Nossos serviços
Entre em contato

Capitais e região metropolitana:
4007.2302

Demais cidades:
0800.002.2302

Whatsapp:
4007.2302


Av. Júlio de Castilhos, 44 - Térreo
Porto Alegre - RS - CEP 90030-130 | Como chegar

COPYRIGHT © 2020. Conheça nossa Política de Privacidade.

brivia

Educação | 01 de julho de 2020
Escolas deveriam repensar as reprovações de alunos este ano, diz especialista em educação
Copiar link
Escolas deveriam repensar as reprovações de alunos este ano, diz especialista em educação

Doutora em Educação pela PUC-Rio, Andrea Ramal tem acompanhado o esforço de escolas, pais e alunos para se adaptarem ao universo on-line na pandemia. E adverte: no primeiro momento, cuidar do emocional dos estudantes será um desafio maior do que verificar o quanto vêm aprendendo ou adotar o ensino híbrido, aliando (para valer) os modelos presencial e à distância. Ainda segundo Andrea, as escolas deveriam repensar as reprovações de alunos este ano. Leia abaixo alguns trechos da entrevista que ela concedeu ao jornal O Globo.

– Como avaliou a adaptação das escolas à pandemia?

“O que aconteceu até o momento foi na base do improviso. O professor foi dormir como profissional presencial e acordou on-line. O que tem acontecido neste trimestre não é educação à distância, é ensino remoto. Educação à distância tem metodologias, estratégias e materiais específicos, frutos de estudos e experiências de vários anos. Os professores, na maioria das vezes, começaram a fazer videoaulas, e houve casos de escolas que se limitaram a passar tarefas que não são da educação à distância formal. Acredito que foi apenas uma maneira que se encontrou de manter as mentes dos alunos ativas e o vínculo com a escola. Mas de maneira nenhuma podemos considerar as matérias deste período como dadas. Na volta, terão que ser feitas avaliações com os alunos, não para valer nota, mas como diagnóstico.

E então se trabalhar de forma personalizada.

Certamente houve alunos que conseguiram aproveitar, e outros não.” – Na prática, o que diferencia o ensino remoto do à distância? “Na educação à distância, uma coisa muito importante é estabelecer comunidade virtual, criar sentimento de pertencimento, promover troca de experiências.

Cuida-se mais do emocional dos alunos, para que não se sintam sozinhos.

Existem ferramentas e ambientes virtuais para isso. Mas principalmente os professores precisam saber fazer. O que aconteceu foi muito isolado, com pouca criação de grupo e interação. Outra diferença são os materiais. Existe um profissional que se chama desenhista instrucional, que constrói material pensando no aluno à distância. Ele usa uma série de técnicas didáticas para isso. Na quarentena, o material foi basicamente o mesmo que seria dado em uma aula presencial. Para aprender à distância, é preciso ter muita disciplina, autonomia, motivação. Em faculdades, foram feitos estudos com professores com bons resultados. Um deles começava a aula comentando o noticiário.

Os alunos participavam, e o engajamento aumentou.

Quem não entrava passou a entrar. Não houve evasão; houve mais estudo, desempenho melhor. Um aprendizado que não foi de solidão.” – Qual o maior impacto do isolamento para o aluno? “O que pesa mais é o lado psicológico.

Sabemos, por estudos da neurociência, que você só aprende com motivação e, a longo prazo, quando mexe com a emoção.

E acho que não estamos conseguindo ter isso nesta pandemia: envolvimento, cuidado com a solidão, com a tensão de quem vai fazer Enem. Quando os alunos voltarem para a escola, o aprendizado não estará tão prejudicado, porque crianças e jovens têm a mente muito disposta a aprender. Mas há o risco de o jovem não querer voltar a estudar. No Brasil, em especial nas escolas públicas, há muita evasão no ensino médio. Ter cuidado com isso é fundamental.” – É o caso de repensarmos reprovações este ano? “Com certeza.

Os ciclos escolares não precisam coincidir com nosso ano civil. Você não precisa aprender tudo até dezembro. Não importa se eu estou no 5º ou no 6º ano. O que importa é desenvolver certas competências para a vida, a universidade, o ensino técnico ou o que for. Neste momento, deveríamos esquecer este número arbitrário e tratar das competências a médio prazo. Seria uma aprovação automática, mas bem feita, com uma ficha de acompanhamento para cada aluno, sabendo o que ele ainda precisa desenvolver.” As informações são do jornal O Globo.

Fonte: O Sul

Quero receber conteúdos voltados para:

Entre em contato através do WhatsApp

Entre em contato através do Messenger