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Educação | 17 de junho de 2020
Legado da covid-19 para a educação brasileira
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Legado da covid-19 para a educação brasileira

Estamos vivendo um momento disruptivo em diversos setores econômicos por conta da pandemia da covid-19. Na educação nacional não é diferente. A solução inicial, tomada por diversas instituições de ensino, de adiantar as férias, esgotou-se rapidamente e, atualmente, mais de 55 milhões de estudantes brasileiros – entre ensino fundamental e ensino superior – passaram a utilizar novos formatos de aulas e de interação com docentes e colegas por meio da adoção de soluções tecnológicas.

Nesta mudança, todos têm a aprender. Ao todo, cerca de 40% dos alunos que ingressam no Ensino Superior no Brasil o fazem no modelo a distância, segundo dados do INEP. E, mesmo onde o Ensino a Distância (EaD) já era realidade, as instituições também tiveram um desafio árduo para adaptar seu ensino presencial. As metodologias, materiais, linguagem, dentre outras características, são próprias a cada um desses modelos. Portanto, pode-se dizer que o que estamos assistindo agora é, na verdade, a evolução de uma terceira modalidade: a educação remota, mediada por tecnologia.

Enquanto o EAD tradicionalmente apoia-se em ambientes virtuais de aprendizagem (AVA ou LMS) e trabalha com tutores ao invés de professores, numa relação impessoal, a educação remota espelha a presencial. Nela, a base é a sala de aula com professores interagindo continuamente com os alunos e estes, entre si. Para funcionar rapidamente, atendendo aos imperativos do momento, pressupõem-se, relativamente, poucas alterações aos planos de aulas formulados inicialmente para o modelo presencial. Portanto, a educação remota necessita de ferramentas de colaboração ágeis, simples e desenhadas não para substituir o modelo presencial, mas para trabalhar com ele, aperfeiçoá-lo. Assim, é possível dar continuidade às interações, à colaboração e à aprendizagem, mesmo fora do ambiente escolar. Neste momento, tais ferramentas vêm provando seu potencial.

São inúmeras as instituições e as redes de ensino que já retornaram às atividades no modelo remoto. Cada uma a seu modo, com diferentes estratégias. Destaco aqui o Centro Paula Souza, autarquia do Governo Estadual de São Paulo que administra 223 Escolas Técnicas (Etecs) e 73 Faculdades de Tecnologia (Fatecs), com mais de 300 mil alunos, em 322 municípios paulistas. No início de maio, os alunos voltaram às aulas remotamente. No período de recesso, as equipes técnicas e os professores trabalharam preparando a implementação do novo modelo, com a elaboração de cartilhas, vídeos e outros materiais para a orientação de todos.

Entendo que a tecnologia tenha um papel fundamental na transformação da sociedade e a partir dela podemos não só viabilizar a transição, ainda que às pressas, para a educação remota, como aprimorar os sistemas educativos constantemente com a visão para o futuro.

Apesar de todas as dificuldades, estamos construindo um novo modelo. Professores, a cada dia, descobrem novas possibilidades e formas de trabalhar com seus alunos dentro das plataformas. A expectativa é de que quando da volta ao presencial, boa parte dessas experiências se mantenham e sejam capazes de transformar e manter o dinamismo nos processos de ensino e de aprendizagem. Um exemplo dessa potencialidade, a longo prazo, pode ser visto na pesquisa global “A classe de 2030 e a aprendizagem que prepara para a vida: o imperativo tecnológico”, encomendada pela Microsoft à consultoria MacKinsey, que revelou, em outras, que alunos que têm acesso a experiências de aprendizagem personalizadas, inclusivas e imersivas, por meio da tecnologia, conseguem desenvolver melhor as habilidades emocionais e cognitivas em conjunto com o aprendizado acadêmico. Além disso, mostra que os professores conseguem ganhar até 30% de tempo na sala de aula com o uso das ferramentas digitais, liberando-os para utilizarem o tempo restante para atividades como dar mais atenção para os estudantes com mais dificuldade ou mesmo para o desenvolvimento de habilidades como comunicação, colaboração, criatividade e pensamento crítico.

Nosso desafio agora é continuar a apoiar a transformação de experiências por meio de uma educação centrada no aluno, com salas de aulas inclusivas e imersivas. Assim, conseguiremos melhorar a educação em nível nacional e a formar cidadãos mais preparados para atuar no mercado de trabalho presente e do futuro.

Não tenho dúvidas que todas essas transformações, debates e novos comportamentos vão direcionar o futuro da educação brasileira, desde a educação infantil até o ensino superior. Estamos num caminho sem volta quanto à inovação e à adoção de recursos de tecnologia na aprendizagem. O fato é que não sairemos iguais dessa crise. E acredito que na educação, sairemos bem melhores.

Fonte: Estadão

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