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Educação | 13 de janeiro de 2022
O novo contrato social com a educação
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O novo contrato social com a educação

Por Fernando Shayer*

No fim do ano passado, a Unesco publicou um trabalho chamado “Reimagining our futures together: a new social contract for Education” (em tradução livre, “Reimaginando juntos nosso futuro: um novo contrato social para a Educação”), em que estabelece as diretrizes fundamentais para um novo pacto com o setor educacional. Como sociedade, o que devemos cobrar dos educadores?

Essencialmente, a proposta inclui uma mudança pedagógica relevante: de um modelo basicamente individualista e competitivo, baseado em testes e notas, para um modelo colaborativo, em que os alunos aprendam a cooperar, a serem empáticos e inclusivos, e a resolverem problemas juntos.

Não é difícil de notar como estamos distantes deste modelo. Para quem não é educador, pode soar como trivial o que está sendo sugerido, mas não é. O que se pretende é uma mudança do próprio serviço prestado pelos professores dentro da sala de aula. É como pedir a um restaurante adaptar a maneira como produz seus pratos ou serve seus clientes.

Atualmente, os professores fazem (longas) exposições de conteúdo, que os alunos assistem passivamente. Os alunos não são convidados a fazer nada, exceto assistir em silêncio (e às vezes debater). Não usam o conteúdo, não criam, não propõem alternativas ou soluções. Os temas não têm relação com a vida ou com os interesses dos alunos.

Mais do que isso, eles não interagem com seus colegas: aprendem individualmente, competindo por resultados. Espera-se apenas que, ao final, eles reproduzam esses conteúdos em provas. E a maioria das apostilas dos sistemas de ensino e os livros didáticos contêm planos de aula seguindo esse modelo de instrução tradicional.

O modelo expositivo pode servir para o conhecimento de conteúdos e, por isso, a Unesco não propõe que ele seja descartado. A questão é como integrá-lo a novas práticas, em que os alunos aprendam a aplicar esse conteúdo, de forma coletiva, não individual. Em outras palavras, que uma grande parte das horas em que os alunos estejam aprendendo as principais disciplinas seja dedicada à realização de atividades práticas colaborativas, como a resolução de projetos.

A razão para essa proposta é clara: cada vez mais, os alunos encontram esse mesmo conteúdo de graça, na Internet. Saber muitos conteúdos não diferencia os alunos do Google porque, como disse Andreas Schleicher, diretor educacional da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e responsável pelo desenvolvimento e aplicação do exame internacional do PISA, não basta mais saber conteúdos: o mercado de trabalho, cada vez mais, paga pelo que se consegue fazer com eles. Se isso é verdade hoje, imagine como será quando os alunos forem adultos.

FONTE: Exame

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