Nossos serviços
Entre em contato

Capitais e região metropolitana:
4007.2302

Demais cidades:
0800.002.2302

Whatsapp:
4007.2302


Av. Júlio de Castilhos, 44 - Térreo
Porto Alegre - RS - CEP 90030-130 | Como chegar

COPYRIGHT © 2021. Conheça nossa Política de Privacidade.

brivia

Educação | 23 de junho de 2021
Aulas remotas fazem procura por reforço escolar particular disparar
Copiar link
Aulas remotas fazem procura por reforço escolar particular disparar

Sem ensino regular presencial há mais de um ano, crianças e adolescentes precisaram se adaptar, de uma hora para outra, ao ensino a distância e mais recentemente ao híbrido – quando mescla aulas presenciais em alguns dias e em outros online. Porém, a dificuldade, antes resolvida em sala de aula, foi transferida para o ambiente doméstico.

Mas essa adaptação não tem sido fácil. Devido às dúvidas dos estudantes e lacunas deixadas pelo ensino durante a pandemia, muitos pais passaram a contratar professores particulares para irem em casa ensinar os filhos ou até mesmo levá-los a ambientes onde são oferecidos esse tipo de reforço.

O serviço, que antes era considerado uma ajudinha extra para o aluno, atualmente se tornou uma solução para a educação dos estudantes isolados por causa da Covid-19.

Lecionando em uma escola particular de Rio Preto, a professora de matemática Maria da Glória Aparecida Pereira viu a procura por reforço escolar disparar nos últimos meses. Dando aulas particulares no horário contrário ao que está na escola, ela precisa se desdobrar para atender tantos alunos.

A profissional, que dá aulas há 10 anos, conta que no início do ano passado atendia três estudantes em datas e horários fixos, hoje ela atende 14.

Neste ano, os pais viram a defasagem no ensino dos filhos e a procura por reforço escolar aumentou bastante. Como atendo apenas meio período, esse é o número de alunos que consigo fazer o acompanhamento. Quando aparece mais algum procurando por reforço, acabo indicando algum amigo , explica a professora.

Ainda segundo a profissional, as aulas de reforço têm duração, em média, de uma hora, e são oferecidas para crianças a partir de 8 anos até a adolescentes e adultos, em fase de faculdade. Cada aluno é atendido de maneira individual e em sua residência.

Ela diz que essa procura aumentou em todas as faixas etárias, mas, no seu caso, principalmente entre alunos que cursam o ensino médio e estão em fase de prestar vestibular.

Fazemos o reforço escolar e também um intensivo antes das provas. A procura de estudantes que estão no terceiro ano do colegial tem sido muito grande porque eles não têm como esperar, precisam seguir o calendário dos vestibulares , explica.

Quem também viu a procura por aulas de reforço escolar aumentar em ritmo acelerado foi a professora Allana Karen Oliveira. Segundo ela, a busca nos últimos meses tem sido tanta que ela precisou alugar um local para fazer o atendimento aos alunos e contratar uma professora para ajudá-la. Mesmo assim, ainda tem fila de espera para o serviço.

Comecei atendendo alunos em domicílio e, a pedidos dos pais, montei um espaço para receber esses alunos para aulas particulares. Antes da pandemia eu atendia 13 alunos fixos, hoje atendo 62 e tenho seis na fila de espera porque não temos mais horários disponíveis , explica.

Ainda segundo a professora, o perfil dos alunos que chegam até ela mudou durante a pandemia. A profissional relata que antes os principais estudantes que recebiam o reforço escolar eram aqueles que tinham alguma dificuldade devido à déficit de atenção ou dislexia. No entanto, hoje as crianças em fase de alfabetização são maioria.

Essas crianças que estão numa fase mais inicial de alfabetização estão com o ensino muito defasado. Tenho alunos que passaram do primeiro para o segundo ano sem saber ler e escrever, alguns deles mal sabiam as letras. Tivemos que desenvolver um método para ajudar a alfabetizar essas crianças , conta a professora, que explica que alguns desses alunos frequentaram a escola por apenas dois meses, no início de 2020, antes da pandemia ser decretada.

As aulas para essas crianças têm duração de até quatro horas, em que, além das aulas de reforço, também é feito o acompanhamento escolar para as crianças fazerem os deveres de casa passados pela escola em que estão matriculadas.

E para que esse trabalho seja realizado em sintonia, sem prejuízos aos alunos, Allana relata que mantém contato com as professoras do ensino regular para que o trabalho seja feito em conjunto.

A gente acaba mantendo mais contato com os alunos do que os próprios professores, então fazemos essa troca de informações e vamos nos ajudando , acrescenta a professora.

No ano em que seria alfabetizada, Gabrielle Beatriz dos Santos, de 7 anos, precisou aprender a ler e a escrever longe da escola e diante de uma tela de computador. Com a chegada da pandemia e fechamento das escolas, a criança não teve outra alternativa a não ser estudar sem sair de casa, frequentando apenas as aulas remotas.

Porém foi depois de acompanhar a filha em uma dessas aulas que o engenheiro ferroviário Misael Ferreira dos Santos percebeu que o método não estava sendo eficaz e procurou uma professora particular para ajudar a menina nessa fase.

Como trabalho em outra cidade eu não conseguia acompanhar de perto as aulas remotas, mas um dia sentei com ela para assistir e vi que a qualidade do ensino, que é em uma escola pública, estava deixando muito a desejar. Ela com sete anos não estava conseguindo ler e nem escrever. A partir daí busquei um reforço escolar para que ela não fique com a alfabetização atrasada , desabafa Misael.

Há três meses Gabrielle passou a frequentar as aulas de reforço duas vezes por semana. O pai relata que já percebeu a evolução no aprendizado da filha, que já consegue ler e escrever com mais desenvoltura.

Ela adora ir no reforço e já melhorou muito no aprendizado, na identificação de palavras e no seu desenvolvimento como um todo. Não pretendo tirá-la do reforço tão já , acrescenta o pai.

Misael é apenas um dos pais que perceberam as diversas lacunas que a pandemia deixou no processo de aprendizagem dos alunos. A iniciativa de procurar ajuda profissional fora da escola para auxiliar na alfabetização e aprendizado das crianças foi a saída encontrada por muitos pais, que sem tempo ou até mesmo conhecimento, se viram encurralados em relação ao ensino dos filhos.

Assim que a pandemia teve início, no começo de 2020, a enfermeira Jianifer Cristina da Costa Rodrigues fez questão de procurar reforço escolar para a filha Katherinne Victoria da Costa Rodrigues, de 7 anos. No segundo ano da alfabetização, a profissional da área da saúde não esperou a filha ficar com o aprendizado defasado para procurar ajuda.

Frequentando aulas particulares há mais de um ano, a enfermeira relata que o aprendizado da filha não foi afetado pela falta de aulas presenciais.

Sou professora de enfermagem e, mesmo tendo essa experiência em sala de aula, eu não consigo ensiná-la, porque a fase de alfabetização é totalmente diferente. O reforço escolar está sendo fundamental para a minha filha e hoje ela consegue ler e escrever sem dificuldades. Aliás, a própria professora dela, da rede pública, diz que a leitura dela é invejável e que ela está com o aprendizado à frente dos coleguinhas , diz Jianifer.

Ainda segundo a mãe, além das atividades regulares passadas pela escola onde a menina é matriculada, durante as aulas de reforço, a criança é estimulada a fazer outras atividades, que também contribuem com o seu aprendizado.

Ela vai nas aulas três vezes por semana e a professora também passa atividades extracurriculares para auxiliar nesse aprendizado. Mesmo a nossa renda de casa tendo sofrido uma queda por causa da pandemia, faço questão que a Katherinne continue frequentando o reforço escolar , acrescenta a enfermeira. (SM)

A cada mês de escolas fechadas ou ensino híbrido, a busca por reforço escolar cresce. Segundo apuração do Diário, o valor da hora de aula de um professor particular em Rio Preto varia entre R$ 50 e R$ 200, dependendo da faixa etária do aluno e do período de contratação.

De olho nesse mercado crescente, a coordenadora pedagógica Marjorie da Silva decidiu investir em uma franquia de reforço escolar, em outubro do ano passado. Sem nenhum tipo de contato presencial, as aulas são transmitidas ao vivo pela internet e de maneira individual.

Segundo ela, o negócio deu tão certo que parcerias estão sendo firmadas com escolas particulares da cidade para oferecer aos alunos. Temos escolas interessadas em terceirizar ou implantar um serviço de plantão de dúvidas e, como as aulas são online e a franquia dispõe de muitos professores parceiros, conseguimos atender vários alunos, não tendo um limite e nem fila de espera, explica. (SM).

FONTE: Diário da Região

Quero receber conteúdos voltados para:

Entre em contato através do WhatsApp

Entre em contato através do Messenger