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Educação | 23 de outubro de 2020
Tecnologia na Educação: uma plataforma inteligente conectada com o estudante
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Tecnologia na Educação: uma plataforma inteligente conectada com o estudante

O distanciamento social imposto pela pandemia do novo coronavírus tem acelerado as inovações que estavam na pauta de todas as indústrias. Em particular na Educação trouxe grandes impactos ao ensino básico, onde grande parte das escolas não estavam preparadas, e compulsoriamente implementaram o ensino a distância, prática mais comum no ensino superior e treinamentos corporativos. Até o momento são desconhecidas as práticas de ensino que permanecerão em um mundo pós-pandemia, mas certamente não serão mais as mesmas, seja no ensino básico ou superior. Neste contexto, observa-se que a tecnologia tem um papel fundamental neste processo de transformação.

Diversos estudos sobre novas tecnologias educacionais têm sido conduzidos no Brasil e no mundo. Recentemente a Confederação Nacional da Indústria (CNI) realizou um detalhado levantamento que aponta as tecnologias educacionais que serão usadas nas escolas até 2030. Segundo a CNBC a pandemia gerou a maior demanda por aprendizado remoto de todos os tempos, posicionando a Educação entre as indústrias de maior crescimento neste momento. Mesmo antes da parada, a tecnologia educacional estava crescendo rapidamente. Um mercado multibilionário de $107 bilhões em 2015, o setor deve triplicar seu valor até 2025 para $350 bilhões, à medida que mais pessoas procuram recursos de aprendizagem remota.

A evolução tecnológica possibilitou não só mudanças diárias no cotidiano das pessoas e nas suas relações sociais, mas também delineiam novos espaços e fontes de aprendizagem no campo educacional. Neste sentido, observa-se que o ensino convencional, aquele que ocorre entre um professor e o estudante, já vinha dividindo cada vez mais seu espaço com o Ensino a Distância (EaD).

Entre as práticas de EaD, o e-learning é o modelo que mais tem se destacado. Por outro lado, as estratégias de ensino utilizadas pelas soluções de e-learning têm sido alvo de questionamentos, colocando em dúvida a efetividade do ensino proposto por esse tipo de plataforma, possuindo maior vocação para questões administrativas, documentação e acompanhamento voltado para programas de treinamento, salas de aula virtual e eventos on-line, e que não oferecem estratégias pedagógicas adequadas para o ensino efetivo. Pesquisas sugerem que plataformas de e-learning tradicionais não promovem interação efetiva por meio dos recursos de comunicação entre alunos e professores, possuindo mais características como um repositório de informações.

O e-learning tem sido implementado como uma virtualização dos modelos tradicionais, onde o conhecimento é baseado em grande parte na aquisição de conteúdo, onde a publicação conteúdo on-line não é sinônimo de aprendizagem ou melhoria de desempenho. Há, portanto, déficit de plataformas educacionais inovadoras e efetivas para o desenvolvimento das práticas de ensino significativos e úteis. As práticas modernas educacionais cada vez mais são baseadas em uma abordagem centrada no estudante, em que adéqua estratégias de ensino ao estilo de aprendizagem do estudante, estabelecendo um ensino individualizado e personalizado.

Pesquisas demonstram que o e-learning poderia ser mais efetivo caso incorporasse inteligência com capacidade para analisar: o que ensinar; a quem ensinar e como ensinar; interagindo com o estudante durante toda sua experiência em uma plataforma de educacional. Hoje lidamos com a Inteligência Artificial (IA) em nosso cotidiano, um exemplo é a nossa comunicação com o banco, através de aplicativos e o uso de celulares que respondem a perguntas por voz.

A Inteligência Artificial na Educação (IAE) vem ganhando força cada vez mais com o objetivo de ampliar as capacidades do professor, permitindo que ele foque em suas atividades mais importantes, isto é, no engajamento do estudante. Uma plataforma inteligente de ensino efetiva deve ser centrada no estudante, buscando, raciocinar sobre o seu processo de aprendizado; entender suas necessidades individuais; fornecer representações alternativas de conteúdos; possibilitar diferentes caminhos de aprendizagem e formas de interação, usando a estratégia pedagógica adequada às preferências de cada estudante. Tornando a plataforma ativa no processo de ensino-aprendizagem. Tal inteligência busca um ensino alcançado através da contextualização do conteúdo educacional, adequação dos problemas sugeridos pelo sistema ao estudante, avaliação do conhecimento do estudante e fornecimento de feedbacks relevantes para o aprendizado.

Diante da disseminação dos dispositivos móveis que integram diversas tecnologias e o crescente número de aplicações educacionais e administrativas que podem compor uma plataforma de educacional, o uso da tecnologia de API – Application Programming Interface – passa ter um papel fundamental para interoperabilidade de todo o Ecossistema Educacional (EE). Em um mundo digital, nada acontece sem uma chamada de API para fornecer um serviço, função ou dados, sendo um elemento essencial de inovação e agilidade. Ao mesmo tempo, a API permite capturar os dados dos estudantes em tempo real à medida que interage com o EE, criando assim as bases para entendimento do fluxo de atividades de todas as partes interessadas, estudantes e professores, permitindo responder à interação com estratégias educacionais relevantes, seja ela de forma síncrona ou assíncrona e em momentos oportunos.

Uma plataforma baseada em APIs proporciona a concepção de um ambiente distribuído onde professores possam plugar seus conteúdos educativos a um barramento educacional, permitindo integrar aplicações internas e de parceiros. Esta abordagem permite a reusabilidade, escalabilidade, flexibilidade, integração e interoperabilidade. A reusabilidade refere-se à capacidade de utilização de um mesma API em mais de um contexto educacional. Enquanto que a escalabilidade endereça os problemas relacionados ao aumento de usuários no sistema. A flexibilidade é a capacidade de adicionar novos conteúdos educacionais e participantes dinamicamente ao sistema. A integração trata de questões relacionadas à comunicação com a infraestrutura, sistemas legados, diversos repositórios de dados localizados em ambiente local ou em nuvem. Por fim a interoperabilidade permite a interação com vários participantes construídos em diferentes tecnologias com o sistema através da utilização de protocolos abertos e padronização de troca de dados.

As plataformas educacionais do futuro tendem a ser mais abrangentes. Isto é, vão estar mais conectados com aplicações, repositórios de Objetos de Aprendizagem, sistemas de localização, sistemas de tradução simultânea (voz e imagem), podendo  incluir tanto softwares quanto hardwares, e dispositivos de internet das coisas (IoT). O grande fator dessa integração será a interface desses novos sistemas educacionais, a qual poderá se conectar a aplicações web tradicionais, ambientes em 3D, e até vestível.

Para que surjam essas novas arquiteturas de sistemas educacionais, será necessária a integração entre aplicativos já existentes ou de novos produtos que possam ser utilizados com finalidade educacional. A tendência da integração dos sistemas educacionais através da passagem de características e informações de uns para outros, gerando, assim, os chamados Ecossistemas Educacionais (EE).

Estudos envolvendo a convergência entre tecnologia e educação objetivando a evolução das práticas educacionais não é recente. Por algum tempo esses conceitos foram complexos mediante a tecnologia disponível na época. Atualmente podem ser encontradas no mercado as ferramentas capazes de implementar aplicações voltadas para a práticas educacionais criativas e modernas.

Entre as tendências apontadas pelo levantamento da CNI está a expansão do uso do Sistema Tutorial Inteligente (STI) para ensino personalizado, ambiente que oferece feedback ao aluno e ao professor ao identificar se o estudante aprendeu o que foi transmitido e suas emoções, por exemplo, se está feliz. Com isso, é possível trilhar a melhor estratégia pedagógica.

O documento aponta ainda que a robótica estará mais presente no ensino fundamental e médio devido à diminuição de custos. Segundo o estudo, a computação em nuvem deve estar presente em até 70% nas instituições de ensino superior. A robótica, learning analytics, fones de ouvidos tradutores, criatividade computacional, óculos inteligentes e ética computacional estão entre as tendências que ferramentas através da IA prometem impulsionar.

Fonte: Gazeta Mineira

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