Nossos serviços
Entre em contato

Capitais e região metropolitana:
4007.2302

Demais cidades:
0800.002.2302

Whatsapp:
4007.2302


Av. Júlio de Castilhos, 44 - Térreo
Porto Alegre - RS - CEP 90030-130 | Como chegar

COPYRIGHT © 2021. Conheça nossa Política de Privacidade.

brivia

Educação | 07 de outubro de 2021
No ensino particular, modelo híbrido dará o tom quando pandemia estiver controlada
Copiar link
No ensino particular, modelo híbrido dará o tom quando pandemia estiver controlada

Será que o ensino superior voltará a ter cursos 100% presenciais? Tudo indica que não, ao menos nas instituições particulares. Se antes da pandemia a escolha dos vestibulandos estava entre dois extremos – totalmente presencial ou totalmente a distância ( EaD ) -, a partir de 2022 o híbrido dará o tom.

A pesquisa Adoção de aulas remotas – visão dos alunos mostra que 53,8% dos alunos de instituições privadas e 56,8% de universidades públicas querem a manutenção da experiência com as aulas remotas, porém com a existência de momentos presenciais. Um levantamento a respeito do sindicato nacional das mantenedoras, o Semesp, foi publicado em agosto. As aulas remotas foram aprovadas, principalmente, pela melhoria das condições de vida dos alunos e professores, que ganham tempo. Porém, alguns aspectos precisam melhorar para a manutenção de um modelo permanente que combine aulas presenciais e online, afirma a presidente do Semesp, Lúcia Teixeira.

Ela enfatiza que a abordagem centrada no aluno é fundamental na aprendizagem que combina presencial e online e para sua maior efetividade se recomendam espaços flexíveis de aprendizagem, ensino mediado por tecnologias, avaliações formativas e instruções claras dos educadores. É também importante ouvir os estudantes e considerar todos os aspectos da socialização, saúde mental e comunicação, bem como o desenvolvimento de competências.

Na Fiap , por exemplo, todos os alunos que ingressarem nos cursos presenciais a partir do próximo ano terão aulas em formato híbrido. Os estudantes vão às salas de aula em três dias da semana, terão um dia com aulas a distância ao vivo e outro com aulas assíncronas, nas quais irão acessar remotamente vídeos pré-gravados e outros materiais multimídia. A pandemia nos trouxe alguns aprendizados, principalmente em relação ao ensino remoto. Discutimos bastante internamente e decidimos por oferecer uma entrega acadêmica com o melhor do presencial e do remoto, explica o pró-reitor Wagner Sanchez.

A instituição investiu em modernização de salas, equipamentos e curadoria de conteúdos. Outro cuidado é com o estado socioemocional dos alunos no pós-pandemia: além da contratação de psicólogos, a instituição utiliza um software que faz análises preditivas de comportamentos, com base na participação dos alunos nas atividades. Quando o programa sinaliza que o aluno não está interagindo, entramos em contato para entender o que acontece. Em casos de depressão, por exemplo, oferecemos apoio.

Aluno resistente

Se a pesquisa do Semesp mostra que a aprovação ao híbrido cresce entre os alunos já matriculados na graduação, a percepção não parece ser a mesma quando são ouvidos os estudantes que ainda não se matricularam no curso superior. É que muitos deles trazem como repertório a má experiência do ensino médio cursado de forma remota. Moradora da Brasilândia, zona norte paulistana, Elisa Rodrigues da Silva, de 18 anos, sofreu com a dificuldade de acesso. De vez em quando, a região sofre com apagões de internet e até de energia elétrica. Além disso, compartilho o nosso único computador da casa com a minha mãe, que é professora de fundamental.

Mesmo quem teve acesso à boa estrutura de ensino remoto no ensino médio mostra reticência. Lara Jacinto Rangel, de 17 anos, cursa o 3º ano no Colégio Cervantes e pretende cursar Engenharia de Produção na USP ou na Unicamp. Entre as particulares, sua opção é o Instituto Mauá de Tecnologia.

Para ela, o modelo híbrido é uma opção interessante somente na fase final de um curso de graduação. Acho que a modalidade não seria o ideal nos primeiros anos do curso superior. É um período de integração e estar presencialmente na faculdade faz parte disso.

Na Faap, uma pesquisa realizada entre os meses de maio e agosto mostrou que 82% do público aprovado no vestibular e que não efetuou a matrícula prefere o ensino presencial. Fatores como a importância de vivenciar o câmpus e usufruir da infraestrutura e do convívio são determinantes.

FONTE: Estadão

Quero receber conteúdos voltados para:

Entre em contato através do WhatsApp

Entre em contato através do Messenger