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Educação | 08 de outubro de 2021
Entenda como a tecnologia blockchain é estudada em renomadas universidades
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Entenda como a tecnologia blockchain é estudada em renomadas universidades

Por que será que professores de universidades estão tão interessados em criptomoedas, que as vezes até constroem seus próprios blockchains? Essa não é uma piada pronta. No universo cripto, há um tipo particular de figura pública que é geralmente conhecida por suas conquistas acadêmicas, e não por ser um programador supremo.

Pense em Emin Gün Sirer da Universidade de Cornell e um dos fundadores da Avalanche, blockchain de primeira camada que busca complementar e concorrer com a Ethereum. Também temos Dawn Song da Universidade de Berkeley na Califórnia e do blockchain focado em privacidade Oasis. David Mazieres, professor titular da Universidade de Stanford, ajudou a construir Ripple e Stellar. Como representante brasileiro, temos Alex Nascimento, que dá aulas na UCLA, onde fundou o Blockchain@UCLA Lab, além de ser sócio da 7CC Blockchain Investments.

“Se você quer desenvolver novas capacidades, então você precisa trabalhar dentro dessas limitações, como a escalabilidade ou problemas culturais dos blockchains pré-existentes, ou então criar o seu do zero”, disse Song. É mais uma questão de expertise do que de ego.

A razão para que a questão anterior soe como uma piada é por conta da notória mentalidade contra o sistema que existe no mundo cripto. Pessoas que constroem protocolos e ferramentas de código aberto podem ser influenciadas a se manter céticas quanto às instituições centralizadas – incluindo bancos, governos e a mídia.

Explicando de outra forma, se “uma carteira é o seu currículo”, então credenciais valem ainda menos. Não importa se você se formou em uma renomada universidade norte-americana da Ivy League, trabalhou no Goldman Sachs ou é um desempregado, você pode participar do universo cripto desde que contribua com alguma coisa.

Song, de 46 anos, ex-membro da MacArthur Foundation, é o tipo de pessoa que ouviu: “Aqueles que podem, fazem, e aqueles que não podem, ensinam”, e decidiu fazer os dois. Após levar um tempo para focar no Oasis, ela voltou em tempo integral para a Berkeley, dando aulas para um gigantesco curso online sobre blockchain e proteção de dados.

“Gasto meu tempo fazendo pesquisa, escrevendo artigos, aperfeiçoando a teoria da privacidade de dados e ainda dou aulas”, afirmou. É difícil saber como ela e outros “empreendedores da educação em cripto” encontram tempo para tudo isso. Ou então a força de vontade.

A universidade, ainda mais quando o assunto é cripto, é classificada geralmente como uma instituição “fora do nosso alcance”. Por mais que os acadêmicos, financiados pelo governo, tenham sido essenciais para a construção dos primórdios da criptografia, onde a internet atual se baseia, o mundo cripto está mostrando como a próxima geração da internet pode acabar surgindo fora dos portões das universidades.

“Quer dizer, eu acho que a academia é contra o sistema”, disse Mazieres, da Stellar. Hoje em dia, grandes companhias de tecnologia como Apple, Google e Facebook representam os “jardins fechados” da computação. “Se você quiser fazer algo que é diferente do que essas companhias fazem, ou que não é bom para as diretrizes deles, então você vai ter que fazer isso na academia”, disse ele.

É na universidade ou em uma startup, ele adicionou, “mas as universidades não têm o mesmo tipo de limitação que ocorre quando você precisa agir visando lucros”.

É claro, o mundo cripto tem suas próprias fundações econômicas que encorajam a pesquisa e o desenvolvimento. Lançar uma “commodity” – como o bitcoin ou ether, utilizado para garantir a segurança e pagar pela computação do blockchain – é como emitir seu próprio subsídio. Protocolos cripto como Zcash encontraram formas de implementar e integrar técnicas de computação como zk-snarks que um dia foram apenas teoria, e ter dinheiro para avançar essa pesquisa. Da mesma forma, empresas que hospedam carteiras digitais têm feito uso comercial de uma computação multipartidária (MPC) experimental semelhante.

Para Mazieres, a academia representa outro caminho para construtores que buscam reinventar o mundo através das criptomoedas. O processo de peer-review pode ser lento, mas a cadeira de professor promove o isolamento da volatilidade do mercado, a garantia de trabalho e o benefício de estar cercado de algumas das pessoas mais inteligentes do planeta.

“Pra mim é muito difícil imaginar a possibilidade de deixar Stanford antes de me aposentar”, disse Mazieres. Na verdade, é o mesmo interesse em “tecnologias igualitárias” que o mantém no mundo privado das criptomoedas e no sistema pseudo-democrático da universidade.

“Certamente um dos motivos é o fato de que eu posso fazer qualquer coisa em código aberto e publicar tudo”, disse ele.

Mas a motivação pelo lucro é forte.

FONTE: Exame

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