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Educação | 29 de outubro de 2020
Cerca de 6 milhões de jovens no país estão sob risco de abandonar estudos, diz Unicef
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Cerca de 6 milhões de jovens no país estão sob risco de abandonar estudos, diz Unicef

Os dados, agravados no contexto da pandemia da covid-19, foram apresentados nesta quarta-feira (28) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância

Aproximadamente seis milhões de adolescentes brasileiros que estão, hoje, na escola, mas em situação de defasagem nos estudos, correm o risco de abandonar o sistema educacional. Os dados, agravados no contexto da pandemia da covid-19, foram apresentados nesta quarta-feira (28) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), pouco antes do lançamento de programa para acelerar a inclusão de populações vulneráveis no mercado de trabalho .Parceria multisetorial e global que reúne ainda Organização Internacional do Trabalho (OIT), instituições internacionais, setor privado, terceiro setor, governos e sociedade civil, a plataforma digital “Um milhão de oportunidades” tem o objetivo de atrair empresas interessadas em oferecer formação e trabalho de qualidade a jovens carentes com idades entre 14 e 24 anos.O nome representa a quantidade de jovens que o movimento pretende beneficiar no prazo de dois anos. A ideia é fazer a ponte entre o setor privado e moradores das periferias urbanas e áreas rurais.”Temos, hoje, a maior população de jovens da história recente do país. São 48 milhões, que representam 23% da população, pessoas de uma geração que está enfrentando desafios bem diferentes, nunca enfrentados recentemente, de ter que entrar no mundo do trabalho num período de mutações muito profundas”, ressaltou Florence Bauer, representante do Unicef no Brasil.

Segundo ela, ao passo em que postos de trabalho vão ficar ultrapassados e desaparecer na próxima década, novas oportunidades surgirão para os jovens que são parte desse bônus demográfico – os nativos digitais, com as características da inovação, facilidade de adaptação e criatividade que são marca da nova geração. Ao mesmo tempo, ressaltou Florence, há desafios que precisam ser enfrentados, principalmente no âmbito da educação e da complementação escolar.

“Mesmo antes da pandemia, tínhamos 1,7 milhão de adolescentes fora da escola e mais seis milhões dentro da escola, mas numa situação de defasagem de séries, ou seja, que estão em risco de abandono”, pontuou. A dirigente do Unicef ressaltou que esses indicadores negativos englobam principalmente populações de adolescentes negros, pardos, indígenas e pessoas com deficiência.

A evasão escolar gera custo social de R$ 214 bilhões anuais no Brasil, com cada jovem em fase produtiva deixando de ganhar R$ 159 mil por ano por não ter acesso a empregos de qualidade. Os números do estudo “Consequências da violação do direito à educação” foram citados por Wilson Risolia, secretário-geral da Fundação Roberto Marinho, coautora da pesquisa em parceria com o Insper. As remunerações daqueles que não se formam são entre 20% e 25% menores que as dos demais.

Segundo ele, esses indicadores negativos são uma variável econômica que impacta o desenvolvimento, sobretudo quando há captura de jovens pelo mundo da criminalidade. “Isso seguramente compromete o nosso futuro, compromete as nossas chances de sermos um país menos desigual e mais justo no longo prazo”, disse Risolia.

A plataforma digital “Um milhão de oportunidades”, segundo Florence Bauer, tem quatro eixos que contemplam a garantia de acesso à educação, com busca ativa de crianças fora da escola; a inclusão digital, com facilitação da conexão entre jovens e empresas que ofereçam oportunidades; o desenvolvimento do empreendedorismo jovem; e a oferta efetiva de vagas, com chances de crescimento.

Entre as organizações que aderiram ao programa, a PEG intensificou os esforços neste ano para aumentar a representatividade de negros e pardos em seus quadros, contou Juliana Azevedo, CEO da empresa no Brasil. Segundo ela, entre as ações, a companhia criou um braço específico na captação de talentos com oferta adicional de formação em inglês e mentoria.

“Em 2020, começamos um esforço mais intencional para refletir essa representatividade dentro do escritório. Estamos buscando criar oportunidades e fechar gaps de capacitação desses talentos”, afirmou.

Fonte: Valor Online

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