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Educação | 07 de novembro de 2019
Faculdade particular terá bônus em nota se atender aluno da educação básica
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Faculdade particular terá bônus em nota se atender aluno da educação básica

Instituições particulares de ensino superior poderão receber bônus na nota de avaliação federal por oferecerem espaços ociosos para alunos da educação básica da rede pública. Para o MEC, esse será um estímulo para universidades aderirem ao projeto e colaborarem com a educação básica.

Projeto do governo Jair Bolsonaro (PSL), anunciado nesta quarta (6), abre essa opção como forma de atender estudantes na flexibilização do ensino médio e alunos do ensino fundamental. O plano vem de sugestão de representantes do setor privado.

Os indicadores de qualidade baseiam o sistema de regulação. O ministro da Educação, Abraham Weintraub, já declarou que o setor é prioridade para expansão de vagas e defendeu que as empresas se autorregulem.

A ideia já havia sido anunciada em agosto pelo secretário de Educação Básica do MEC, Janio Macedo. Agora, o governo batizou o plano de Educação em Prática.

Macedo afirma que somente instituições com notas boas poderão ter bônus, mas ainda não há detalhes de quais indicadores serão considerados. Segundo o secretário, a lei que regula a avaliação já permite que ações de responsabilidade social sejam levadas em conta na nota.

O objetivo é usar os espaços ociosos das universidades privadas e públicas como laboratórios, para que os estudantes possam cursar os chamados itinerários formativos criados a partir da reforma do ensino médio e ainda em fase de implementação. Alunos de cursos de formação de professores dessas instituições supervisionariam essas atividades.

O programa dependerá de adesão das faculdades. Haverá ainda a criação de um plano de trabalho entre representantes do setor, MEC e as entidades que representam secretários de Educação dos estados (Consed) e dos municípios (Undime).

“O objetivo é trazer o jovem para dentro da faculdade, e não esperar ele passar pela avaliação para depois conhecer o sistema educacional”, disse o ministro.

Várias organizações que representam instituições e mantenedoras de ensino superior privados participaram do evento. A Andifes (que reúne reitores das federais) não esteve representada.

A presidente do Movimento Todos pela Educação, Priscila Cruz, diz que iniciativas que ampliem a vivência de estudantes são sempre bem-vindas, mas critica o desperdício de tempo do MEC em ação com impacto previsto baixo.

Priscila ressalta que o formato é um grave erro técnico, político, avaliativo e moral. “O projeto vai dar acréscimo de pontuação no sistema de qualidade do ensino superior a partir de algo que nada tem a ver com o ensino superior”, diz.

Fonte: Folha de SP

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