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Educação | 30 de outubro de 2020
Um pacto pela educação midiática
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Um pacto pela educação midiática

Responsabilidade com a informação é tema que precisa ir além dos muros da escola

A sociedade ganha quando o acesso a informações confiáveis ajuda a população a tomar decisões mais conscientes. A sociedade se beneficia quando a comunicação é responsável e aberta ao debate respeitoso de ideias. A sociedade progride quando há liberdade de imprensa e o jornalismo pode contar os fatos que ajudam a reforçar a democracia.Se todos nós temos algo a ganhar com um ambiente informacional mais saudável, por que alguns ainda resistem à ideia de que criar tais condições é também responsabilidade de todos? É claro que há um papel importantíssimo a ser desempenhado na educação, por exemplo, ao desenvolver em crianças e jovens habilidades para ler o mundo de uma maneira mais reflexiva e produzir ou compartilhar conteúdos com responsabilidade. Mas já passou da hora de reconhecermos que esta é uma missão que precisa ir além dos muros da escola – deve ser abraçada por toda a sociedade.

Não à toa, a Unesco faz nesta semana um convite para que a educação midiática e informacional seja um compromisso “para todos e por todos”. A entidade celebra, anualmente, os esforços globais para equipar os cidadãos com conhecimento, competências, valores e práticas que permitam o pensamento crítico e a participação fortalecedora no cenário de super abundância de informações em que vivemos. É a Global MIL Week .

O evento de 2020 tem como tema “Resisting Disinfodemic: Media E Information Literacy for everyone E by everyone” – um chamado para que toda a população resista à desinformação e também aprenda a lidar com um fenômeno que ficou conhecido como infodemia. O termo foi apresentado no início deste ano pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que apontou a urgência de nos preocuparmos não só com a pandemia do novo coronavírus mas também com a infodemia, ou seja, o excesso de informações sobre a doença que circulam rapidamente e nem sempre são confiáveis.

Para a Unesco, a educação midiática e informacional empodera os cidadãos e os ajuda a navegar pelos mares turbulentos da desinformação, a saber como e onde buscar fontes confiáveis para os fatos que têm impacto em sua vida e opiniões embasadas que ampliam o debate público. “Cada vez mais, somos todos – indivíduos, grupos ou instituições – parte do ambiente entrelaçado de informações, mídias e tecnologia, com nossas mensagens, valores e possibilidades de criar. É por meio de nossa atuação e o potencial de nos tornarmos criadores ativos de soluções digitais que podemos enfrentar a desinformação e alcançar um um nível de desenvolvimento positivo e inclusivo”, acrescenta a organização.

É nesse contexto que faz sentido chamar para a conversa sobre educação midiática também quem não é educador. De influenciadores a divulgadores científicos, de jornalistas a filósofos, de médicos a youtubers. Todos têm sua responsabilidade. Como parte das celebrações da Global MIL Week, o Instituto Palavra Aberta e seu programa de educação midiática – EducaMídia – discutiram o tema com o médico Drauzio Varella e o influenciador digital Felipe Neto .

Drauzio Varella tem sido uma voz ativa em defesa de informações de qualidade, baseadas em fatos científicos, na área da saúde. Apesar de inúmeras fake news sobre a covid-19 , ele destaca que o amplo acesso a dados na internet é positivo e que a educação midiática ajudará a preparar os cidadãos para extraírem o melhor da rede. “Não houve ainda tempo para que a gente tivesse uma educação sobre a internet. [Com o tempo] vamos ganhando mais experiência com ela, mais gente acessa, começa a conviver e a entender como identificar as notícias falsas.”

Depende de nós, enquanto sociedade, encurtar esse caminho. Que tal um pacto pela educação midiática? O que você pode fazer, ainda hoje, em prol de um ambiente informacional mais saudável, inclusivo e fortalecedor?

Conforme alerta Paolo Celot, especialista no tema junto à Comissão Europeia, hoje não é mais uma vantagem ser midiaticamente educado; é uma “desvantagem debilitante” não ser .

Fonte: Folha Online

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