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Educação | 06 de abril de 2021
Com alta demanda por médicos em hospitais, profissionais formados em outros países não conseguem validar diploma
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Com alta demanda por médicos em hospitais, profissionais formados em outros países não conseguem validar diploma

Com hospitais pressionados pela necessidade cada vez maior por leitos para Covid19, a falta por profissionais da área da saúde cresce e o problema é que quem se formou em outros países não está conseguindo validar o diploma para trabalhar no Brasil. A segunda fase do exame ainda não tem data marcada.

No Centro Universitário São Camilo, os profissionais da saúde são treinados para atuar na linha de frente para Covid. Eles aprendem a posição do paciente, a vazão do oxigênio do ventilador, a hora certa de entubar e extubar.

Atualmente, oito em cada dez leitos são ocupados por pacientes com quadro grave de Covid-19 e dependem de ventilação mecânica.

“A gente tem uma demanda maior e também uma complexidade muito maior dos quadros e necessidade de acompanhamento muito mais crítico, muito mais demandante. E isso obviamente mudou a característica das UTIs e transformou num ambiente próximo a um ambiente de guerra”, disse Raphael Einsfeld, coordenador de medicina do Centro Universitário São Camilo.

A rede de hospitais particulares com três unidades na cidade de São Paulo abriu 250 vagas para profissionais. “De fato, não tem profissionais formados pra atuação em nível de complexidade que a gente tem atuado dentro das UTIS. Os médicos intensivistas, a gente tem buscado inclusive o apoio da Universidade São Camilo, mas enfermeiros, e auxiliares, de fato precisam de experiência pra poder lidar com os pacientes e até com a complexidade da doença”, disse Ana Paula Leite, gerente executiva de RH do São Camilo.

Este também é o desafio do Hospital das Clínicas, que acaba de abrir novos leitos: 58 nas UTIs e 75 nas enfermarias.

A cubana Yamina Garcia Valdespino ainda não conseguiu usar o diploma e a experiência de intensivista. “No ano 2019, eu tentei entrar para fazer a Revalida em uma Universidade de São Paulo e aí todos os estrangeiros que tentaram fazer, ninguém ficou na prova. Tivemos que pagar 3 mil reais, mas não deu certo pra ninguém.” O Revalida é um exame de conhecimento, habilidade e competência que autoriza o médico estrangeiro a trabalhar no Brasil. No ano passado, 15 mil pessoas fizeram a primeira fase da prova. O maior número de inscrições foi de brasileiros, depois os cubanos e 13% foram de outras nacionalidades O problema é que a segunda fase, uma prova prática, ainda não tem data para ser marcada. “Eu vim para o Brasil porque eu escutei na Venezuela que tinha muita necessidade de médicos nesse país.

Eu imigrei para o Brasil, mas quando cheguei aqui, me deparei com essa realidade, de que muitos médicos ficaram aqui, principalmente médicos cubanos, que ficaram do mais médicos e estão desempregados ainda. E eu fiquei desempregado, não tive oportunidade”, disse Yasmina.

O Ministério da Saúde ampliou o “Mais médicos” para profissionais contratados o ano passado. A medida prevê a prorrogação automática de aproximadamente 2,9 mil profissionais, que teriam de encerrar as atividades a partir de abril.

Os médicos têm até 8 de abril para manifestar interesse em continuar.

FONTE: G1

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