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Educação | 14 de setembro de 2020
Mais de 70% dos educadores dizem que saúde mental está regular, ruim ou péssima , mostra pesquisa
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Mais de 70% dos educadores dizem que saúde mental está regular, ruim ou péssima , mostra pesquisa

Levantamento da Nova Escola mostrou que 492 destes trabalhadores têm apoio psicológico

Uma pesquisa da Nova Escola, instituto social voltado à educação, entrevistou 1.877 educadores, entre professores, diretores escolares e coordenadores pedagógicos, e os dados apontaram um declínio no estado da saúde mental desses profissionais: 72% classificaram a saúde emocional como regular, ruim ou péssima. Desse total, 68% expressaram que a piora recente foi por causa da pandemia do novo coronavírus.

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Os sintomas mais apresentados foram ansiedade, estresse e depressão, e a cada dez entrevistados, sete disseram não contar com qualquer ajuda profissional.

Na pesquisa, 33% dos que responderam não procurar por suporte psicológico justificaram pela falta de condição financeira, outros 26%, por falta de tempo. Dos 492 que têm amparo de algum profissional da saúde, 57% afirmaram arcar sozinhos com os custos, enquanto 35% utilizam convênios médicos e 8% recorrem ao SUS.

A diretora escolar Ana Conde, de 57 anos, acumula impactos emocionais da pandemia no ofício dela e dos colegas: com 35 anos de magistério, ela é responsável por uma escola estadual na Tijuca, Zona Norte do Rio, onde tem ido três vezes por semana, em esquema de revezamento com outros três diretores adjuntos.

– Quando venho para a escola, venho com muito medo, porque moro com minha mãe, de 88 anos. A gente vem porque a obrigação e a responsabilidade não nos deixam correr disso – diz Ana.

Segundo ela, tem sido impossível não se habituar com sentimentos de melancolia e ansiedade:

– Convivemos com vários colegas que foram contaminados pela Covid-19, tivemos casos de alguns que morreram. Estamos sempre no fio da navalha. Quando sabemos de um colega que está internado e foi entubado, já bate aquela sensação ruim. Tenho 140 funcionários, muitos ligam para contar os problemas, e você vai absorvendo.

Disponibilizado para todos os estados, a pesquisa teve maior adesão a respondentes do Sudeste (58,3%). O levantamento da Nova Escola detalha: 41% classificaram o estado mental como regular, 21%, ruim e 10%, péssimo.

No caso de Ana, apesar de a escola ter migrado para o ensino a distância, o contato com alunos é constante e, segundo ela, os relatos são trágicos, de famílias que perderam casas, tiveram que se mudar para outros municípios e não têm como se locomover para pegar uma cesta básica.

Até então, a diretora não procurou apoio, mas, de acordo com ela, essa é uma possibilidade sempre aberta.

– Costumo dizer que minha terapia é sempre pegar um belo final de semana de praia. E estou há seis meses sem minha terapia , sem minha válvula de escape. Tenho cogitado recorrer a um psicólogo, mas é da minha característica tentar resolver meus conflitos comigo mesma – desabafa ela.

Em um cenário mais privilegiado, o Centro Educacional Espaço Integrado (CEI) já tinha na estrutura pedagógica um sistema de amparo psicológico aos professores. Cada fase escolar, do Maternal ao Ensino Médio, conta com psicólogo exclusivo para a etapa, então, quando a pandemia chegou, e com ela todas as adaptações, os educadores já tinham a quem recorrer.

– A ansiedade foi o que eu mais ouvi dos professores. A angústia com o dia seguinte, se iria dar certo, se o ritmo conseguiria ser mantido, se as crianças estão se adaptando. Professor é muito cuidadoso com aluno, então, saber como eles estão passando por isso também, é uma fonte de estresse ao educador – conta Maysa Kriemler, psicóloga do Fundamental I do CEI. – A própria exposição dos professores em suas casas para as crianças. Aquela aula que era dentro de uma sala com porta fechada, mudou completamente. Fomos tentando manter uma rotina online com os professores. Com o trabalho pedagógico mais amarrado. Esse apoio aos professores garantiu um lugar emocional melhor.

Fonte: O Globo

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