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Educação | 05 de novembro de 2019
Competências sociais e criatividade são exigências para engenheiros
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Competências sociais e criatividade são exigências para engenheiros

Em 2022, o mercado total de IoT (internet das coisas) vai movimentar US$ 15 bilhões no Brasil. O dado foi anunciado por Jamile Sabatini Marques, diretora de inovação e fomento da Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes), durante a Futurecom, evento que aconteceu na semana passada, em São Paulo. O crescimento desse mercado cria demanda latente por engenheiros, mas não só. “É um campo multidisciplinar”, afirma Victor Olszenski, sócio da Percepta Marketing e Comportamento.

Hoje, a formação de engenheiros é um problema no Brasil, segundo Carlos Henrique Costa Ribeiro, vice-reitor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Não pela quantidade de profissionais que saem das faculdades, mas pela qualidade do ensino. “O Brasil forma quantidade razoável de engenheiros, mas com qualidade insuficiente para o que o país precisa”, afirma Ribeiro.

Para ele, o atual cenário requer engenheiros que tenham, além da formação técnica própria da disciplina, competências sociais e que adquiram também, ainda na graduação, experiência prática através de parcerias com empresas e institutos. “É um desafio grande para as universidades”, afirma.

Roseli de Deus Lopes, vice-coordenadora do Centro Interdisciplinar de Tecnologias Interativas da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (PoliUSP), concorda sobre a importância de se transmitir aos alunos de engenharia outras habilidades. “É preciso oferecer a formação sólida de conceitos da área de estudo e também as competências na horizontal, transdisciplinares, que precisam ser trabalhadas sempre”, afirma. “O profissional precisa estar apto a aprender continuamente, saber trabalhar com times multidisciplinares, ter boa comunicação, atitude e criatividade, mesmo em engenharia.”

Uma das soluções encontradas pela Poli-USP para conseguir oferecer esse tipo de formação foi criar disciplinas que reúnem na mesma sala alunos de diferentes cursos de graduação. Roseli cita como exemplo a matéria “Desenvolvimento de soluções médico-hospitalares”, na qual os alunos aplicam o método de design para criar equipamentos inovadores empregando diferentes abordagens da engenharia. “A disciplina mistura equipes com pessoas de diferentes perfis para que aprendam, entre outras coisas, a ouvir.”

A parceria com empresas, outro ponto importante para a formação de quem vai trabalhar com IoT, é realidade na Poli-USP e em algumas outras escolas de engenharia do país. “O aluno pode trabalhar em problemas complexos do mundo real desde o começo da graduação”, comenta Roseli. “A gente vê essa tendência nas melhores escolas de engenharia do mundo e precisa ver mais aqui.”

Sérgio Soares, diretor do Instituto Senai de Inovação para Tecnologias da Informação e Comunicação, comentou que muito se teme a perda de postos de trabalho com a chegada da indústria 4.0. Para ele, a capacitação é fator-chave para diminuir esse impacto. “A preocupação é requalificar para aumentar a quantidade de empregos de melhor nível, e automatizar o emprego mais operacional”, afirma.

Na mesma linha de pensamento de Roseli, Sérgio comenta que o Senai de Pernambuco, onde ele atua, está de mudança para um novo prédio que vai reunir em um só lugar os cursos técnicos, a faculdade e o instituto de inovação. Com isso, a sinergia entre todos será facilitada e os alunos terão problemas reais trazidos pelo instituto de inovação para resolver. Nesse modelo, em uma parte do período o estudante aprende o conteúdo e depois lida com os problemas trazidos pelas empresas parceiras. “Nós, da área de educação, temos medo de mudar os currículos e a forma de ensinar, mas é preciso.”

Assim como os outros participantes do debate na Futurecom, Sérgio também afirmou ser fundamental para os profissionais de engenharia e ciências exatas de forma geral desenvolver habilidades de relacionamento. “A colaboração será cada vez maior entre diferentes áreas, porque isso é mais frutífero para os projetos, então é preciso desenvolver outras competências.”

Fonte: Valor Econômico

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