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Educação | 18 de abril de 2019
Pontes tenta destravar R$ 1 bi para minimizar cortes na ciência
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Pontes tenta destravar R$ 1 bi para minimizar cortes na ciência

O ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, afirmou anteontem que negocia com a equipe econômica a liberação de R$ 1 bilhão dos R$ 2,1 bilhões contingenciados pelo governo, a fim de minimizar os cortes em projetos e ações da pasta.

Ele disse, no entanto, que a redução do orçamento nos últimos anos trará impactos, mesmo que haja recomposição dos recursos que foram contingenciados.

Nesse cenário, Pontes já elencou as áreas que serão tratadas como prioridade: pagamentos de bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), manutenção de unidades de pesquisas e o Sirius, um projeto de laboratório para pesquisas de última geração.

Questionado se tais áreas estão em risco, Pontes afirmou que haverá impacto, mas de menor proporção:

– Vai ter corte. Mesmo tendo uma parte de recomposição (do orçamento), a gente vai ter que cortar um pouco. Mas, como falei, quanto maior a prioridade (das áreas), menor o corte -disse o ministro.

As declarações foram dadas na saída do lançamento do programa Ciência na Escola, uma parceria do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) com o Ministério da Educação. O programa tem como objetivo incentivar o ensino da ciência nas escolas de educação básica.

O governo anunciou que vai lançar nos próximos dias um edital para instituições que queiram, inclusive em forma de consórcio, receber recursos para desenvolver projetos que envolvam as escolas. Serão R$ 100 milhões, aportados pelo Ministério da Educação.

Em outra frente, haverá também uma chamada para pesquisadores, no valor total de R$ 10 milhões, e uma plataforma de ensino a distância para capacitar professores da educação básica, sob responsabilidade da Capes.

O MCTIC informou ainda que pretende ampliar, em 2019, a participação de alunos na Olimpíada Nacional de Ciências, investindo R$ 1,5 milhão para atrair um milhão de alunos – o número médio de participantes é de 200 mil, segundo Marcelo Marcos Morales, secretário de Formação e Áreas Estratégicas do ministério.

Fonte: O Globo

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