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Educação | 07 de fevereiro de 2019
No Dia da Internet Segura, chefe do UNICEF pede ação contra bullying e assédio digitais
Violência online, bullying e assédio digital afetam mais de 70% dos jovens globalmente, afirmou o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).
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No Dia da Internet Segura, chefe do UNICEF pede ação contra bullying e assédio digitais

Violência online, bullying e assédio digital afetam mais de 70% dos jovens globalmente, afirmou na terça-feira (5) o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), pedindo ação de resposta e prevenção a estas formas de violência.

“Ouvimos crianças e jovens de todo o mundo e o que eles estão dizendo é claro: a Internet se tornou um deserto de bondade”, disse a diretora-executiva do UNICEF, Henrietta Fore, sobre o Dia da Internet Segura, lembrado em 5 de fevereiro.

Uma pesquisa recente do UNICEF, com mais de 1 milhão de jovens de 15 a 24 anos de mais de 160 países, gerou o pedido, junto a uma série de debates liderados por estudantes globalmente, que examinou o que pais, professores e legisladores podem fazer para aumentar segurança.

No final, a gentileza se destacou como um dos meios mais poderosos para prevenir bullying e bullying digital.

“É por isto que neste Dia da Internet Segura, o UNICEF está convidando todos, jovens e velhos, a serem gentis online e pedindo maior ação para tornar a Internet um lugar seguro para todos”, destacou Fore.

Independentemente do nível de renda, a Internet se tornou um território da juventude.

De acordo com a União Internacional de Telecomunicações (ITU), 94% dos jovens de 15 a 24 anos em países desenvolvidos estão online e mais de 65% dos jovens em países em desenvolvimento também estão – bem acima do ritmo de uso da Internet entre a população geral.

Além disso, metade da população total do mundo está online, independentemente da idade, o que aumenta riscos.

De acordo com dados da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), a proporção de crianças e adolescentes afetados por bullying digital varia de 5% a 21%, com meninas tendo mais risco que meninos.

“O bullying digital pode causar profundos danos, à medida que pode alcançar rapidamente uma ampla audiência e pode permanecer acessível online indefinitivamente, essencialmente ‘seguindo’ suas vítimas online por toda a vida”, de acordo com o UNICEF.

Bullying e bullying digital também se alimentam um do outro, formando um “contínuo de comportamento prejudicial”.

Vítimas de bullying digital têm mais chance de abusar de drogas e álcool, matar aulas, receber notas ruins e sofrer com baixa autoestima e problemas de saúde. Em situações extremas, o bullying digital pode até mesmo levar ao suicídio.

No Dia da Internet Segura, o UNICEF lembra todos que “bondade – tanto online quanto fora das redes – é uma responsabilidade que começa com cada um de nós”.

Com base na Convenção da ONU sobre os Direitos da Criança, que completa 30 anos em novembro, o UNICEF também pede cooperação para colocar direitos da criança como prioridade dos esforços digitais.

“Trinta anos após a adoção da Convenção sobre os Direitos da Criança e da criação da Rede Mundial de Computadores, é hora de governos, famílias, academia e setor privado colocarem crianças e jovens no centro das políticas digitais”, disse Fore.

“Ao protegê-los do pior que a Internet tem a oferecer e expandir acesso ao melhor, podemos ajudar a equilibrar a balança para o bem”, concluiu a chefe do UNICEF.

Fonte: ONU

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