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Educação | 26 de fevereiro de 2020
Professora da UFRGS na lista da ONU Mulheres
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Professora da UFRGS na lista da ONU Mulheres

De família gaúcha, Marcia Barbosa nasceu no Rio de Janeiro e se mudou para Canoas aos quatro anos. Foi lá que cresceu e nutriu interesse pela ciência. Aos 60 anos, a professora de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) faz parte de uma seleta lista da Organização das Nações Unidas Mulheres, que elencou no início deste mês cientistas que impactaram o mundo com seus trabalhos.

Ao lado de nomes como Marie Curie – duplamente vencedora do Prêmio Nobel – e Katherine Johnson, Marcia é destaque por seus estudos sobre as estruturas complexas da molécula de água.

– Estar em uma lista internacional como a da ONU é uma honra. Isso só foi possível porque recebi uma educação pública de qualidade. Devo ao povo deste país essa educação. Devo aos colaboradores, funcionários públicos de universidades federais, estaduais, institutos de pesquisa a possibilidade de estar aqui. A ciência feita no Brasil gera desenvolvimento.

O interesse pela ciência veio de família. Filha de eletricista da Aeronáutica, aprendia as lições dadas pelo pai enquanto ele consertava as coisas em casa. O empurrãozinho veio na sala de aula:

– Na escola pública, tive professores dedicados que sempre tinham respostas para as minhas constantes perguntas. Estudei no Colégio Estadual Marechal Rondon, em Canoas. Lá, ajudava no laboratório quando tinha folga. No científico, descobri a Física e como ela explica o mundo onde vivemos. O meu professor Milton Zaro nos estimulava. Chegamos a soltar foguetes na escola.

Diversidade

Além do trabalho como pesquisadora, Marcia é ativista das mulheres na ciência. Defende que a diversidade gera uma ciência melhor, mas que ainda é preciso trilhar um longo caminho.

– Hoje, já somos (as mulheres) a metade das estudantes universitárias, mas não estamos nem no topo da carreira nem nas posições de poder. Nas áreas das exatas e tecnológicas, o problema é ainda pior. Sequer estamos na universidade. Precisamos mudar isso, mostrando que ciência e tecnologia são coisas de mulher. Precisamos acabar com a discriminação, com o assédio e precisamos encarar a maternidade como uma questão de estado. Ter filhos não pode ser uma barreira para subir na carreira. Em um país onde mulheres são assassinadas por seus parceiros, assediadas por seus chefes, isso é um problema.

Estudo

Dedicada ao estudo da água há anos, escreveu em um texto publicado em 2015 na revista New Scientist que é um erro subestimar o líquido. “Quanto mais você olha para ela, menos comum ela parece”, defendeu.

– Água é um líquido cheio de comportamentos fora do comum. Esses comportamentos diferem dos outros materiais. Explico: a fase sólida de um material é em geral mais densa e, por isso, afunda no material líquido. Parafina sólida afunda em parafina derretida. O gelo, no entanto, flutua em água líquida. Essa propriedade do gelo flutuar em água permite que a vida sobreviva em lagos e rios no inverno no Hemisfério Norte ou no período glacial da Terra.

O fenômeno, explica a professora, acontece porque a molécula de água faz ligações de hidrogênio com outras moléculas de água:

– Esse comportamento de fazer conexões ajuda a compreender as mais de 70 anomalias da água.

Em 2013, Marcia ganhou o Prêmio L?Oréal-Unesco para Mulheres na Ciência. Em 2017, foi finalista do 1º Prêmio Donna – Mulheres que Inspiram.

Fonte: Zero Hora

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