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Educação | 19 de agosto de 2020
Educação durante a pandemia: família e escola nunca estiveram tão unidas
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Educação durante a pandemia: família e escola nunca estiveram tão unidas
Muitos pais e responsáveis estão enfrentando apatia das crianças e adolescentes na hora de estudar
De uma hora para a outra, alunos e professores precisaram se adaptar o beabá de um sistema de educação completamente novo. Há cinco meses, com o isolamento social, o EAD (Ensino a distância) tornou-se a única opção para a imensa maioria das escolas do Brasil. Em tempo de quarentena, provocada pela pandemia do coronavírus, as instituições educacionais tiveram que aprender uma lição rapidamente: utilizar ferramentas tecnológicas para ensinar os estudantes.Ao invés da lousa, a tela do computador. Professores precisaram experimentar novas possibilidades de ensinar através da aula online. Os pais também precisaram adaptar-se ao novo normal temporário do ensino. Crianças e adolescentes usaram e abusaram da criatividade para aprender.”A orientação inicial era que os professores revissem conteúdos já estudados em sala de aula, já que todo mundo acreditava que as aulas iam voltar logo. Mas foi preciso mudar o plano de aula conforme a quarentena que foi se estendendo”, explica Roberta Bento, educadora e fundadora do SOS Educação, que orienta escolas para um aprendizado moderno e que englobe a família.

A vivência do estudo online em tempos de crise é atípica e não deve ser vista como o futuro da educação, mas como um novo aprendizado fora da sala de aula. “O nível e a quantidade de aprendizado não serão os mesmos que o aluno teria fora da pandemia, o aluno aprenderá menos conteúdo da grade, mas haverá um aprendizado, inclusive de habilidades e competências que são fundamentais para o resto da vida de estudante para esta criança ou adolescente que está em casa”, conta Roberta.

Escolas particulares e públicas sentiram o impacto e o desafio de prender o aluno, principalmente os da primeira infância, em frente a telas de celulares e computadores. “A ansiedade, o desejo de atingir e manter o ensino é do mesmo tamanho da escola privada e da escola pública. Os gestores e professores dão a mesma importância”, diz Tais Bento, também educadora e fundadora do SOS Educação. Ela ainda explica que houve um avanço maior no ensino pelas redes particulares, que em um mês já tinham uma estrutura e já estavam conectados com seus alunos. “A diferença começa com a velocidade com em que a escola privada conseguiu se adaptar pra essa nova maneira de dar aula para os alunos”.

Passados os primeiros meses de adaptação, alunos e professores já trabalham com uma aprendizagem diferente, mais interessante e integrada. A pandemia ensinou, em pouco tempo, como as pessoas utilizam de criatividade, colaboração e adaptabilidade. “A convivência com a família, o ambiente com o lar passou a ser utilizado de uma forma que o aluno relacione o que o professor está tentando ensinar com o momento em que ele vive dentro de casa”, explica Roberta.

Mas claro que todo esse processo ainda é difícil. Há pais, por exemplo, se sentiram perdidos num primeiro momento com o ensino dentro de casa. “Não é para o pai assumir o papel do professor e nem alfabetizar o filho, mas a escola ajudar o pai a criar oportunidade de desenvolvimento de competências e habilidades que ajudam e favorecem a alfabetização”, reforça Roberta.

Pegos de surpresa, os professores tornaram-se essenciais durante todo o processo de adaptação das aulas remotas. “A gente viu realmente uma superação por parte do professor, ele merece um reconhecimento muito grande”, diz Tais.

Ela salienta que os professores conseguiram se ajustar ao “novo” formato de aula muito rápido, mesmos os que apresentaram dificuldades em frente às câmeras ou as aulas online. Foi possível ver vários exemplos de superação de educadores que abusaram da criatividade para continuar a missão de educar.

Medo

Muitos pais e responsáveis estão enfrentando apatia das crianças e adolescentes na hora de estudar. Uma pesquisa realizada pelo Datafolha em junho apontou que 71% dos pais afirmaram que os filhos estão desmotivados para estudar durante a suspensão das aulas presenciais e 44% afirmaram que o relacionamento em casa piorou no período. Cerca de 80% apresentaram dificuldades em manter uma rotina de estudos com as atividades à distância.

Ainda há muito a enfrentar, o medo de que a pandemia cresça com a retomada das aulas está assombrando a maioria dos pais e responsáveis. Por isso, várias Prefeituras da RMVale, orientadas pelo Governo do Estado, estão realizando uma pesquisa para entender como os pais vão reagir com a volta às aulas.

Roberta destaca que nesse momento é preciso cautela e união. “Escola e família nunca estiveram tão unidas em prol dos alunos e isso é muito positivo”, finaliza.

Fonte: Meon

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