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Cases | 27 de agosto de 2018
Prêmio Jovem Pesquisador destaca alunos da PUCRS
Vencedores integram investigações do Instituto do Cérebro.
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Prêmio Jovem Pesquisador destaca alunos da PUCRS

Dezoito alunos da graduação, mestrado e doutorado e profissionais em estágio pós-doutoral da PUCRS, que auxiliam nas pesquisas do Instituto do Cérebro do RS (InsCer), estão entre os vencedores do Prêmio Jovem Pesquisador , que fez parte da 15ª edição do Congresso on Brain – Behaviour and Emotions, realizado pelo Instituto de Neurociências Integradas, em Gramado. Os agraciados ganharam a inscrição gratuita para o evento do ano que vem. Ao todo, 150 participantes se destacaram nessa categoria. Os trabalhos foram realizados com outros autores.

Confira os premiados e suas pesquisas:

Carlos Gabriel Moreira De Almeida

Biólogo e doutorando em Medicina e Ciências da Saúde, atua no Laboratório de Neurotoxinas do InsCer

Pesquisa: Neurotoxicidade induzida por urease do feijão-de-porco no sistema nervoso de mamíferos

Resumo: O trabalho trata de uma toxina protéica de origem vegetal que causa convulsões e morte. A bactéria da meningite produz uma toxina muito parecida com essa. O objetivo do grupo é estudar o seu mecanismo de ação a fim de gerar conhecimento para um possível tratamento no futuro.  Foram realizados estudos de neuroimagem (eletroencefalograma e tomografia por emissão de pósitrons – PET-CT) que permitem mapear a ação dessa toxina no cérebro. Identificaram correlação com algumas epilepsias.

Daniele Vieira da Silva

Bióloga, doutoranda em Pediatria e Saúde da Criança

Pesquisa: O papel do baço na eficácia do transplante de células mononucleares de medula óssea em ratos tratados após o status epilepticus induzido por pilocarpina

Resumo: O uso de terapia celular em ratos com epilepsia do lobo temporal apresentou uma eficácia significativa relacionada à redução do número de crises, melhora do desempenho cognitivo dos animais e em padrões celulares no hipocampo. Os trabalhos desenvolvidos com essa temática e que mostraram o rastreamento dessas células constataram que, no caso dos animais que receberam as células pela veia caudal, foram encontradas poucas células em fatias histológicas do cérebro, mas localizadas no baço por um período de até três meses. Foi possível observar que os animais submetidos a transplante de células mononucleares de medula óssea e que tiveram a retirada do baço previamente apresentam um padrão inflamatório semelhante aos animais que não foram tratados. Os tratados e sem o baço seguiram com a memória espacial prejudicada, enquanto os que passaram pelo procedimento e tiveram o órgão mantido melhoraram a execução dessa tarefa. A partir dos dados é possível admitir que a passagem das células pelo baço apresenta um papel importante para a eficácia do transplante.

Eduardo Leal Conceição

Psicólogo, mestre em Medicina e Ciências Médicas, com atuação em pesquisas do InsCer e do Serviço de Neurologia do Hospital São Lucas

Pesquisa: Memory course in patients who underwent right temporal lobe surgery to treat epilepsy due to hippocampal sclerosis

Resumo: A esclerose hipocampal é a doença de base mais comum em pacientes com epilepsia refratária (que fazem uso de medicações, mas não têm o controle adequado das crises). Para esses casos, o tratamento mais indicado é o neurocirúrgico, que consiste na retirada do tecido cerebral doente. Para esse trabalho, foram investigados 89 pacientes com esclerose hipocampal no hemisfério direito que haviam realizado avaliação de memória no período prévio e posterior ao tratamento cirúrgico. Os participantes foram divididos em dois grupos: os que ficaram livres de crises e os que permaneceram apresentando as manifestações depois da cirurgia. Informações sociodemográficas e neuropsicológicas desses dois grupos foram comparadas e fatores como sexo, escolaridade, idade e tempo convivendo com a doença não se mostraram estatisticamente significativos para predizer melhora ou piora de memória após a cirurgia. Porém, pacientes que ficaram livres de crises apresentaram maior estabilidade cognitiva, com menos alterações de memória.

Eduardo Vieira de Souza

Aluno de Ciências Biológicas – Bacharelado

Pesquisa: Padrão de metilação do DNA do gene CTNNB1 em pacientes com displasia cortical focal

Resumo: A displasia cortical focal (DCF) é uma desordem cerebral intimamente relacionada à epilepsia refratária (que não responde bem ao tratamento). Ela é caracterizada pela malformação do córtex cerebral e pode apresentar alterações celulares e anormalidades na arquitetura da região afetada. Desde a última década, muitos estudos foram desenvolvidos, permitindo uma melhor compreensão da doença. Trabalhos sobre epigenética, uma área que estuda modificações herdáveis do DNA que afetam a expressão gênica, têm proporcionado uma visão mais sistemática do assunto. A metilação de citosinas é um mecanismo epigenético que normalmente está vinculado à diminuição da expressão gênica e pode ser correlacionado com descobertas prévias sobre genes de interesse se regiões diferencialmente metiladas forem identificadas no estudo. Nesse estudo, foi extraído o DNA do cérebro e de células-tronco pluripotentes induzidas de pacientes com DCF para a análise do padrão de metilação do gene da β-catenina, pois ela desempenha um importante papel no neurodesenvolvimento, podendo ser um ponto-chave na etiologia da doença. Foi realizada a primeira etapa da análise de metilação do DNA, bem como a análise da expressão do gene de interesse, que mostrou diferenças significativas em um dos grupos. Esses resultados preliminares podem permitir a correlação entre epigenética e a malformação do córtex.

Felipe Augusto Kunzler

Aluno de Medicina

Pesquisa: Neurodesenvolvimento cognitivo e motor, ressonância magnética (RM) e polissonografia em neonatos expostos ao zika: há um período crítico para o desenvolvimento de alterações morfofuncionais?

Resumo: A epidemia de Zika Vírus começou no Nordeste brasileiro em 2015, aumentando a prevalência de microcefalia congênita em até 20 vezes. O estudo surgiu da necessidade recente de entender melhor o curso da doença. Foram investigados 13 recém-nascidos microcefálicos com forte suspeita de infecção congênita por vírus Zika. A maioria das infecções aconteceu no primeiro trimestre de gestação. Foi possível observar que quanto mais precoce o período de infecção, maior o comprometimento neuropsicomotor. Todos os pacientes com infecção comprovada até o 2º trimestre apresentam atrasos importantes nos marcos do desenvolvimento. No exame, a hipotonia generalizada (diminuição do tônus muscular e da força) e a tetraespasticidade (limitação dos quarto membros em algumas funções motoras) foram os achados mais significativos. Além disso, seis pacientes usam anticonvulsivantes. Dos 13 pacientes analisados, apenas um havia confirmado a infecção no terceiro trimestre. Essa criança apresentou todos os marcos do neurodesenvolvimento motor e cognitivo, RM, avaliação neuropsicológica por Bayley-III e polissonografia dentro da normalidade.

Fernanda Thays Konat Bruzzo

Aluna de Medicina

Pesquisa: Avaliação do tropismo e ação do zika vírus em linhagens celulares de glioblastoma

Resumo: O glioblastoma é o tumor de sistema nervoso central mais prevalente em adultos, tendo como prognóstico uma sobrevida mediana de, no máximo, dois anos após o diagnóstico. A terapia viral se torna uma opção terapêutica cuja segurança e eficácia já foi demonstrada em alguns casos, fazendo-se necessária, contudo, maior investigação. O vírus Zika é um flavovírus transmitido por artrópodes vetores, principalmente do gênero Aedes. Estudos já demonstraram a capacidade do vírus infectar e causar morte de células-tronco neurais. O objetivo do trabalho é avaliar o tropismo (fenômeno biológico que orienta o crescimento de um organismo em resposta a um estímulo ambiental) e a toxicidade do zika vírus em linhagem celular humana de glioblastoma U138. Para isso, linhagens desse tumor foram cultivadas e expostas a três diferentes concentrações (1:10, 1:100 e 1:1000) de duas cepas (brasileira e africana), por duas, 12 e 24 horas. A cepa brasileira causou uma redução de cerca de 40% na viabilidade celular na sua diluição máxima analisada (1:1000). Houve uma redução estatisticamente significativa (p<0,001) na capacidade migratória dos glioblastomas nos três tempos analisados de exposição às duas cepas virais, não ocorrendo o mesmo na linhagem controle. Ensaios complementares de viabilidade, ciclo celular e controle de apoptose (morte celular) estão em andamento. Os resultados indicam que a ação do zika na linhagem de glioblastoma U138 não possui influência principal sob toxicidade dos glioblastomas e sim na capacidade de reduzir o potencial de migração celular, processo este fundamental na evolução e crescimento tumoral.

Gabriele Goulart Zanirati

Graduada em Ciências Biológicas, com mestrado e doutorado em Medicina e Ciências da Saúde, faz estágio pós-doutoral no InsCer

Pesquisa: Depression comorbidity in epileptic rats is related to alterations in both cerebral glucose metabolism and metabolic network architecture

Resumo: A depressão é a comorbidade psiquiátrica mais frequente em pacientes com epilepsia. Estudos têm sugerido cada vez mais que a relação entre essas duas patologias está associada a mecanismos neurobiológicos patogênicos comuns. No entanto, eles não são totalmente compreendidos. O estudo demonstrou que a depressão desempenha um papel importante no cérebro epiléptico, revelando alterações relevantes e complexas no metabolismo de glicose no cérebro e na arquitetura da rede metabólica. Os achados contribuem para uma melhor compreensão dos mecanismos dessa condição e serão fundamentais para que possamos buscar novas estratégias eficazes e seguras para o tratamento e prevenção dessa comorbidade na epilepsia.

Guilherme Camargo Brito

Aluno de Medicina

Pesquisa: Remodelamento metabólico hipocampal guia crises convulsivas em ratos epiléticos

Resumo: A epilepsia de lobo temporal é uma patologia neurológica comum e altamente incapacitante com alta prevalência na população idosa. O trabalho analisou os efeitos em longo prazo de convulsões espontâneas recorrentes no metabolismo cerebral, incluindo a rede metabólica, função de memória e alterações eletrofisiológicas do hipocampo em ratos epilépticos idosos. O grupo concluiu que o comprometimento cognitivo produzido por epilepsia crônica em modelo animal de epilepsia por pilocarpina está associado com reorganização da rede metabólica, hipometabolismo hipocampal e desequilíbrio inibitório-excitatório sináptico em lobo temporal.

Guilherme Onsten

Aluno de Medicina

Pesquisa: Hipometabolismo cerebral e astrócitos na epilepsia crônica: impacto do envelhecimento

Resumo: A epilepsia é caracterizada por convulsões recorrentes espontâneas que podem variar em gravidade, tipo e causa. O estudo buscou descrever detalhes da história natural da doença em modelo experimental, avaliando a relação entre a ativação de astrócitos (células mais abundantes do sistema nervoso central) e o metabolismo da glicose em ratos epilépticos idosos. Na análise qualitativa, foi observado um aumento nos astrócitos positivos para GFAP e uma imunorreação mais forte nos ratos tratados com pilocarpina quando comparados aos ratos controle. Ou seja, houve maior ativação glial, ação do sistema imune e redução do metabolismo.

Gutierre Neves de Oliveira

Aluno de Medicina

Pesquisa: Transplante de células mononucleares da medula óssea tem efeito antidepressivo no estresse crônico

Resumo: A depressão é uma doença inflamatória e está associada ao aumento dos níveis dos biomarcadores IL-1, IL-6 e TNF-α. Há um esforço para o desenvolvimento de estratégias anti-inflamatórias para auxiliar no tratamento e prevenir a progressão da doença. O grupo já demonstrou no modelo de epilepsia que a administração endovenosa de células mononucleares de medula óssea tem potencial terapêutico para promover a reparação e a regeneração tecidual através da redução de citocinas pró-inflamatórias e do aumento dos fatores de crescimento e citocinas anti-inflamatórias. Os dados apontaram um efeito antidepressivo e anti-inflamatório do transplante, uma vez que há diminuição dos níveis de citocinas pró-inflamatórias e um aumento na citocina anti-inflamatória.

Ismael Plentz

Biólogo e mestrando em Pediatria e Saúde da Criança

Pesquisa: Triagem para infecção por vírus Zika: análise in vitro do risco de dano do complexo anticorpo-vírus ao tecido embrionário humano utilizando células-tronco pluripotentes induzidas (IPSC)

Resumo: O trabalho busca avaliar os efeitos prejudiciais ou imunizantes de uma infecção prévia por zika frente à reexposição ao vírus durante a gestação e o neurodesenvolvimento. Serão incluídas gestantes que realizarem o pré-natal na rede pública de saúde de Maceió: 20 com infecção prévia por zika vírus e 300 suscetíveis à infecção, das quais 45 participantes serão selecionadas. Será aplicado questionário sobre informações sociodemográficas, clínicas e epidemiológicas e realizada coleta de sangue das gestantes. A parte clínica será feita pela Universidade de Alagoas. No estudo in vitro, na PUCRS, será avaliado o potencial neuromodulador do soro de gestantes durante a reexposição ao vírus em cultura de células-tronco pluripotentes induzidas e organoides cerebrais (minicérebros) obtidos a partir de fibroblastos de pele. As biópsias de pele serão coletadas de residuais de abdominopalstia de dois pacientes saudáveis. Serão avaliados os níveis de fatores de crescimento e citocinas inflamatórias.

Lucca Pizzato Tondo

Aluno de Medicina

Pesquisa: Declínio de memória episódica em uma superidosa PIB-positiva em uma reavaliação após 15 meses

Resumo: O trabalho se baseou no relato de caso de uma mulher de 84 anos, com 14 de escolaridade, aposentada, que foi à clínica com queixa de memória. A avaliação neuropsicólogica se mostrou normal, porém a pontuação no teste de memória tardia se mostrara excepcionalmente alta. Aceitou participar do Projeto Superidosos, no qual foi submetida a uma bateria de testes neuropsicológicos e exames de neuroimagem. Quinze meses depois, apresentou um declínio significativo na capacidade de memória e outros. Agora atende aos critérios de estágio pré-clínico da doença de Alzheimer. O caso ilustra a importância da avaliação longitudinal e é um exemplo paradoxal de um superidoso com alterações típicas da doença de Alzheimer.

Luísa Basso Schilling

Aluna de Medicina

Pesquisa: Associações no paradigma Change entre a vitimização e alterações funcionais no cérebro de adolescentes

Resumo: Dentro do projeto Viva – Vida e Violência na Adolescência, o estudo tem o objetivo de estudar os efeitos da violência, entendida do ponto de vista da vitimização, a partir de questionários, exames de cortisol e de neuroimagem. Participaram 52 estudantes de 10 a 12 anos da rede pública de Porto Alegre. Na pesquisa foram feitas ressonâncias magnéticas funcionais incluindo tarefas que avaliam as bases neurais da atenção sustentada. Isso foi realizado por meio de um paradigma experimental com a estrutura Go No-Go, chamado de Change. Funciona da seguinte forma: o participante é orientado a apertar botões de um controle de acordo com a forma vista na tela. Quando aparece o círculo e o x, deve-se apertar os botões com a mão esquerda (dedo indicador para o círculo e dedo médio para o x) e, quando aparece o quadrado azul, deve-se apertar com o indicador da mão direita. Os resultados apresentados demonstram que existem consequências da vitimização pela violência para o funcionamento de regiões neurais pré-frontais associadas com atenção e planejamento de movimentos.

Natalia Callai Da Silva

Bióloga e mestranda de Medicina e Ciências de Saúde

Pesquisa: A urease e hiperfosforilação da proteína tau por Helicobacter pylori: implicações para tauopatias

Resumo: No estudo, foi evidenciada a participação da urease de H. pylori, reconhecido agente etiológico de gastrite crônica, úlcera péptica e duodenal e câncer gástrico, em um biomarcador da doença de Alzheimer – a perda de conformação da proteína tau, que, assim, forma emaranhados neurofibrilares (alteração patológica comum nessa doença).

Nathália Alves Mathias

Aluna de Psicologia

Pesquisa: Fluência verbal e fonológica em idosos com queixas de memória

Resumo: O processo de envelhecimento é acompanhado da perda de algumas habilidades cognitivas, como a memória episódica e as funções executivas. Estudos longitudinais apontam que idosos com queixa de memória e sem declínio cognitivo (subjetivas) apresentam um alto potencial para o desenvolvimento de doenças neurodegenerativas quando comparados à população controle sem essa queixa. Foi realizada uma pesquisa retrospectiva no banco de dados do Ambulatório de Envelhecimento do Hospital São Lucas. A amostra foi composta por 62 idosos que tinham queixas de memória e haviam realizado avaliação neuropsicológica completa entre 2011 e 2017. Eram 24% de homens e 76% de mulheres, com idade média de 69,5 anos e escolaridade média de 10,5 anos. Os resultados apontam que os idosos com queixas subjetivas de memória apresentam memória episódica tardia e fluência categórica semelhantes aos escores normativos, porém demonstram fluência fonológica abaixo do esperado de acordo com os escores padronizados para os idosos de mesma faixa etária e nível de escolaridade. Assim, prejuízo de fluência fonológica pode estar associado a um período prodrômico (com sintomas precursores) de doenças neurodegenerativas.

Nathalia Bianchini Esper

Engenheira de Computação e doutoranda em Medicina e Ciências da Saúde

Pesquisa: A conectividade do cérebro de jovens vivendo em ambientes urbanos violentos: um estudo de RMF em estado de repouso

Resumo: A exposição prematura ao estresse produz alterações significativas na cognição, comportamento e funcionamento do cérebro e isso permanece até a vida adulta, podendo causar diferentes disfunções. O trabalho utilizou a técnica de imageamento por Ressonância Magnética Funcional (RMF) em estado de repouso para investigar o que acontece no cérebro dos adolescentes que vivem em ambientes urbanos violentos, tanto ambiente familiar quanto escolar. Foram incluídos no estudo 40 adolescentes de escolas públicas que, de acordo com a Secretaria da Educação, residem em alguns dos bairros considerados os mais violentos de Porto Alegre. O resultado que mais chamou a atenção foi uma redução da conectividade funcional entre a amígdala e o córtex cingulado anterior. Essas duas regiões fazem parte do chamado sistema límbico, responsável pelo processamento emocional e cognitivo. Além disso, a amígdala integra o sistema de recompensa e do circuito do medo. Ou seja, essas duas regiões estão “conversando” menos do que deveriam. Este resultado mostra que a violência não tem apenas um impacto social, mas também de vulnerabilidade no cérebro. O estudo faz parte do Projeto Viva – Vida e Violência na Adolescência.

Victoria da Rocha Iochpe

Aluna de Medicina

Pesquisa: Associação entre estresse crônico e modificações funcionais no lobo temporal superior direito em adolescentes em situação de violência e vulnerabilidade

Resumo: Dentro do Projeto Viva – Vida e Violência na Adolescência, o estudo investiga os prejuízos cognitivo-comportamentais resultados do estresse crônico em crianças e adolescentes causados pela violência. Crianças de 10 a 12 anos de algumas escolas públicas de Porto Alegre passam por análise psicológica e depois por ressonância magnética funcional e coleta de saliva e cabelo (para dosar o cortisol dessas crianças, o hormônio responsável pela sensação de prazer e bem-estar). O lobo temporal superior direito é relacionado com o que se chama de “cérebro social”, que integra o sistema límbico. Durante a ressonância, a criança observou imagens de olhares de pessoas e deveria escolher entre duas alternativas (o que achavam que a pessoa estava sentindo e qual o sexo dela). Não existe uma resposta certa para o teste. Foi avaliado o tempo que ela demora para escolher, ou seja, o tempo que leva para pensar na outra pessoa. Os dados foram correlacionados com os scores do questionário sobre maus-tratos, vitimização por pares e irmãos, vitimização sexual e vitimização indireta. Como resultado, houve uma subativação das áreas do cérebro social. Ou seja, quanto maior a vitimização e estresse da criança, menor é a ativação dessas áreas cerebrais.

Wyllians Vendramini Borelli

Médico e doutorando em Medicina e Ciências da Saúde

Pesquisa: Perfil neuropsicológico e sociodemográfico de idosos atendidos em ambulatório de memória de um hospital terciário

Resumo: O declínio cognitivo relacionado à idade é frequente entre os idosos. Por se tratar de um problema crescente, é importante identificar corretamente o perfil de indivíduos com esse risco para auxiliar nas estratégias de prevenção e tratamento. O trabalho avaliou o perfil neuropsicológico e sociodemográfico de idosos de 60 a 90 anos tratados no Hospital São Lucas. Passaram por testes cognitivos e entrevista estruturada. Dos 165 incluídos na pesquisa, 70,3% eram mulheres, 54,4% casadas e 67,3% conviviam com um acompanhante. A média de anos de estudo foi de 10,73. Em nossa amostra, os idosos tiveram notas mais baixas, comparando com a população em geral, na memória verbal lógica e fluência. A maioria apresentou declínio cognitivo, mais do que o esperado para a população geral.

Fonte: PUCRS

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