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Educação | 10 de maio de 2021
Por que educar meninas?
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Por que educar meninas?

Diferenças na escolarização de meninos e meninas ocorrem em todo o mundo. Mesmo em países que apresentam equidade de gênero no acesso à educação, a conclusão dos estudos acontece numa taxa menor para meninas do que para meninos. Barreiras para estudar são enfrentadas por meninas no mundo todo se configurando na pobreza, práticas culturais, na violência e na maior fragilidade, sendo elas as primeiras a serem excluídas das escolas em situações de catástrofes ou de crises.

Diante da crise que vivenciamos atualmente – a pandemia da Covid-19 – os prejuízos das desigualdades de gênero são notórios quando pesquisas mostram que a incidência de violência contra meninas e mulheres aumentou durante a pandemia, comprometendo sua saúde, segurança e bem-estar, resultando também em baixo desempenho escolar.

Já os benefícios de se investir na educação de meninas são tão reais que levaram o Banco Mundial a considerar esta ação como estratégica para o desenvolvimento de um país. Destaca-se também o objetivo 5 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU que estabelece metas de curto, médio e longo prazo para a igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres e meninas.

E por que é tão benéfico investir na educação de meninas? Dad os da Plan International – organização não governamental humanitária internacional – apontam algumas razões:

1. Meninas que têm acesso à educação tornam-se mulheres mais capazes de tomar decisões e de fazer escolhas com autonomia; tornam-se muito menos propensas a aceitarem a violência doméstica e mais capazes de se defenderem contra ela.

2. Mulheres que foram educadas na infância e adolescência, quando chegam a cargos de liderança e de poder são mais propensas a ter ações que favoreçam o coletivo, defendem decisões e resultados que beneficiem sua vida comunitária como educação e serviços sociais aprimorados.

3. Dados de vários locais do mundo mostram que em situações de crises, comunidades que possuem mulheres instruídas têm melhor capacidade de se recuperarem. Há previsões de que, se até 2050 70% das mulheres entre 20 e 40 anos concluírem a escola primária, pode-se reduzir em 60% as mortes causadas por desastres.

4. Estudos da Unesco mostram que manter meninas na escola pode reduzir a mortalidade infantil em 15%, sendo maior do que os efeitos de outras intervenções de saúde para este aspecto. Ir à escola, diminui as probabilidades de uma menina engravidar na adolescência além do fato de que meninas instruídas se tornam mães com melhores condições de cuidar de seus filhos.

5. Mulheres educadas possuem filhos mais saudáveis, que são melhor alimentados, mais imunizados e permanecem por mais tempo na escola. Ao receberem melhores salários, essas mulheres investem boa parte de suas rendas para o fornecimento de alimentos, roupas e educação para seus filhos e comunidades.

6. Em vários países onde o casamento infantil é frequente, dar a oportunidade para meninas irem à escola diminui significativamente tal prática.

Sendo assim, comunidades e países que não investem na igualdade de acesso e de permanência nas escolas entre meninos e meninas certamente perdem em desenvolvimento social, econômico e humano. É claro que o primeiro benefício da educação de meninas é para a própria mulher que terá maiores possibilidades de se sentir feliz e realizada, mas é certo que os benefícios são para homens e mulheres, enfim para toda a sociedade.

Maria Stela Maioli Castilho Noll, Professora da Unesp e membro do Coletivo Mulheres na Política e do projeto Mulheres no Plural.

FONTE: Diário da Região

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