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Educação | 04 de dezembro de 2020
Brasil possui mais de 550 startups de educação
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Brasil possui mais de 550 startups de educação

Em um país que figura entre os mais desiguais, a pauta da educação ocupa um importante papel nas discussões sobre políticas públicas, sendo entendida como um dos principais fatores para o desenvolvimento de uma nação. Com a pandemia e o consequente distanciamento social por ela ocasionado, o tema ganhou ainda mais relevância. Plataformas de educação a distância (EAD), por exemplo, tornaram-se ainda mais populares, atendendo a uma demanda de crianças, jovens e adultos que se viram isolados. O setor passou então a chamar ainda mais atenção dos fundos de venture capital. De acordo com o Distrito Edtech Report, o Brasil possui hoje 559 startups de educação.

O levantamento, realizado pelo Distrito Dataminer, braço de inteligência de mercado da empresa de inovação aberta Distrito, com apoio da KPMG e da Wayra, aponta que do total de edtechs, como são chamadas as startups voltadas para o campo educacional, 189 surgiram nos últimos três anos. Hoje, 68,2% delas estão concentradas na região Sudeste – 45,3% só no estado de São Paulo – e 16,4% no Sul. Nordeste, Centro-Oeste e Norte estão logo em seguida, com 8,2%, 6,3% e 0,9%.

O Distrito Edtech Report dividiu ainda as startups em sete categorias. As startups que se voltam para Ensinos específicos (22,4%) e Novas formas de ensino (22,2%) lideram este levantamento. Na sequência estão Plataformas para a educação (20%); Ferramentas para instituições (17,5%), Foco no estudante (11,1%); Conteúdo educativo (4,1%) e, por fim, Financiamento do ensino (2,7%). Todas elas possuem subcategorias que ajudam a construir um panorama e também a compreender a organização do setor.

“Nos chama a atenção que os ensinos específicos, quando olhados em detalhe e divididos em subcategorias, apresentam quase todos soluções voltadas para a educação continuada. Isto ratifica uma tendência observada por especialistas sobre a necessidade cada vez maior de aprimoramento constante por parte dos profissionais, para que estes se mantenham competitivos no mercado de trabalho”, pontua Tiago Ávila, líder do Distrito Dataminer. “Há um universo gigantesco de cursos direcionados para a atualização profissional em áreas diversas. Na saúde, por exemplo, temos uma série deles direcionados à especialização de médicos e demais trabalhadores da área”, completa.

“No cenário pré-pandemia, parte do setor de educação já buscava por soluções tecnológicas capazes de gerar conteúdo pedagógico, o que foi intensificado com o isolamento social quando o segmento passou a usar na prática inúmeras ferramentas de ensino online. Além de tornar a aula mais dinâmica, o uso de tecnologia no ensino ajuda a identificar lacunas de aprendizagem”, analisa o sócio da KPMG do setor de educação, Marcos Boscolo. “O levantamento mostrou também que a área educacional é uma das que possui grande quantidade de startups no Brasil, o que demonstra que há inúmeras oportunidades como plataformas de capacitação de professores, medição de aprendizagem de alunos e sistemas de avaliação online”, completa.

Público-alvo

Um dos destaques do levantamento foi o percentual expressivo de empresas que operam no modelo B2C, em que o produto ou o serviço atinge o consumidor final diretamente. São soluções que priorizam o auto-aprendizado, como cursos online e trilhas de conhecimento. Ao todo, elas representam 40,6% deste universo. Em seguida, com 29,7% das edtechs, estão aquelas que atuam atendendo a outras instituições como universidades, escolas ou até mesmo empresas, o que revela que estas têm buscado apoio das startups para se reinventarem na era digital.

Perfil dos fundadores

Segundo o estudo, uma edtech típica possui de dois ou três sócios em média, com idades entre 35 e 45 anos. Para cada cinco sócios, apenas uma é mulher. Mesmo diante de tamanha disparidade, a presença feminina no setor é a maior entre as demais verticais acompanhadas pelo Distrito. No setor de fintechs, por exemplo, a participação de mulheres entre os sócios é de 12% somente.

Investimentos

Desde 2010, foram realizadas mais de 130 rodadas de investimento em startups de educação, que juntas totalizam um montante de US? 175,5 milhões. Entre as maiores rodadas mapeadas, estão uma de US? 24,1 milhões para a Estratégia Concursos; outra de US? 16,3 para a Descomplica e outra de US? 11,7 para a Sanar.

No último mês, um dos destaques ficou por conta de um aporte da Wayra na edtech Alicerce. “Educação é uma das áreas prioritárias na estratégia da Wayra e da Vivo. Estamos olhando para esse setor desde antes da pandemia, pois acreditamos que a conectividade pode contribuir muito com o acesso e a melhoria do aprendizado de crianças e jovens”, comenta Livia Brando, country manager da Wayra Brasil. “Com a Alicerce, queremos principalmente ajudá-los a escalar o impacto gerado na qualidade da educação no contraturno escolar”, finaliza.

Destaques e promessas

O levantamento também apresenta o Top 10 das maiores edtechs do setor. O ranking foi calculado a partir de um algoritmo que cruza dados como número de funcionários, faturamento presumido, investimento captado e métricas de redes sociais. O resultado apontou Descomplica, Alura, Portal Educação, Arco, Geekie, Trybe, Hotmart, Educa+ Brasil, Sanar e Passei Direto como as maiores startups do segmento.

Utilizando os mesmos critérios para calcular o Top 10, mas dando um peso maior a critérios como investimentos captados e visibilidade nas redes sociais, o Distrito também apontou quais são as edtechs que devem se destacar nos próximos anos. Para chegar aos nomes, foram consideradas apenas as empresas que nasceram após 2012 e que contam com menos de 200 funcionários. Entre as apostas estão Alicerce Educação, Camino School, Bee Tools, Estante Mágica, Gama Academy, Melhor Escola, Agenda Edu e Stoodi.

Para conferir o estudo na íntegra, clique aqui.

Fonte: Canal Executivo.

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