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Educação | 26 de maio de 2020
A Retomada do Ensino Pós-Pandemia
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A Retomada do Ensino Pós-Pandemia

Em meados de março, as instituições de ensino superior do estado do Rio de Janeiro suspenderam suas atividades de ensino. Mobilizando diversos colaboradores do seu corpo social e de fora dele, a UFRJ tem sido agente relevante na promoção de iniciativas que visam a superar os desafios impostos pela pandemia. Suas ações incluem a produção de insumos e EPIs, orientações de saúde, preparação de leitos hospitalares, além de grande mobilização de seus laboratórios na busca de soluções para o combate à pandemia, muitos deles envolvidos com grupos de pesquisa internacionais.

Estamos no fim de maio e os números mostram que a curva epidêmica no Brasil ainda está em ascensão. Mesmo em países que conseguiram controlar suas curvas e que começam a flexibilizar o confinamento, os riscos de uma nova onda da doença impõem um retorno gradual e planejado, sujeito a sérias medidas restritivas e a reavaliações permanentes. Seremos, portanto, forçados a reorganizar a nossa vida coletiva até que estejamos imunizados ou que haja um tratamento eficaz.

Essa necessidade de reorganização social incide de forma particular naquelas atividades que, por natureza, são realizadas em grupo, caso de grande parte das atividades de ensino. Muitas escolas e universidades, no Brasil e no mundo, fizeram rapidamente a transição da modalidade presencial para o ensino remoto, com o uso de meios digitais. Realizar essa transição de forma qualificada representa um enorme desafio pedagógico. Para grande parte das instituições públicas de ensino do Brasil somam-se muitos outros desafios.

Nas universidades, será preciso construir e pactuar os novos meios de interação e de desenvolvimento de suas mais diversas atividades. Meios não mais projetados para o curto prazo, mas para médio, e talvez, longo prazo. Cada uma, com suas especificidades, deve encontrar o melhor caminho para essa reconstrução, que, inevitavelmente, inclui a introdução de mecanismos de comunicação a distância.

Atualmente, a UFRJ mantém mais de 45 mil alunos inscritos nos seus 176 cursos de graduação presenciais, além de cerca de 15 mil alunos de pós-graduação. No momento do ingresso, mais de 4 mil declararam não ter acesso à Internet em seus domicílios, e dos que declararam ter acesso, muitos não têm Internet em banda larga. Pelas nossas estimativas, uma decisão de retorno imediato às aulas, utilizando tecnologias digitais, deixaria de fora cerca de 8 mil estudantes. Esse problema é ainda agravado pela falta de acesso a equipamentos, como desktops e notebooks, e pela falta de ambientes adequados ao estudo, uma vez que muitos vivem em residências com um ou dois cômodos.

Grupos de trabalho tentam desenhar estratégias que permitam construir novas práticas para esse novo cenário. Dentre elas está o de adequar grande parte das atividades de ensino, originalmente previstas para o formato presencial, para o universo do ensino mediado por tecnologia. Ainda assim, algumas atividades associadas à prática encontrarão enormes obstáculos para serem realizadas de maneira remota. Atenta aos desafios que a nova situação apresenta, a Universidade encaminha soluções para garantir a inclusão do seu corpo discente, provendo o acesso digital aos que não o possuem e o suporte necessário àqueles que apresentam necessidades educacionais especiais. Busca, ainda, meios adequados de fornecer acesso aos espaços físicos, em condições de segurança, para atividades que não podem ser realizadas a distância.

A UFRJ oferta há mais de 15 anos alguns cursos de excelência realizados no formato denominado Ensino a Distância (EAD), onde hoje mais de quatro mil alunos se encontram matriculados. As disciplinas e as estruturas desses cursos são previamente planejadas para esse formato. Seus projetos incluem a produção de material didático específico e adaptado a essa modalidade, além da disponibilização de uma infraestrutura adequada para atendimento aos estudantes. O que está em pauta neste momento de emergência é a elaboração de uma proposta de formas alternativas de ensino que, incorporando ferramentas utilizadas no EAD, nos permitam prosseguir em nossa missão formativa, também nos cursos presenciais, nesse período em que o distanciamento social se faz necessário.

A diversidade da UFRJ, com seus muitos campi, cursos, hospitais, laboratórios, museus e seu imenso corpo social, expressa sua grandeza e impõe enormes desafios à reorganização da vida universitária. Essa centenária instituição está mobilizada para construir o seu “novo normal”, da mesma forma com que se mobilizou para, junto com instituições científicas parceiras, assumir o protagonismo nas ações de combate à pandemia no Rio de Janeiro. Reorganizar suas atividades de ensino em novos moldes, garantindo compromissos firmados com a excelência acadêmica e com a inclusão social, é seu atual desafio. A UFRJ assume esse duplo compromisso, propondo debater medidas para a retomada que estejam à altura dos tempos difíceis que virão. Mesmo em um cenário de incertezas, precisamos dar respostas à enorme diversidade de estudantes que têm planos e sonhos, mas também grandes dificuldades materiais. Não frustrar expectativas e não deixar ninguém para trás é a equação que estamos buscando resolver.

Fonte: O Globo – Online

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