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Educação | 25 de abril de 2019
Escolas de negócios se unem para pensar o ensino digital
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Escolas de negócios se unem para pensar o ensino digital

O trabalho em equipe é um elemento essencial de aprendizado nos cursos de MBA. Agora, um grupo de escolas de negócios está praticando o que prega e se unindo para melhorar o ensino digital.

A aliança Future of Management Education (Fome) é um grupo de escolas de negócios que está trabalhando junto para desenvolver ferramentas de ensino on-line. Os membros fundadores incluem a Imperial College Business School, ESMT Berlin, BI Norwegian Business School, Kong Chian School of Business, EDHEC Business School e Ivey Business School. Um dos principais objetivos da colaboração é mudar a percepção de que a educação digital é uma alternativa menor em comparação aos programas presenciais, afirma Nick Barniville, reitor associado da ESMT Berlin.

Mas a iniciativa também pode ser vista como uma medida de defesa. A educação ainda não passou pela “ruptura” provocada pelas “big techs” – termo usado para designar o Google, Amazon, Netflix, Apple e Facebook, que rapidamente dominaram a propaganda, o varejo, o entretenimento e a mídia. Mas o mercado de ensino on-line também tem suas “big techs” – como a Coursera, 2U e FutureLearn. Mas essas organizações não conseguiram, até agora, abalar os valorizados cursos on-line ministrados por instituições tradicionais.

As escolas da aliança vêm usando provedores de plataformas para abrigar seus cursos on-line abertos conhecidos como Moocs, segundo David Lefevre, diretor do Edtech Lab da Imperial College Business School. O objetivo da aliança é desenvolver cursos on-line que tenham uma qualidade muito melhor, sem depender de terceiros, afirma.

Isso acontece no momento em que os provedores começam a viabilizar cursos de escolas renomadas. Em 2017, por exemplo, a HEC Paris usou a plataforma Coursera para oferecer seu primeiro curso internacional on-line sobre inovação e empreendedorismo.

Longe de desafiar os maiores programas das escolas de negócios, Dil Sidhu, diretor de conteúdo da Coursera, diz que sua organização os ajuda a ganhar escala. “Nossa plataforma global permite aos nossos parceiros alcançar mais estudantes do que jamais seria possível em um negócio tradicional físico”, diz ele.

Isso pode não deixar tranquilas algumas escolas de negócios que se preocupam com a promoção da sua marca. Quando elas usam uma plataforma de aprendizado de terceiros, no geral, precisam incluir a marca das duas organizações no curso.

O que se teme é que as plataformas de tecnologia dominantes possam se tornar tão conhecidas ou até mais que as escolas entre os estudantes. A Fome quer evitar esse risco. Na aliança, todas as escolas dividem o controle da plataforma, de modo que precisam usar suas próprias marcas nos cursos.

Quando as escolas de negócios usam uma plataforma de ensino digital, as tecnologias de seus provedores determinam a maneira como o material de ensino é apresentado. Com a Fome, as escolas desenvolvem suas próprias plataformas e têm muito mais controle sobre a experiência do aprendizado.

O custo é outra consideração. Como as escolas de negócios dividem o controle da plataforma, elas não precisam dividir a receita com outro provedor. Na Ivey Business School da Western University do Canadá, o reitor interino, Mark Vandenbosch diz que, como parceiro da Fome, a escola pode economizar dinheiro com os custos de desenvolvimento do sistema porque ela usa uma tecnologia já desenvolvida por outros parceiros da aliança.

Isso também ajuda a dar à Ivey uma vantagem competitiva no que diz respeito a atração de alunos. A escola poderia ter usado uma plataforma de graduação on-line para seus cursos, diz Vandenbosch, mas com isso teria dificuldade para se destacar. “A diferenciação que você pode conseguir de outras escolas nessas plataformas é moderada porque toda a funcionalidade é a mesma”, justifica ele.

Anne Swanberg, reitora de ensino e aprendizagem da BI Norwegian Business School, concorda. “Tudo que essas plataformas de aprendizagem estão fazendo é pegar o velho paradigma de uma sala de aula com um professor tradicional e tentar melhorá-lo agregando essa nova energia chamada comunicação on-line”, afirma ela. Swanberg acrescenta que as escolas de negócios da Fome estão adotando uma postura muito mais ampla em relação à tecnologia e ao ensino. “Estamos preocupados com o desenvolvimento da pedagogia, encontrar novos métodos de ensino primeiro para depois encontrar a tecnologia”, afirma ela.

Dan LeClair, presidente-executivo da Global Business School Network, acredita que as escolas de negócios vão cooperar mais umas com as outras, mas não só por causa do desafio das plataformas de terceiros. “A tecnologia está permitindo a elas criarem mais valor para os estudantes”, afirma ele. O bom da aliança Fome é que as escolas-membros podem proteger seus produtos on-line de alto valor e ao mesmo tempo em tirar da tecnologia o máximo que ela pode oferecer.

Fonte: Valor Econômico

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