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Educação | 25 de abril de 2019
Brasil participa de projeto piloto que ensina braille a crianças cegas usando peças de Lego
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Brasil participa de projeto piloto que ensina braille a crianças cegas usando peças de Lego

A Lego Foundation, entidade criada pela empresa que fabrica blocos de montar, lançou na tarde desta quarta-feira (24) um projeto para a criação de peças de Lego customizadas para o braille, sistema de leitura no qual letras e números são caracterizados por pontos em relevo. Ele é usado como forma de comunicação por pessoas cegas ou com baixa visão.

O Brasil é um dos países envolvidos no projeto piloto realizado desde 2017, e que culminou com o anúncio desta quarta. Em uma parceria entre a Fundação Dorina Nowill para Cegos, que há 70 anos trabalha pela inclusão das pessoas com deficiência visual, e a Universidade Estadual Paulista (Unesp), o projeto incluiu o uso dos chamados Braille Bricks em escolas públicas de Presidente Bernardes e Franco da Rocha, em São Paulo.

Os Braille Bricks são blocos de lego desenhados para que os pontos em relevo representem uma letra ou número do alfabeto braille.

Um dos motivos de usar o brinquedo para incentivar o ensino do braille, segundo o comunicado da empresa, é o fato de que, com o avanço de tecnologias como audiolivros e programas que leem em voz alta o texto escrito numa tela de computador ou celular, a difusão do braille tem caído entre as novas gerações de pessoas com deficiência visual.

O que é o braille?

É um sistema de leitura e escrita para pessoas com deficiência visual, ou seja, que são cegas ou têm baixa visão – atualmente, estima-se que mais de 6,5 milhões de brasileiros tenham algum tipo de deficiência visual;Foi criado há 190 anos por Louis Braille, um francês que ficou cego aos três anos de idade;Entre os 12 e os 20 anos, Braille desenvolveu um sistema de leitura que usava até seis pontos em relevo em uma célula de três pontos de altura e dois de largura;Cada letra ou número é representado por uma certa combinação de pontos dentro da célula;Como a célula de seis pontos permite até 63 combinações diferentes, é possível representar as letras e a pontuação da maioria dos alfabetos.

Projeto piloto em São Paulo

No projeto, 82 crianças de 4 a 10 anos participaram de atividades de alfabetização em braille usando as peças batizadas de Lego Braille Bricks durante o ano de 2018. Mas a Dorina Nowill já havia começado a usar um primeiro protótipo de blocos de montar chamado Braille Bricks em 2016, após uma parceria com uma agência de comunicação.

O braile está para a criança cega como a caneta e o papel estão para a criança que enxerga , explicou, em um vídeo da campanha, Eliana Cunha Lima, especialista da Fundação Dorina Nowill.

Sem o sistema braille, essa criança não tem o desenvolvimento do sistema neuropsicomotor garantido , disse ela. Você trazer um brinquedo colorido, que todas as crianças têm, e com as características impressas nele da cegueira é um marco bastante interessante em todos os sentidos, inclusive os mais simbólicos também.

O sucesso da parceria levou à entrada da Lego Foundation na iniciativa e à parceria com a Unesp para o projeto piloto realizado em 2018.

Conjuntos de cerca de 250 peças

Segundo a Lego Foundation, os Lego Braille Bricks usam os moldes do sistema braille, com até seis pontos de relevo, que é compatível com o modelo da empresa. Além disso, as peças levarão a letra ou o caractere impresso, para que pais, professores e colegas que não entendam braille possam saber de que letra se trata. A ideia é, além de informar, incentivar que pessoas videntes se interessem pelo aprendizado do braille.

Quanto mais pessoas que estejam em contato com essa criança souberem o braille, melhor pra ela , explicou Eliana Cunha Lima.

Neste semestre, os kits estão sendo testado com crianças que falam dinamarquês, norueguês, inglês e português, mas, até o fim do ano, o alemão, o espanhol e o francês serão incorporados aos testes.

A ideia é começar a distribuir o kit no segundo semestre de 2020. O conjunto terá cerca de 250 peças, que incluem todo o alfabeto, os algarismos de 0 a 9 e símbolos matemáticos.

De acordo com Klaus Schlünzen Junior, professor da Unesp e responsável por monitorar e avaliar o programa no Brasil, a tecnologia foi utilizada para mediar e contribuir no desenvolvimento e construção do conhecimento, tendo como referência para isso um objeto palpável .

O material é usado por profissionais da educação conforme os seus planos disciplinares e proposta curricular.

Essa abordagem possibilita o afloramento do interesse do estudante, motivando-o a explirar, a pesquisar, a descrever, a refletir, a depurar ideias, com a mediação do professor , acrescenta Schlünzen.

Distribuição

Instituições selecionadas de várias partes do mundo receberão o material gratuitamente. No Brasil, a Fundação Dorina Nowill será a responsável por importar os conjuntos, que em 2020 serão distribuídos inicialmente em sete estados brasileiros.

Atualmente, a fundação busca parceiros para financiar a importação e distribuição do material, além da capacitação de professores de escolas públicas para usarem o material em sala de aula.

Fonte: G1

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