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Educação | 22 de novembro de 2021
Por que combater o baixo índice de Pessoas com Deficiência no ensino técnico e superior?
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Por que combater o baixo índice de Pessoas com Deficiência no ensino técnico e superior?

A população brasileira com algum tipo de deficiência representa 8,4% dos habitantes do país, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No entanto, o percentual de Pessoas com Deficiência (PcDs) – considerando limitações auditiva, visual, física ou intelectual – nas universidades não chega a 1%. Os dados atuais revelam que, mais do que disponibilizar as cotas específicas para esse público nos vestibulares, as Instituições de Ensino Superior (IES) precisam viabilizar novas iniciativas que aumentem a diversidade entre os estudantes nas salas de aula.

É verdade que um dos principais fatores que hoje limitam a presença de PcDs no ensino técnico e superior está no princípio da jornada acadêmica: 67,6% da população com alguma deficiência têm o ensino fundamental incompleto, de acordo com o IBGE. Pouco mais de 16% destas pessoas possuem ensino médio completo. Assim, considerando apenas os PcDs com mais de 18 anos de idade, apenas 5% contam com o diploma de graduação. Mesmo considerando esse contexto de dificuldades estruturais no setor educacional nacional, os gestores das IES podem buscar alternativas para transformar essa realidade.

Apesar do baixo número de estudantes com alguma deficiência matriculados nos cursos de graduação, os dados do Censo da Educação Superior de 2019, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), mostram uma evolução ao longo dos últimos anos. Esse crescimento, porém, ainda é tímido: em 2017, os PcDs representavam 0,46% do total de matriculados no ensino superior; subindo para 0,52% em 2018; e chegando a 0,56% neste último levantamento divulgado, em 2019. Neste sentido, vem acontecendo um aumento anual singelo, mas gradual, pelo menos desde 2009 no Brasil.

Os dados evidenciam que, seguindo o ritmo atual da evolução de matrículas, precisarão décadas até que uma parcela significativa dos estudantes com deficiência tenha acesso ao ensino técnico ou superior. Diante desse cenário alarmante, é essencial criar auxílios para ingresso de novos PcDs, repensar os métodos de aprendizagem para abordagens mais inclusivas, bem como investir na acessibilidade nos espaços físicos das IES. Afinal, um ambiente de ensino que fomenta a diversidade de pessoas tem um potencial ainda maior de transformação para cada estudante.

Um desafio para os gestores das IES é a contratação de professores capacitados para atender os estudantes que demandam mais atenção, bem como promover a atualização do atual corpo docente neste sentido. Mesmo os professores universitários com um histórico mais ligado ao mercado de trabalho – como engenheiros, advogados, médicos, jornalistas, entre outros – precisam de uma formação pedagógica especial para auxiliar os PcDs. Outro fator relevante é cada instituição de ensino dar voz ativa aos núcleos e coordenadorias de acessibilidade, sempre compreendendo a visão das Pessoas com Deficiência na tomada das decisões gerais da escola ou faculdade.

Antes mesmo das metodologias de ensino, a acessibilidade segue como uma das maiores barreiras enfrentadas pelas Pessoas com Deficiência. O tema abrange diversas dimensões: arquitetônica, pedagógica, computacional, informacional, metodológica, instrumental, entre outras. Mais do que isso, a almejada acessibilidade atitudinal implica não somente na compra de recursos e na mudança da estrutura física, mas na busca por uma mudança de cultura da população em favor da pluralidade, com todo o universo acadêmico compreendendo e incentivando os benefícios da diversidade.

Atualmente, os principais especialistas em educação no mundo indicam que todas as pessoas são educáveis e podem compartilhar os ambientes de ensino. Para a acessibilidade atitudinal ser realidade, é preciso que os gestores, educadores e demais estudantes estejam abertos ao diferente e dispostos a inserir os PcDs na turma. Caso contrário, os índices de matrículas de Pessoas com Deficiência seguirão abaixo do ideal, mesmo que se viabilize toda estrutura e plataforma necessárias. Ao modificar a lógica da cultura nacional neste quesito, não apenas o PcD é beneficiado, como toda a sociedade, potencializando o crescimento pessoal e profissional de cada estudante a partir da troca de experiências e vivências distintas.

FONTE: Assessoria Martha Becker

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