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Educação | 16 de outubro de 2020
Após 7 meses de pandemia, 64% dos professores se sentem ansiosos e maioria não está confortável com o retorno das aulas presenciais
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Após 7 meses de pandemia, 64% dos professores se sentem ansiosos e maioria não está confortável com o retorno das aulas presenciais

A rotina da professora de História Keilla Vila Flor, de Brasília, mudou completamente durante a pandemia. Ela teve redução do número de aulas, mas passou a trabalhar mais tempo para se adaptar ao ensino remoto. “Também perdemos a diferenciação do que é público e do que é privado no nosso emprego. Eu dou aula de dentro do meu quarto, que era o espaço mais privado que eu tinha. Agora deixou de ser isso. Eu acordo às seis da manhã e já vou trabalhar, e só encerro às 22 horas”, conta.

Desde que foi adotado o distanciamento social, há sete meses, por conta da pandemia do novo coronavírus, a realidade e a rotina dos professores mudaram. As salas de aula deram lugar às residências, o quadro-negro virou computador, tablet ou celular. Neste Dia dos Professores, marcado pelo ensino remoto e a volta gradual, e confusa, das atividades presenciais, a terceira fase da pesquisa, realizada pelo Instituto Península (IP), mostra que a maior parte dos docentes questionados se sente ansioso (64%) e sobrecarregado (53%).

Os efeitos dessa adaptação na educação não são sentidos apenas pelos professores. Segundo a pesquisa, promovida pela Conjuve, Unesco e outras entidades, que ouviu mais de 33 mil jovens em todas as regiões do país, as barreiras para a continuidade dos estudos são tamanhas que, questionados sobre a volta às aulas após o fim do isolamento social, 3 a cada 10 jovens confessam que já pensaram em não retornar.

Os principais desafios do ensino remoto, segundo a pesquisa, são a falta de infraestrutura e conectividade dos estudantes (79%), dificuldade para manter o engajamento dos alunos (64%) e o distanciamento e a perda de vínculo entre estudantes e professores (54%). No ensino fundamental e no ensino médio, a falta de estrutura tem um impacto ainda maior: 84% dos professores citaram esta como a principal dificuldade no momento.

A pesquisa ainda revela que 69% das escolas não têm previsão de retorno presencial, enquanto em 21% está prevista a volta parcial e, em 9%, a volta total das aulas. Se forem consideradas só as escolas municipais, a volta às aulas em 2020 é considerada inviável por 82% dos municípios, segundo da Confederação Nacional de Municípios (CNM). De qualquer forma, o nível de conforto dos professores com a possibilidade de retorno é baixo, de acordo com o levantamento do Instituto Península: em uma escala de 0 a 5, sendo 5 muito confortável, a média é de 1,07. A professora Keilla Villa Flor já teve covid-19, mas nãos e sente confortável com o retorno às aulas presenciais. “Se eu pudesse, só voltaria quando tivesse vacina, mas, como não depende só de mim, semana que vem já estarei em sala de aula”.

Fonte: Gênero e Número

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