que possibilita aos estudantes a experimentação da docência ainda na graduação, preparando-os para o mercado de trabalho. Sem isso, os estudantes podem ter uma preparação ineficiente”, avalia a estudante.

 

Fonte: Estado de Minas

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