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Educação | 08 de março de 2019
Onu quer elevar a presença feminina nas áreas de tecnologia e inovação
O mundo precisa da ciência e a ciência precisa das mulheres.
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Onu quer elevar a presença feminina nas áreas de tecnologia e inovação
O mundo precisa da ciência, e a ciência precisa das mulheres. Globalmente, menos de 30% dos pesquisadores são mulheres. E, apesar de na América Latina e no Caribe esse percentual chegara 45,9%, a participação feminina não se reflete necessariamente no número delas que se mantêm em carreiras científicas na universidade. Nem no percentual de mulheres nas academias de ciências desses países, ou no comando de um ministério de tecnologia.De acordo com as Nações Unidas, as mulheres, de todas as idades, estão sub-representadas nas áreas de ciências, tecnologia, engenharia, matemática e desenho industrial. Por isso, a ONU decidiu comemorar o Dia Internacional da Mulher com um apelo à presença feminina na inovação como uma ferramenta-chave para a igualdade de gênero.Abaixa participação de mulheres nessas áreas pode até dificultar o cumprimento da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, estabelecida em 2015. Segundo a ONU Mulheres, órgão das Nações Unidas para promovera igualda dede gênero, meninas e mulheres são a população “de maior talento desperdiçado” em pontos-chaves da Agenda, como, por exemplo, o impacto das mudanças climáticas e a administração de recursos limitados, como a água.

– A ciência, a tecnologia e a inovação não têm sexo – diz a astrônoma chilena Paula Jofré, de 36 anos. -Ou pelo menos não deveriam.

Ela foi citada recentemente pela revista americana Science News na lista dos dez jovens cientistas mais influentes, graças a uma pesquisa que busca fazer uma “árvore genealógica” das estrelas para descobrir o início e a evolução da Via Láctea. Paula, no entanto, conta ter encontrado muitos obstáculo sem seu caminho, como discriminação e preconceito.

No doutorado, ela sentia que seu trabalho era visto com menos seriedade que o de colegas homens. E ouviu várias vezes que a ciência não era compatível com ter uma família:

– Hoje sou reconhecida por meu trabalho, estou casada e tenho dois filhos. A ciência, ao contrário doquem e diziam, é muito amigável coma família. Precisamos acabar com essas ideias, que só impedem a carreira de mulheres na área científica.

Apenas 17 mulheres ganharam o Nobel de Física, Química ou Medicina desde 1903, quando a cientista Marie Curie foi premiada, contra 572 homens. E acadêmicos de todo o mundo admitem que as contribuições das mulheres nessas áreas não foram reconhecidas.

CONTRA PRÁTICAS ABUSIVAS

Ainda que mais meninas frequentem a escola do que há 50 anos, muitas delas perdem o interesse em disciplinas como ciência e matemática à medida que crescem. No México, 30% das meninas entre 6 e 8 anos dizem não gostar de matemática, percentual que sobe a 40% na faixa entre 9 e 10 anos.

Abrasileira Letícia de Oliveira, de 36 anos, estudou Literatura, ainda que fosse fascinada por química:

– Eu era praticamente a única menina da turma que gostava de matemática. Mas, na hora de escolhera universidade,não quis sera”ovelha negra” e temi não estar tão preparada como meus colegas homens-conta Letícia, lembrando que esses estereótipos também afetam rapazes. – Um de meus melhores amigos era alvo de piada por ser melhor em humanas.

Referências femininas foram a inspiração da neurocientista Fontes: Unesco e ministérios da Educação de Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, México, Peru, Porto Rico e Uruguai/GDA Não há dados disponíveis para Colômbia e Peru. *Entrada de mulheres em carreiras de engenharia na Universidade Autônoma do México portorriquenha Mónica Feliú-Mojer, de 33 anos, e da química uruguaia Sonia Rodríguez Giordano, de 51. Mónica teve a ajuda de uma professora e foi estudar neurociência em Harvard, nos EUA. Sonia também cita uma professora, que a “conquistou” para a ciência com visitas a laboratórios.

Conscientes da importância da inovação e da tecnologia, os governos de Argentina, Brasil, Costa Rica, México, Peru e Uruguai desenvolveram iniciativas e projetos de lei para reduzir a brecha de gêneros nessas áreas.

A tecnologia também é usada contra práticas abusivas. A Costa Rica incentiva pesquisas para criar espaços seguros na internet, a fim de reduzir o assédio cibernético. E o Uruguai apoia projetos de planejamento urbano para garantir a segurança de trabalhadoras em seus deslocamentos.

-A igualdade de condições tem impacto positivo no desempenho no trabalho e na capacidade para atrair talentos, o que dá às empresas maior competitividade -diz Carmen Román, copresidente do Comitê de Evolução Empresarial, da associação chilena Sociedad de Fomento Fabril.

Uma das principais iniciativas da região é o projeto Laboratoria, que capacita mulheres de Lima (Peru), Santiago (Chile), São Paulo (Brasil), Cidade do México e Guadalajara (México). Concluído o curso, de seis meses, elas podem trabalhar em mais de 400 empresas ou instituições, como Google, Microsoft e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

*O GDA é formado por 11 dos principais jornais da América Latina, entre eles O GLOBO

Colaboraram O GLOBO, La Nación (Argentina), El Tiempo (Colômbia), La Nación (Costa Rica ), El Universal( México ), El Comercio (Peru), El Nuevo Día (Porto Rico) e El País (Uruguai)

Fonte: O Globo
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