Nossos serviços
Entre em contato

Capitais e região metropolitana:
4007.2302

Demais cidades:
0800.002.2302

Whatsapp:
(51) 989.590.959


Av. Júlio de Castilhos, 44 - Térreo
Porto Alegre - RS - CEP 90030-130 | Como chegar

COPYRIGHT © 2019. Conheça nossa Política de Privacidade.

brivia

Educação | 11 de janeiro de 2019
Salários acima da média só vêm para quem inicia o ensino superior no Brasil
Pesquisa aponta que é preciso ter pelo menos 12 anos de estudos para conseguir ganhar mais que R$ 2.196.
Copiar link
Salários acima da média só vêm para quem inicia o ensino superior no Brasil

Apenas um quarto dos trabalhadores brasileiros conseguiu estudar o bastante para ganhar acima da média nacional, apesar do avanço no número de universitários nos últimos anos. Um levantamento feito com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE mostra que é preciso ter pelo menos 12 anos de estudo para conseguir ganhar mais que os R$ 2.196.

De 2012 pra cá, o percentual de trabalhadores que completaram a educação superior, de fato, aumentou – eram 13,3% do total há seis anos e agora passam dos 18%. A maioria dos brasileiros no mercado de trabalho (38.6%), porém, estudou até o ensino médio.

Todos aqueles que nem começaram uma faculdade chegam a 73,5% da força de trabalho, segundo os números da Pnad, compilados pela assessoria IDados. O estudo mostra ainda que a renda real, já descontada da inflação, caiu até 11% nas principais faixas de formação, entre 2012 e 2018.

De certa forma, o que foi feito em termos de educação pelos governos até agora só atacou parte do problema. A formação brasileira ainda é de baixa qualidade e há um elevado índice de evasão do ensino médio em diante. Isso acaba se refletindo na qualidade de vagas que são criadas no mercado de trabalho e na remuneração, diz Bruno Ottoni, pesquisador do IDados.

Ao mesmo tempo que os rendimentos dos trabalhadores com menor instrução é metade da média nacional, os mesmos dados apontam que, apenas concluir a graduação pode mais do que dobrar o rendimento do trabalhador.

Ricardo Rocha, 25 anos, é um exemplo disso. Formado em administração de empresas, com uma bolsa de estudos, ele chegou a trabalhar em um supermercado para ajudar a mãe, que é empregada doméstica. Depois de formado, ele conseguiu uma colocação melhor na área administrativa em um banco em São Paulo. É o primeiro da família a ter um diploma universitário.

“A oportunidade veio depois da faculdade. Por mais que os últimos anos tenham sidos difíceis para o mercado de trabalho, para mim, eles representaram um novo patamar de oportunidades. Antes as funções serviam para pagar as contas. Agora, muitas oportunidades se abriram para mim”.

A irmã mais velha de Rocha chegou a interromper os estudos. “Com esforço, ela conseguiu concluir a faculdade depois também. A nossa família nunca teve muitos bens, mas sempre acreditou que era preciso aproveitar as oportunidades para ir mais longe.

Evasão. Nos anos de crise, muitos brasileiros não tiveram a mesma sorte e foram obrigados a adiar a conquista do diploma. Uma reportagem publicada pelo Estadão, em maio de 2018, apontava que 170 mil jovens, de 19 a 25 anos, haviam abandonado a faculdade em 2017 – o aumento da evasão foi o maior desde o início da Pnad, há seis anos, segundo a consultoria LCA.

O reflexo de se interromper a formação ainda deve ser sentido nos próximos anos, avalia o economista Sérgio Firpo, do Insper. Ele lembra que os jovens vindos de famílias com renda mais baixa foram os mais afetados durante a crise. “Quando o chefe de família perdeu o emprego, alguns desses jovens foram obrigados a entrar no mercado de trabalho mesmo antes de completarem a sua formação”.

Fonte InfoMoney

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Copiar link Comentários ()
Quero receber conteúdos voltados para:

Entre em contato através do WhatsApp

Entre em contato através do Messenger