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Educação | 11 de junho de 2021
Ensino Superior na pandemia: o desafio de implementar inovações sem perder na aprendizagem
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Ensino Superior na pandemia: o desafio de implementar inovações sem perder na aprendizagem

O impacto da pandemia na educação nacional é imensurável após mais de um ano de doença. Com poucos dias de aulas presenciais nesse período, as instituições tiveram que se reinventar. O desafio que se impõe agora é de como inovar sem perder em qualidade no ensino mesmo com as dificuldades estruturais.

Já em 2021, com o cenário de pandemia perdurando e a demora na retomada desse setor, a projeção é de queda de 8,9% nas matrículas dos cursos presenciais e de 9,8% no EAD.

Rodrigo Capelato, diretor -executivo do Semesp, destaca que a suspensão das aulas devido à pandemia e esse novo modelo presencial, com aulas remotas ao vivo – diferente da experiência do EAD, que tem aulas gravadas e reaproveitadas em grande escala -, deve ser a tendência, num formato híbrido.

“Essas mudanças que estamos vivendo possibilitam um novo tipo de curso, com foco no presencial somente para as aulas práticas, investimentos em laboratórios etc.”, analisa.

Sobre o menor número de matrículas, afirma que é um sintoma preocupante visando o longo prazo: “Menos jovens no Ensino Superior implica em uma maior vulnerabilidade social e menos capital socioeconômico no mercado, o que deve impactar na capacidade produtiva do País no futuro”.

Joana Angélica Guimarães, reitora da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) e vice-presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), afirma ao O POVO que o grande desafio após mais de um ano de pandemia é que as Instituições de Ensino Superior (IES) consigam implementar inovações na gestão escolar, aulas e relação com os alunos, de forma eficiente, sem perder em qualidade.

Ela destaca que o nível de aprendizagem foi prejudicado no período, pois há processos nas universidades que dependem da presencialidade; e a imposição do ensino remoto não foi efetiva em todos os casos, como para as IES localizadas em áreas longínquas e/ou sem estrutura hábil ou mesmo a dificuldade de acesso à internet dos alunos.

Evasão é outra preocupação levada a sério. “Alunos em maior vulnerabilidade socioeconômica não conseguiram retornar muitos fatores, inclusive por terem que buscar trabalho para contribuir com a renda familiar”. As universidades estão muito preocupadas com isso e estão desenvolvendo ações para entender se essa foi uma saída definitiva ou foi por um momento, completa a reitora.

Exemplo desse processo de mudança é um programa desenvolvido em universidades públicas que permite a matrícula em disciplinas de outras universidades espalhadas pelo Brasil. São 12 atualmente no programa e esse número deve ser ampliado. O aprendizado em realização de eventos, congressos e projetos entre universidades durante a pandemia é outra coisa que veio para ficar.

Entre as IES particulares, o grau de investimento desde o início da pandemia foi intensificado.

Adriano Pistore, vice-presidente de Operações Presenciais da Estácio, afirma que no início da pandemia conseguiu implementar em uma semana uma solução remota integral, efetiva e de ampla aceitação por alunos e professores. O modelo idealizado a partir da expertise de mais de uma década com a digitalização dos ambientes de ensino, contemplou aulas ao vivo pela internet, ministradas pelos mesmos professores, nos horários habituais e com o mesmo conteúdo, com interação, chat e discussões.

De acordo com dados do Mapa do Ensino Superior no Brasil 2021, divulgados terça- feira, 8, do Instituto Semesp, centro de inteligência ligado aos mantenedores de universidades brasileiras, até 2019, o cenário era de extrema bonança. Naquele ano – o último de dados consolidados -, houve aumento de 1,8% no número total de matrículas (2,4% só nas particulares) para cursos presenciais e EAD, nas redes pública e privada.

Sobre o futuro, ela crava: “Sem dúvidas teremos mudanças, inclusive em trabalhar com o ensino híbrido. A ampliação do uso de tecnologias veio para ficar. Por diversas razões, alunos preferem assistir de outros lugares que não a universidade, pois se adequa melhor ao seu dia a dia”.

Ensino médio

Um estudo feito pelo núcleo de Ciência Pela gestão educacional, do Insper, e Instituto unibanco, divulgado no início de junho, aponta que alunos que entraram no 3º ano do ensino médio em 2021 estão com déficit de 74% na aprendizagem. já o mapa do ensino superior trouxe um retrato sobre o ensino médio e entre os dados há o quadro de que apenas 69,8% das escolas particulares e 66% das públicas disponibilizam internet para uso dos alunos.

FONTE: O Povo

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