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Educação | 15 de setembro de 2020
Um guia para voltar às aulas
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Um guia para voltar às aulas

Fiocruz destaca importância de testes

Um documento inédito da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) oferece orientações sobre a volta às aulas. Dentre elas estão a rápida identificação e o afastamento de casos suspeitos de Covid-19 e o rastreamento de seus contatos, o monitoramento da pandemia e a redução de turmas e horários. Uso de máscara para crianças com mais de 2 anos e cuidados de higiene são destacados. Testagem é considerada essencial.Chamado “Contribuições para o retorno às atividades escolares presenciais no contexto da pandemia Covid-19”, o estudo traz indicadores de segurança para a reabertura, como a taxa de transmissão local do coronavírus e a disponibilidade de leitos hospitalares para pacientes de Covid-19. O pesquisador Mareio Nehab, infectologista pediátrico do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira, da Fiocruz, e um dos autores do estudo, destaca que a testagem deve ser como uma bússola para as escolas.

– Um dos indicadores para a reabertura das escolas é que os números precisam estar em queda prolongada, mas é muito provável que os casos aumentem quando as escolas reabrirem. Porém, o quão grave será esse aumento? Precisamos de investimento em vigilância, em testagem comunitária -afirma Nehab. O documento traz orientações específicas sobre como proceder se surgirem casos suspeitos nas escolas. De acordo com Hermano Castro, diretor da Escola Nacional de Saúde Pública e também autor do documento, é fundamental que todo caso suspeito seja imediatamente notificado, isolado e testado. Também é recomendado fazer o rastreamento de pessoas que tiveram contato com a pessoa.

– O professor ou aluno que tiver suspeita precisa ser testado. Se for positivo, será imediatamente afastado e inicia-se o procedimento de testagem dos contactantes. A partir daí, é possível identificar qual é a dimensão da doença naquela escola. A testagem é fundamental. Se não houver testagem, será preciso trabalhar com os sintomas. Nessas circunstâncias, todos os contactantes que tiveram relação próxima ao caso nos últimos dois dias terão que ficar em quarentena durante pelo menos 14 dias e serão observados os sintomas – afirma Castro.

O documento é assinado por nove especialistas, com coordenação da pneumologista Patricia Canto Ribeiro. Em sua conclusão, ele deixa claro que “não pretende recomendar um parecer que determine a abertura ou não das escolas”. O trabalho é apresentado como um conjunto de recomendações, e não um cronograma. Os especialistas advogam por um planejamento que leve em conta aspectos do contexto regional.

Nehab diz que não se trata de ser contra ou a favor do funcionamento de escolas. -A sociedade não pode ficar contra a educação. Temos que procurar entender por que os professores estão tão preocupados com o retorno. Será que estão exagerando? Ou as condições de trabalho são realmente ruins? Como é a escola pública no Rio? Se não for feita uma radiografia, teremos uma guerra política. A ideia é traçar uma estratégia respeitosa pela saúde, pela vida, e sem o cumprimento desses parâmetros fica muito difícil -diz o infectologista.

A volta às aulas na rede privada foi autorizada ontem no Rio de Janeiro, por decisão da Justiça que derrubou uma determinação em contrário. – Será que autorizar a volta de igrejas, praias, clubes, praças, academias, salões de beleza, bares e restaurantes é mais importante do que reabrir as escolas? A prioridade não deveria ser a educação? -observa Nehab. A reabertura das escolas já havia sido autorizada em sete estados: Amazonas, Maranhão, Ceará, Pará, São Paulo, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte, segundo a Federação Nacional de Escolas Particulares.

Retorno no Amazonas

Porém, só o Amazonas já reabriu as escolas e apenas para alunos do ensino médio. Lá a situação ainda é de incerteza. Um mês depois da volta às aulas na rede estadual em Manaus, professores e pais de alunos estão apreensivos. Alguns relatam casos de Covid-19, atribuídos por eles à volta às aulas. Eles reclamam da demora na realização de testes e dizem que o protocolo do estado contraria as recomendações da Organização Mundial da Saúde.

Fonte: O Globo

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