Nossos serviços
Entre em contato

Capitais e região metropolitana:
4007.2302

Demais cidades:
0800.002.2302

Whatsapp:
4007.2302


Av. Júlio de Castilhos, 44 - Térreo
Porto Alegre - RS - CEP 90030-130 | Como chegar

COPYRIGHT © 2020. Conheça nossa Política de Privacidade.

brivia

Educação | 29 de maio de 2020
Falta preparo para o uso de ferramenta do ensino remoto
Copiar link
Falta preparo para o uso de ferramenta do ensino remoto

O plano do governo de retomada gradual das atividades de ensino na rede pública gaúcha passa por um grande obstáculo: professores que deverão dar aulas remotas a todos os alunos já a partir de segunda- feira relatam falta de orientação sobre como proceder. A plataforma escolhida para viabilizar o ensino remoto nas escolas estaduais – Classroom, do Google for Education – ainda é desconhecida por muitos. E diversos professores, tendo escolhido dar aulas por outras plataformas, não sabem se precisarão migrar para esse formato.

Conforme a Secretaria Estadual da Educação (Seduc), este primeiro momento deve ser de capacitação para que estudantes e professores se habituem ao ambiente digital. A pasta informa que vai capacitar os mais de 60 mil professores da rede pública por meio do Letramento Digital, conjunto de metodologias para elaboração de aulas remotas que contemplará oficinas práticas sobre os recursos e ferramentas do Google for Education.

– Teremos tutores dentro da rede e estamos identificando professores e servidores com maior habilidade – diz o secretário estadual da Educação, Faisal Karam.

Mas os docentes explicam que não sabem, ainda, como será esse reinício de atividades. Conforme o Cpers, que lamenta não ter sido consultado na elaboração do modelo de ensino remoto e de volta às aulas elaborado pelo governo do Estado, faltam orientações claras sobre como elas deverão ser ministradas, a partir de que conteúdo, de qual forma e com quais equipamentos.

Dúvidas

A professora Rita de Cássia Assunção Lima, que dá aulas na escola estadual Matias de Albuquerque, no bairro Aberta dos Morros, extremo-sul da Capital, conta que tem dado aula por meio do Facebook. Segundo ela, a maioria dos alunos tem acesso e conhece a rede social. Ela não sabe, agora, se deverá passar a dar aulas pelo Classroom ou se pode continuar o método que tem implementado:

– A gente não recebeu nenhuma orientação oficial, não veio nada além daquilo que já foi divulgado na live do governador. Estamos aguardando orientações, se vamos continuar com a mesma metodologia, como serão os encaminhamentos. Não veio nada oficial ainda.

A estudante Sabrina dos Santos, 18 anos, aluna da Escola Estadual Olindo Flores da Silva, em São Leopoldo, explica que a falta de familiaridade dela e de seus colegas com o ensino remoto tem prejudicado muito o aprendizado:

– Os professores não estão recebendo ajuda para ver como funciona (o Classroom). Há professores que não têm como dar aula assim, e muitos alunos que também não conseguem estudar por EAD. Não consigo aprender com EAD, preciso do professor, de momentos para me focar, questioná-lo.

As aulas deverão continuar sendo ministradas de casa. Conforme a Seduc, o governo está adquirindo Chromebooks, computadores com a finalidade específica de utilização na área educacional que serão disponibilizados a todos os educadores da rede, mas ainda não há data para isso. Já para os que não têm acesso à internet e dispositivos tecnológicos, as escolas funcionarão em regime de plantão, respeitando todos os protocolos de saúde, para que possam utilizar a estrutura da instituição de ensino.

As aulas contarão como carga horária, e a presença se dará pela participação do aluno dentro ambiente virtual. O registro será feito através do Diário de Classe Online, a partir do aplicativo Escola RS. Ao todo, serão mais de 37 mil turmas espelhadas nas plataformas com mais de 300 mil ambientes virtuais divididos por disciplinas.

“A gente não recebeu nenhuma orientação oficial, não veio nada além daquilo que já foi divulgado na live do governador. Estamos aguardando orientações, se vamos continuar com a mesma metodologia, como serão os encaminhamentos.”

Como serão as atividades online na rede pública

A partir de segunda-feira, serão retomadas as atividades, de forma remota, para alunos de colégios estaduais do RS. Este primeiro momento deve ser de capacitação para que estudantes e professores se habituem ao ambiente digital. Saiba como será a retomada gradual

Como vai funcionar

• As atividades educacionais da rede pública serão desenvolvidas por meio de plataformas do Google, em especial o Google Classroom.

O ambiente virtual proporciona recursos que suportam atividades pedagógicas não presenciais, inclusive com determinados tipos de avaliações. Haverá salas específicas para recreio e para professores, além de orientação educacional e coordenação pedagógica

• Nos três turnos, haverá equipes de suporte terceirizadas para atender os professores por telefone ou por chat

• Também haverá pessoas de referência nas escolas e nas coordenadorias regionais

Alunos sem internet e possibilidade de rodízios

• Na primeira etapa do ensino remoto, em março e em abril,

440 mil dos 812 mil alunos de colégios estaduais acessaram plataformas digitais, o que corresponde a 54,18%. A Seduc avalia que pelo menos 60 mil estejam “fora da sala de aula”, não no sentido literal, mas no prático: são estudantes que já não estavam participando das atividades escolares

• Assim, cerca de 300 mil (36,94%) ficaram sem participar do ambiente online por falta de acesso.

Para estes, as atividades estavam sendo levadas e buscadas em casa. Agora, o governo tem um novo planejamento, que ainda não está completamente finalizado

• As 30 coordenadorias regionais de Educação iniciaram, na semana passada, um levantamento de todos os alunos que não têm acesso à internet. O objetivo é estabelecer estratégias para estes grupos, que envolvem, principalmente, estudantes de escolas rurais ou de áreas indígenas e quilombolas.

– As coordenadorias estão identificando quais são os gargalos para buscar chegar a estes alunos.

Os professores estão desenvolvendo novas aulas, com complemento curricular. Este é um ano atípico. Tínhamos duas opções: ficarmos sentados, esperando terminara pandemia, ou avançar nas questões tecnológicas, que estavam defasadas

– diz o secretário estadual da Educação, Faisal Karam

Equipamentos

• A Seduc identificou que 73 mil equipamentos têm condições de uso em escolas estaduais

• Muitos, no entanto, ficam guardados e não são inseridos na rotina das escolas por falta de conhecimento dos educadores ou dos servidores. Assim, a ideia é fazer com que os profissionais troquem conhecimento para impulsionar o uso de recursos tecnológicos

• Uma das idéias é adquirir Chromebooks, dispositivos semelhantes a notebooks usados para aprendizagem. O governo chegou a fazer um levantamento do preço em abril, mas, com a mudança do valor do dólar, os valores terão de ser revistos

• A previsão é de que sejam necessárias 60 mil unidades para educadores e outras 60 mil para as escolas, onde os alunos acessariam em forma de rodízio

• Apesar da expectativa para a retomada de aulas presenciais,

Faisal Karam adianta que o uso de recursos digitais não terá recuo

• Segundo o secretário, é algo “de bom” que deve ficar após a pandemia. O ano letivo, no entanto, deve ser atípico, indo até 2021

Contratação de Servidores

• Pelo menos 11% dos servidores da Seduc possuem algum fator de risco para o coronavírus e, por isso, não poderão retornar às atividades presenciais. Assim, será necessário contratar profissionais

• A avaliação é de que serão necessários de 7 mil a 8 mil servidores contratados de forma emergencial.

O número exato, no entanto, ainda não está definido. Eles vão atuar principalmente na higienização dos colégios e na área da merenda, aumentando a segurança para os estudantes

• A Seduc também tem autorização para contratar até 5.050 professores de forma emergencial, de acordo com o secretário de Educação

Fonte: Zero Hora

Quero receber conteúdos voltados para:

Entre em contato através do WhatsApp

Entre em contato através do Messenger