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Educação | 01 de julho de 2020
Decotelli se demite cinco dias depois de nomeado
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Decotelli se demite cinco dias depois de nomeado
Após assumir o Ministério da Educação, ele teve currículo desmentido por instituições de ensino e caiu antes de tomar posse oficialmente
O presidente Jair Bolsonaro aceitou ontem a carta de demissão de Carlos Alberto Decotelli, nomeado ministro da Educação na semana passada. Depois de seu currículo ter sido questionado por universidades estrangeiras e pela Fundação Getulio Vargas, o governo pediu que o economista deixasse o cargo para o qual nem chegou a ser empossado. Ele ficou cinco dias como ministro da Educação, o terceiro de Bolsonaro em um ano e meio de governo. O secretário-executivo do MEC, Antonio Vogel, também foi ao Palácio do Planalto, mas negou que fosse falar com o presidente. O governo ainda não anunciou o substituto de Decotelli.Apesar de a nomeação ter sido publicada no Diário Oficial da União na última quinta-feira, Decotelli ainda não tinha poder para despachar. Ele já frequentava o MEC e preparava mudanças na pasta, mas os atos só teriam validade após a assinatura do termo de posse. A cerimônia estava prevista para ontem, mas foi cancelada na segunda-feira, após a revelação de inconsistências no currículo do ministro.

A gota d”água foi a nota da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgada na noite de segunda, informando que Decotelli não foi pesquisador ou professor da instituição. Bolsonaro ficou irritado ao saber de mais uma incoerência no currículo do indicado, que já teve doutorado e pós-doutorado questionados por universidades estrangeiras e é acusado de plágio no mestrado. O governo então passou a pressioná-lo para que apresentasse uma carta de demissão.

Decotelli perdeu o apoio do grupo militar que o indicou ao governo. A nota da FGV dizia que ele cursou mestrado na FGV, concluído em 2008. “O professor Decotelli atuou apenas nos cursos de educação continuada, nos programas de formação de executivos e não como professor de qualquer uma das escolas da fundação”, diz o texto. A situação é comum na instituição em cursos com esse perfil: professores são chamados como pessoa jurídica e atuam apenas em cursos específicos. Isso quer dizer que ele não faz parte do corpo docente da instituição, mas foi apenas professor colaborador.

Cotados para o cargo

■ Entre os nomes que estão sendo indicados ao presidente Jair Bolsonaro para substituir Carlos Alberto Decotelli no comando do Ministério da Educação está o do ex-pró-reitor da Fundação Getulio Vargas (FGV) Antonio Freitas, defendido por um grupo de militares e pelo dono da Unisa, Antonio Veronezi, que tem exercido grande influência no governo. Antonio Freitas é professor titular de Engenharia de Produção da Universidade Federal Fluminense (UFF) e membro do Conselho Nacional de Educação (CNE).

■ Na profusão de nomes indicados, surgiu o de Gilberto Gonçalves Garcia, que tem formação em filosofia e foi reitor de várias universidades privadas.

■ Outro nome que aparece em especulações foi o de Marcus Vinícius Rodrigues, que foi presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) na gestão de Ricardo Vélez. Ele é engenheiro, ligado ao mesmo grupo militar que indicou Decotelli e apoia Veronezi. Rodrigues deixou o Inep depois de desentendimento com o grupo ligado a Olavo de Carvalho.

■ Outro possível indicado é Benedito Guimarães Aguiar Neto, que foi reitor da Universidade Presbiteriana Mackenzie e hoje é presidente da Capes, no MEC, também está no páreo.

■ Correndo por fora está o atual reitor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Anderson Correa, que foi presidente da Capes já no governo Bolsonaro.

■ O secretário de Educação do Paraná, Renato Feder, esteve com o presidente na semana passada e voltou a ter chances de ser indicado.

■ O deputado Eduardo Bolsonaro teria sugerido Sérgio Santana, ex-assessor especial de Abraham Weintraub ligado a discípulos de Olavo de Carvalho.

■ O nome de Ilona Becskehazy, que é a atual secretária de Educação Básica no MEC, também está sendo defendido por grupos considerados ideológicos.

Fonte: Correio do Povo

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