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Educação | 27 de maio de 2020
Redação do Enem: conheça o material oficial de correção dos textos que ajuda aluno a estudar para o exame
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Redação do Enem: conheça o material oficial de correção dos textos que ajuda aluno a estudar para o exame

O Inep divulgou nesta terça-feira uma série de apostilas que detalha os critérios para a correção da redação do Enem . Com eles, os alunos podem entender com mais clareza o que se espera deles. Abaixo, O GLOBO fez um pequeno resumo dos pontos mais importantes que devem ser considerados pelos estudantes.

Foram disponibilizadas seis apostilas. A primeira trata de situações que levam à nota zero. As outras esmiuçam as cinco competências: 1) domínio da escrita formal da língua portuguesa; 2) compreender o tema e não fugir do que é proposto; 3) selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista; 4) Coesão; e 5) Respeito aos direitos humanos.

As apostilas descrevem ainda os seis níveis de nota possíveis para cada competência. Elas vão de 0 até 200.

O participante não pode colocar nenhum desenho, assinatura ou qualquer elemento gráfico. O material divulgado pelo Inep mostra, por exemplo, textos que terminam com uma setinha, uma sequência aleatórias de números ou que começam com um asterisco. A regra é feita como garantia de que a prova será corrigida sem que o avaliador consiga identificar o participante.

Outras situações que levam ao anulamento da prova são cópia dos textos de apoio, fuga do tema (é a mais comum entre as situações que podem levar à nota zero e ocorre quando o participante produz texto que não resvala nem mesmo em assunto ligado à frase temática) e não atendimento ao tipo textual pedido, o dissertativo-argumentativo.

O último item a ser considerado pelo avaliador é chamado de “Parte desconectada”. Ela é caracterizada pela presença de expressões ou trechos que atentam contra a seriedade. Ou seja, a utilização de impropério ou ofensas, zombaria, reflexão do participante sobre a prova ou sobre o seu próprio desempenho no exame, recado ou bilhete desconectados do projeto de texto do participante e da situação comunicativa do exame, oração ou mensagem religiosa, mensagem política e outros.

Esta é competência que cobra a grafia correta das palavras. Erros de acentuação, ortografia, hífen, entre outros são considerados desvios. No entanto, palavras estrangeiras não são consideradas. Segundo o próprio manual, se o participante escrever  “feique nius” (fake news) ou “notibuqui” (notebook) não será considerado um desvio.

A estrutura sintática correta também é levada em consideração pelos avaliadores neste item. Um dos problemas são períodos ou orações que deveriam constituir períodos independentes, mas foram justapostos formando períodos únicos.

A terceira apostila concentra-se em dois aspectos: se o candidato não fugiu do tema ou do tipo de texto pedido. A primeira leva em consideração se a redação se adequou plenamente à proposta de apresentada articulando a discussão à frase temática que está na prova.

Na avaliação do tipo de texto, é observado, principalmente, questões ligadas à estrutura do texto dissertativo-argumentativo clássico: introdução, argumentação e conclusão. “Importante ressaltar que, na Competência II, essas partes serão avaliadas do ponto de vista estrutural, ou seja, apenas pela sua proporcionalidade, sem considerar a organização e o desenvolvimento de informações, fatos e opiniões utilizadas, aspectos avaliados na Competência III”, explica o material.

O Enem espera do participante seja capaz de selecionar os argumentos mais adequados, relacioná-los, organizá-los de forma clara e estratégica, além de interpretá-los, desenvolvendo-os para uma efetiva defesa do ponto de vista sobre o tema proposto. Isso tudo é analisado pelos avaliadores nesta competência.

“Considera-se desenvolvimento a fundamentação dos argumentos, explicitando e explicando as relações existentes entre informações, fatos e opiniões, e o ponto de vista defendido no texto. Quando os argumentos que defendem o ponto de vista são apresentados, precisamos avaliar se o participante se compromete a desenvolvê-los”, afirma a apostila.

Abordar a avaliação da coesão textual nas redações do Enem é o objetivo deste módulo. Essa competência se destina a avaliar a capacidade de o participante demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. Isso significa que é analisada como o participante se vale dos recursos coesivos para articular os enunciados de seu texto.

“Destacam-se dois principais tipos de coesão: a referencial, que retoma elementos já mencionados ou introduz aqueles ainda a serem mencionados (pronomes, por exemplo), e a sequencial, que diz respeito aos procedimentos linguísticos por meio dos quais se estabelecem diversos tipos de interdependência semântica e/ou pragmática entre enunciados, à medida que faz o texto progredir”, destaca o manual.

O último ponto de avaliação é qual solução o aluno vai apresentar para o problema proposto no tema da redação. Aqui, o avaliador observará cinco elementos básicos: ” a ação, o agente, o modo/meio de execução dessa ação, seu efeito e um detalhamento. Nesse sentido, mesmo que o participante apresente muitas propostas de intervenção em seu texto, nosso objetivo é avaliar, dentre elas, a mais completa a partir desses elementos”, diz o manual.

Nesse momento, o aluno é punido se ferir as Diretrizes Nacionais para a Educação em Direitos Humanos. São eles: Dignidade humana; Igualdade de direitos; Reconhecimento e valorização das diferenças e diversidades; Laicidade do Estado; Democracia na educação; Transversalidade, vivência e globalidade; e Sustentabilidade socioambiental.

O manual apresenta alguns trechos de alunos que foram considerados desrespeitos aos direitos humanos: “Uma solução para o problema é privar a internet para pessoas leigas e analfabetas que se deixam levar por qualquer vídeo e foto vista”  ou  “O caso é grave temos que punir esse tipo de uso com a propria morte” ou ainda  “Para prevenir o cidadão de tal erro, as publicações, reportagens, notícias e etc; deve-se fiscalizar antes da publicação e caso haja intervenção na notícia verdadeira ou censuras em ideias realistas, o publicador deve ser punido com 1 ano de cárcere privado, sem ter direito a se comunicar com nada ou com ninguém através da internet.”

Fonte: O Globo – Online

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