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Educação | 26 de junho de 2020
Três bons exemplos de educação pública
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Três bons exemplos de educação pública

Três municípios gaúchos destacaram-se, em uma pesquisa nacional divulgada ontem, por apresentar redes públicas de ensino com trajetórias bastante positivas, demonstrando avanços consistentes na aprendizagem dos estudantes ao longo dos anos.

Apesar de não terem atingido patamar de excelência – o que os colocaria ao lado de Sobral (CE) e Jales (SP) como aqueles com os melhores resultados no Brasil -, Carlos Barbosa, Farroupilha e Ijuí estão entre as 104 cidades brasileiras que receberam o selo Bom Percurso na pesquisa “Educação que faz a diferença”, desenvolvida pelo Comitê Técnico da Educação do Instituto Rui Barbosa (CTEIRB), que congrega os tribunais de contas brasileiros.

Os pesquisadores explicam que, para determinar se uma escola ou rede de ensino é de boa qualidade, não basta apenas analisar a aprendizagem de seus estudantes. Há vários fatores que influenciam, como oportunidades educacionais que alunos têm fora da escola e desafios de gestão escolar e de sala de aula em contextos mais vulneráveis, em que há baixa motivação intrínseca de crianças e jovens para aprender.

Para receber o selo Bom Percurso, Carlos Barbosa, Farroupilha e Ijuí tiveram de demonstrar que a maioria dos estudantes do Ensino Fundamental está ao menos no nível básico de proficiência e que há um percentual significativo de alunos com aprendizado adequado. Os municípios gaúchos – assim como as 101 outras redes municipais reconhecidas com essa distinção – esforçam-se, ainda, para diminuir o impacto do meio externo e não deixar nenhum estudante para trás.

Apresentam, ainda, taxas de aprovação escolar, em 2016 e 2017, acima da média nacional. Em relação ao Ideb, apresentam, nos anos iniciais do Ensino Fundamental, avanço de pelo menos 0,1 ponto em todas as edições e acrescentam mais à aprendizagem dos estudantes do que é esperado dado o nível socioeconômico deles.

Levantamento

O presidente do CTE-IRB, Cezar Miola, explica que a motivação foi identificar boas práticas no ensino público para que possam ser disseminadas pelo país, gerando aprendizados para novos modelos de políticas públicas na área. “Sabemos pouco sobre as redes de ensino que se destacam no Brasil. Se, por um lado, temos Sobral (CE) e Novo Horizonte (SP), que com frequência aparecem no noticiário e são alvo de estudos e análises, por outro lado, há uma completa escassez de informações sobre as redes de ensino que conseguem bons resultados, mas não estão necessariamente entre as primeiras no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) ou no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)”, explica Miola, em apresentação assinada em conjunto com Ernesto Martins Faria, diretor-fundador do Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede).

A partir do levantamento, os pesquisadores destacam que gestores de educação precisam olhar não somente para os modelos nacionais, mas também para as referências locais. Ou seja, conhecer redes de ensino que, ainda que não tenham alcançado indicadores de excelência, estão fortemente comprometidas com a qualidade do ensino ofertado e o combate às desigualdades, e que conseguem bons resultados em circunstâncias semelhantes.

O projeto Educação que Faz a Diferença é fruto de uma parceria entre o Iede, o IRB e os tribunais de contas do país com jurisdição na esfera municipal. A pesquisa foi feita antes da pandemia do coronavírus.

Professoras vão em busca de celulares para alunos

Passados mais de cem dias de suspensão das atividades presenciais, devido à pandemia de coronavírus, o ambiente virtual se tornou realidade no ensino. Agora, o aluno enfrenta uma rotina diferente, sem o professor por perto. Mas muitos estudantes encaram a falta dos aparelhos que possibilitam o acesso ao conteúdo.

Foi o relato de uma aluna que comoveu as professoras da rede estadual Iara Schmidt Paim Nique da Silva, 49 anos, e Karen Lima, 45 anos. Na gravação enviada, a estudante do Ensino Médio relata preocupação em relação à sua aprovação, já que não consegue acompanhar os conteúdos devido à falta de um aparelho só dela. Quando podia, usava o celular do avô para acessar o Google Class, aplicativo usado pelas escolas estaduais para as aulas online.

Conhecendo a realidade de diversos alunos, as professoras iniciaram campanha de arrecadação de celulares, tablets e computadores para doar aos alunos.

– Recebi mensagens de alunos que me diziam: “Sôra, eu não consegui fazer os trabalhos porque não tenho celular”. Aí, lembrei que já tinha conseguido outras doações para alunos antes, de outros materiais, e eu tinha três celulares em casa. Eles estavam ainda em boas condições para acessar o e-mail e o Google. Partiu daí a ideia de arrecadar os aparelhos – explica Iara, professora das escolas estaduais Danilo Antônio Zaffari e 1º de Maio, na zona norte de Porto Alegre.

Hoje, as doações já ajudaram, além da aluna do áudio, mais de 10 alunos. De acordo com Karen, foram recebidos computadores do Instituto Victória Nahon, que trabalha com assistência e campanhas de arrecadação e se solidarizou com a iniciativa.

Entregas debaixo de chuva

Mesmo que o governo disponibilize internet para o acesso ao Google Class, muitos estudantes não utilizarão a plataforma digital pela falta de um aparelho – o que provocou a preocupação em atender essa lacuna que impede alunos de obter o conteúdo.

– Começamos espalhando o texto em grupos de WhatsApp da família, do condomínio e de amigos, que enviaram para outros amigos. Tomou uma proporção inesperada. É um trabalho em conjunto. Assim que os alunos demonstram essas necessidades, contamos com a doação para fazer a entrega – relata Karen Lima, professora de Biologia da escola 1º de Maio.

Duas entregas de equipamentos doados ocorreram ontem de manhã, mesmo debaixo de chuva. As professoras levaram um computador e um tablet para estudantes do 2º ano do Ensino Médio da 1º de Maio, ambas moradoras da Zona Norte.

Para a estudante Gabrielly de Campos, 18 anos, que estava usando os celulares dos pais, o tablet ajudará a colocar em dia o conteúdo:

– Eu precisava muito mesmo, e estou bem feliz. Não conseguia acesso fácil à plataforma, pois não tenho um aparelho. Aí, contava com a ajuda de colegas, mas nem sempre eles podiam me passar os arquivos. Não me adaptei ainda porque me faltava um meio de entrar, mas acredito que, agora, as coisas vão melhorar. Estou aliviada.

Fonte: Zero Hora

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