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brivia

| 31 de agosto de 2018
Empresas adotam práticas sustentáveis
Ações de sustentabilidade estão ganhando mais espaço na indústria têxtil.
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Empresas adotam práticas sustentáveis

Ações de sustentabilidade estão ganhando mais espaço na indústria têxtil. Um dos grandes problemas enfrentados pelos pequenos fabricantes é como diminuir o volume de resíduos nas confecções, que pode chegar a até 25% da produção total. Especialistas sugerem o uso de softwares de modelagem, que permitem um maior aproveitamento dos insumos, enquanto pequenos produtores  investem em novas peças, como camisetas feitas de algodão orgânico ou calcinhas especiais que evitam o descarte de absorventes. Kátia Lamarca, coordenadora do bacharelado em design de moda do Instituto Europeu de Design (IED-São Paulo), arma que uma das maiores preocupações dos empresários é como otimizar o uso da matéria-prima e ainda cortar custos. Para a especialista, a utilização de programas de modelagem é capaz de resolver parte do problema. Em alguns casos, o
aproveitamento obtido com esses sistemas pode chegar a até 92% do tecido, diz.
Mas como a indústria também trabalha com peças recheadas de detalhes ou feitas em pequena escala, a aplicação da tecnologia perde força e o volume de resíduos chega a 25% da produção. “No caso de vestidos de festa, por exemplo, essa fatia pode ser maior, por conta da modelagem mais ampla.”

Atenta a esse mercado, a empresária Thiele Bi, de Florianópolis (SC) fundou a Coleção. Moda, uma plataforma baseada no modelo SaaS (software como serviço, na sigla em inglês), que ajuda os fabricantes a criar coleções com menos despesas. O sistema auxilia na sugestão do número e tipo de peças a serem produzidas, estima custos e controla a gestão dos croquis. Por ser on-line, a ferramenta também reduz a utilização de papel nas formas e os custos com tecidos. Lançada em fevereiro, tem 48 clientes.
Lucas Arcoverde, designer e fundador da Mescla, marca carioca de moda masculina que utiliza tecidos de brade PET e algodão orgânico, optou pela terceirização da fabricação para não onerar os custos da empresa. “Assim, consigo trabalhar com diferentes escalas de produção”, diz ele, que vende camisetas a partir de R$ 79. Desde que inaugurou a operação, há seis anos, também compra matéria-prima somente no Brasil e usa mão de obra local. Com uma produção mensal de até 150 itens, faturou R$ 73 mil em 2017 e espera obter R$ 90 mil, em 2018, graças ao aumento das entregas via e-commerce e da quantidade de parceiros multimarcas.

Na Herself, de Porto Alegre (RS), o carro-chefe é uma calcinha feita com tecidos tecnológicos que absorve o fluxo menstrual e pode ser utilizada por até 12 horas seguidas. Após esse período, basta lavar e usar de novo, dizem as sócias Raíssa e Camila Kist. A ideia é que as consumidoras deixem de descartar, em média, 480 absorventes em dois anos, tempo da capacidade de absorção de uma peça. A marca também desenvolve um biquíni com a mesma função. Desde o início das operações via e-commerce, em abril, as vendas da Herself crescem em média 20%, ao mês. O indicador de recompra sugere boa aceitação do produto, com 9,3% das aquisições. Na opinião de Leonardo Marques, professor do Instituto Coppead de Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), as empresas que querem adotar um modelo mais sustentável na criação de peças podem fazer a transição por etapas, em paralelo ao negócio tradicional.

Para Bernardo Queiroz, coordenador de inovação educacional do Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil do Senai (Senai Cetiqt), as práticas de sustentabilidade podem ser disseminadas antes da fundação dos negócios. O centro de ensino, com o apoio do Sebrae, lançou o projeto Biostartups Moda, que estimula ações ecológicas no segmento.

Fonte: Valor Econômico

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