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Educação | 09 de julho de 2020
Instituto brasileiro foca no desenvolvimento de produtos educacionais antirracismo
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Instituto brasileiro foca no desenvolvimento de produtos educacionais antirracismo
Instituto de Pesquisa sobre Questões Étnico Racial e de Gênero possui 5 plataformas de ensino virtual e já formou mais de 8 mil pessoas.
Segundo dados do divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em 2017, quase 400 mil pessoas eram docentes em universidades públicas e particulares do Brasil, mas só 62.239 dos docentes, ou 16% do total, autodeclaram-se pretas ou pardas.Os dados ainda apontam que quanto maior o nível escolar a titulação exigida do docente, menor é a presença de professores negros/as.

Outro aspecto importante é o fato de que a diferença racial se acentua em universidades privadas, onde docentes autodeclarados brancos são a maioria dos profissionais. É também nas universidades privadas que estão a maior parte das vagas de trabalho e de aluno/as.

Os dados levam a uma pergunta importante: como as universidades, sobretudo as privadas, pretendem desenvolver práticas de educação antirracista, se os números mostram uma baixa representatividade no corpo docente de profissionais negros/as?

Pensando sobre essa pergunta,a partir de sua experiência como aluna de pós-graduação de uma das maiores universidades privadas do Brasil, que a pedagoga paulistana criou um Instituto de Pesquisa sobre Questões Étnico Racial e de Gênero,o Coletivo Di Jeje.

Moça, cadê seu uniforme? Vocês da limpeza não usam mais uniforme?

A frase acima foi ouvida por Jaqueline Conceição da Silva, dentro de um elevador proferida por uma docente branca da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

Jaque Conceição, mulher negra da periferia de São Paulo, entre os anos de 2012 a 2014 cursou Mestrado em Educação; História, Política, Sociedade na PUC-SP. Atualmente é doutoranda em Antropologia Social pela Universidade Federal de Santa Catarina, ela conta que durante o período que cursou o mestrado na PUC-SP, sofreu diversas situações de racismo:  Me lembro de um dia que eu entrei no elevador, na PUC, e estava com um copo de café na mão, e uma mulher branca colocou uma bolinha de papel dentro do meu copo e falou: Minha querida, joga fora para mim, por favor. Para aquela mulher, a única forma de uma mulher negra estar no elevador de uma das principais universidades brasileiras, seria trabalhando na limpeza, jamais como uma aluna, jamais como uma professora, relembra.

Segundo dados de uma pesquisa realizada em 2017 pelo Coletivo Nuvem Negra de São Paulo e divulgado em suas redes sociais, no ano da pesquisa, a PUC-SP tinha no quadro de docentes 1985 professores/as, dos quais apenas 86 eram negros/as.

Racismo estrutural presente nas instituições universitárias brasileiras

Diante de tantas situações violentas sofridas no ambiente acadêmico, a pedagoga Jaqueline Conceição da Silva, criou em 2014 a primeira plataforma de ensino a distância com foco em Educação Antirracista e Feminismo Negro do Brasil. Através dos 102 cursos ofertados pelo Coletivo Di Jeje, empoderando negros e pardos em busca de suas raízes e desenvolve potencialidades, a partir da produção teórica de intelectuais negros/as no Brasil.

Com cursos focados em pensadores contemporâneos como Angela Davis e Conceição Evaristo, o Di Jeje tem construído ao longo dos seis últimos anos um local para desenvolvimento psicopedagógico a preço acessível, com cursos a partir de R$ 70, avulsos, e até pacotes completos que custam R$ 420 (pacote semestral) e R$ 600 (anual) e incluem todos os cursos disponíveis nas quatro plataformas (NKANDA, KUKALA, INTIÉ e CASA PRETA).

Em 2023, o Coletivo Di Jeje planeja inaugurar a Faculdade Casa Preta

Em 2020,  a professora iniciou o projeto da faculdade que está criando,com previsão de inauguração em Junho de 2023. O espaço, sediado em Florianópolis chama Casa Preta, e abriga cursos e encontros de formação sobre às temáticas que o Coletivo Di Jeje vem formulando desde 2014, a Casa Preta é um espaço de formação para professores, estudantes, pesquisadores, ativistas e pessoas interessadas, discutirem e a pensarem sobre essas questões.

A Faculdade Casa Preta vai ser o primeiro espaço de formação de nível superior totalmente focada no pensamento racial brasileiro e às questões emergentes do feminismo negro: o Feminismo Negro é uma proposição teórica que se projeta como um lugar para a construção de um mundo social, racial e sexualmente igualitário.

Programação Especial Julho Mulher Negra

Em Julho, o Coletivo Di Jeje prepara uma programação especial em comemoração ao Aniversário do Movimento Negro no Brasil, dia 07 de julho, e ao dia 25 de Julho data em que se comemora às mulheres negras, latinas e caribenhas. A programação inclui 12 cursos, por um preço único de 150 reais. No pacote especial de Julho custa R$12,50. As inscrições estão abertas no site https://coletivodijeje.com.br

Confira a programação:

20/07 14 – 17 A poética feminina negra

21/07 14 – 17 O pensamento de Leda Maria Martins

22/07 14 – 17 O pensamento de bell hooks

22/07 19 – 21 O pensamento de Nilma Lino Gomes

23/07 19 – 21 O pensamento de Sueli Carneiro

24/07 14 – 17 O pensamento de Lelia Gonzales

27/07 14 – 17 A narrativa sobre o feminino na tradição africana do Atlântico

28/07 14 – 17 O pensamento de Conceição Evaristo

29/07 19 – 21 O pensamento de Patricia Hill Collins

30/07 14 – 17 O pensamento de Angela Davis

30/07 17 – 20 O pensamento psicanalítico de Neuza Santos

31/07 19 – 21 O pensamento de Beatriz Nascimento ?

Sobre o serviço:

Coletivo Di Jeje – Instituto de Pesquisa sobre Questões Étnico Racial e de Gênero

Rua Lauro Linhares, 2055 Sala 809 Torre Max – Ed. Max Flora/ Florianópolis-SC

Telefone: 48 3365-4746

Fonte: Portal Terra

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