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Educação | 22 de março de 2019
Os caminhos para passar da teoria à prática
Mudanças no currículo e aproximação da realidade são formas de combater a evasão escolar.
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Os caminhos para passar da teoria à prática

Uma das principais mudanças da reforma do ensino médio é a combinação de um currículo comum, com menos disciplinas, para todas as escolas e outro flexível, em que os alunos poderão escolher itinerários específicos. Na mesa de discussão “Itinerários formativos do novo ensino médio”, professores, especialistas e estudantes mostraram preocupação com a maneira como a teoria vai se tornar prática.

– Quando pensamos em reformular o ensino médio, fomos olhar os modelos do mundo. Só no Brasil temos 13 disciplinas obrigatórias e uma carga horária de apenas quatro horas por dia. Os itinerários formativos abrem novas possibilidades, inclusive para a educação profissional. Meu receio é com a implementação. Os itinerários não são para subtrair conhecimento, mas para aprofundar. É preciso garantir que os itinerários tenham aprofundamento, sem retirar o direito de aprendizagem de nenhum jovem – afirmou Priscila Cruz, presidente executiva do movimento Todos pela Educação.

Diretora do Instituto Inspirare, Anna Penido fez uma apresentação das principais mudanças da reforma do ensino médio, que pretende aproximar a escola da realidade dos jovens e reduzir a evasão escolar. Anna mostrou que 28% dos alunos do ensino médio abandonam a escola no primeiro ano e apenas 64% concluem o curso com idade até 19 anos. Um dos itens da reforma é colocar o “estudante no centro da aprendizagem” com foco em “desenvolvimento e formação para a vida no século XXI”.

– O papel aceita tudo. A questão é: como vai se tornar realidade? O abandono da escola está ligado a fatores externos, como violência, acessibilidade, e também internos, como déficit de aprendizagem, dúvidas sobre o significado do estudo na própria vida, bullying. Se a gente oferecer ao jovem algo de qualidade, isso pode ser revertido – disse Anna.

O aumento da carga horária escolar prevê passar das atuais 800 horas/ano para 1.000 horas/ano até 2022 e chegar a 1.400 horas/ano, sem prazo definido. Os itinerários formativos propostos são Linguagens e suas Tecnologias; Matemática e suas Tecnologias; Ciências da Natureza e suas Tecnologias; Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, e Formação Técnica e Profissional.

A mesa-redonda gerou uma discussão acalorada. Muitos alunos questionaram como as mudanças serão implementadas, em uma realidade tão desigual entre escolas públicas e particulares e entre aquelas das regiões centrais e das periferias e comunidades.

– Toda escola vai oferecer todos os itinerários? Vai ser igual para a elite e para a periferia? A carga horária vai aumentar, mas muitos alunos das escolas públicas trabalham. Como vai ser? Outra coisa é o ensino técnico. É importante, mas não quero parar ali, quero ir para a universidade – afirmou Carolina Rosa, aluna da Fundação Roberto Marinho da comunidade da Maré, Zona Norte do Rio.

Priscila Cruz defendeu que o curso técnico gere créditos que possam ser usados pelos alunos que ingressarem na universidade, evitando que comecem o curso superior do zero, quando já têm conhecimento específico vindo da educação profissional.

Fonte: O Globo

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