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Educação | 21 de janeiro de 2021
Educador diz que a preparação dos professores é fundamental para o ensino híbrido
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Educador diz que a preparação dos professores é fundamental para o ensino híbrido

Assim como anunciado pelo Governo do Estado, em meados de dezembro, o ano letivo de 2021 na Rede Estadual de Ensino do Paraná deve começar em 18 de fevereiro, em formato híbrido.

Ou seja, com parte dos alunos assistindo às aulas de forma presencial nas escolas, enquanto o restante dos estudantes acompanha, simultaneamente, a mesma aula de maneira remota. A intenção é que haja revezamento semanal entre os estudantes, dentro do próprio sistema.

Tendo em vista que as aulas presenciais foram suspensas em março do ano passado, devido à pandemia da covid-19, o Diário do Sudoeste conversou com Dirceu Ruaro, educador há 48 anos e colunista do jornal, sobre o retorno do ano letivo no Paraná.

Confira, aqui, a entrevista:

Diário do Sudoeste: Quais são as expectativas para o retorno do ano letivo?

Dirceu Ruaro: Inicialmente, temos algumas determinações, tanto na esfera Federal (Instituições de Ensino Superior, que pertencem ao Sistema Federal de Ensino), como na esfera Estadual (escolas, colégios e instituições de ensino superior, que pertencem ao Sistema Estadual de Educação) e escolas que pertencem a sistemas municipais de educação.

Depois, é preciso lembrar que o ministro da Educação, Milton Ribeiro, homologou o Parecer nº 19, do Conselho Nacional de Educação (CNE), que estende até 31 de dezembro de 2021 a permissão para atividades remotas no ensino básico e superior em todo o país.

Já, com relação à volta às aulas presenciais, segundo a decisão CNE, também homologada pelo MEC, deve ser gradual, por grupos de estudantes, etapas ou níveis educacionais, “em conformidade com protocolos produzidos pelas autoridades sanitárias locais, pelos sistemas de ensino, secretarias de educação e instituições escolares”.

Esse processo de retorno ao presencial também deve envolver, segundo as diretrizes aprovadas, a participação das comunidades escolares e a observância de regras de gestão, de higiene e de distanciamento físico de estudantes, de funcionários e profissionais da educação, com escalonamento de horários de entrada e saída para evitar aglomerações, além outras medidas de segurança recomendadas.

Dessa forma, as Instituições de Ensino Superior têm o respaldo legal para iniciar as aulas presenciais, desde que atendam aos protocolos sanitários locais e garantam a segurança da comunidade acadêmica, conforme a Portaria MEC Nº 1.038, de 7 de dezembro de 2020.

Já o Sistema Estadual de Ensino do Paraná, a Deliberação n.05/2020 tratou de Normas para o retorno das aulas presenciais no Sistema Estadual de Ensino do Paraná, no ano letivo de 2020, o que, de fato acabou não acontecendo, pois não houve retorno às atividades presenciais, e até o momento não houve outra manifestação do órgão.

Mesmo assim, é interessante lembrar que a Deliberação 05/2020 do CEE/PR considera que o retorno às aulas presenciais poderá ocorrer mediante o estrito cumprimento das seguintes condições: I – Revogação e/ou alteração do Decreto n.º 4.230/2020 pelo Governador do Estado do Paraná.

II – Manifestação formal das autoridades de saúde em âmbito estadual e no respectivo município autorizando o retorno às aulas presenciais.

III – Integral atendimento às recomendações sanitárias.

Interessante observar que, até o presente momento, essas condições ainda não foram alcançadas.

Assim mesmo, há a determinação da Secretaria de Educação do Paraná, como órgão gestor do Sistema Estadual de Educação, de retornar às aulas presenciais no Estado do Paraná, em 18 de fevereiro de 2021, deixando ainda pendentes diversas questões a serem tratadas nesses próximos dias.

Quais foram os prejuízos de 2020, referentes à educação?

Certamente que nenhuma pessoa ligada à educação poderá imaginar que não houveram prejuízos.

Muitas situações, que beiraram ao “abandono” das atividades pedagógicas, ao cansaço mental, à falta de equipamentos, às mídias utilizadas, ocorreram.

De forma que se pode dizer que o grande prejuízo foi mesmo a aprendizagem.

Mesmo com toda e a maior boa vontade dos professores, nossa tradição educacional é, ainda, da aula presencial. E, de fato, a questão da interação, da troca entre professor e aluno na presencialidade, foi altamente prejudicada.

Acompanhei muitos alunos, de todos os níveis, e, sinceramente, perdemos muito em termos de aprendizagem, não só de conteúdos.

Também de relacionamentos humanos e da capacidade de interação, bem como construção de conceitos e ideias de humanização das pessoas.

O senhor acredita que haverá prejuízos também em 2021? Quais acredita que sejam eles?

Bom, não se pode simplesmente “adivinhar” que teremos prejuízos. Muitos fatores interferem nessa situação. Um deles é que, de fato, teremos de nos adaptar e nos “reinventar” no processo pedagógico.

Nesse sentido, a formação e a preparação dos professores, para o que vem pela frente em 2021, é fundamental. Entender, de fato, o significado do que seja o “ensino híbrido” é condição sine qua non (essencial) para se garantir algum sucesso no processo pedagógico de ensinar e aprender.

O ensino, como o conhecemos ainda hoje, sempre dependeu da relação presencial do professor e do aluno. Isso é devido, em grande parte, ao fato de que somos seres de relacionamento; ou melhor de inter-relacionamentos.

Isso pode explicar, um pouco, as dificuldades que enfrentamos quando tivemos de lidar com o fato de ter de ensinar sem ter o aluno nos olhando “olho no olho”, e isso não foi fácil.

Imagine-se “dando” aula para uma tela. Muitos conseguem e se saem super bem, mas não a grande maioria. Por isso, repito nesse momento: cabe às redes de ensino e aos seus gestores a capacidade de organizar e oferecer a formação e capacitação adequadas aos professores, bem como a preparação de toda a comunidade educativa, para não terem perdas ainda maiores do que as de 2021. Ressaltando que, no ensino híbrido, o papel da família é de extrema importância.

O que pode ser feito para minimizar os prejuízos da pandemia?

Penso que, como já mencionei, a preparação dos professores é imprescindível. Sabemos e louvamos as atitudes sensatas da classe que, mesmo sendo abruptamente interrompida sua ação presencial, fez o possível e o impossível para que a aprendizagem ocorresse e os alunos sofressem o menos possível.

Mas a preparação dos professores nesse momento, para enfrentar os desafios de ensinar numa nova perspectiva ou metodologia, exige dos gestores a oferta de capacitação e preparação [não só do ato pedagógico, como também das ferramentas digitais, que poderão ser necessárias para o ensino híbrido.

FONTE: Diário do Sudoeste 

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