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Educação | 14 de janeiro de 2022
Razões para a carreira de professor estar em baixa entre os jovens
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Razões para a carreira de professor estar em baixa entre os jovens

O setor educacional está em permanente atualização para fazer sentido aos dias atuais, acompanhando os avanços tecnológicos e também as necessidades do contexto socioeconômico de cada país. No Brasil, por exemplo, o novo ensino médio começou a ser adotado nas escolas para privilegiar a área técnica e um estudante mais protagonista em sua aprendizagem, enquanto o ensino superior segue uma tendência de crescimento em modalidades à distância. Para isso, os professores estão sempre no centro desta transformação, sendo os profissionais que irão orientar a jornada acadêmica e aplicar os novos objetivos pedagógicos.

Apesar da importância e do protagonismo do professor no ensino, o interesse dos jovens em se tornarem docentes vem diminuindo no Brasil. Entre as pessoas que estão cursando hoje o ensino médio, 28% querem ser profissionais de saúde, 17%, de tecnologia, 11% pretendem atuar em profissões das ciências humanas e outros 11%, nas de engenharia. A educação está em baixa na lista: somente 7% desejam trabalhar na área, sendo ainda menor o número de interessados em se tornar professores, de apenas 5%. Os dados estão no estudo Planejamento da Força de Trabalho Docente, apresentado em dezembro de 2021 a secretários de Educação pelo Instituto Península (IP).

O IP ainda aponta que, se nada for feito para tornar a carreira mais atraente, há risco de faltar docentes, especialmente para o novo ensino médio e o ensino integral. Por lei, o primeiro deve ser adotado em todas as escolas em 2022, enquanto o segundo deve estar presente em pelo menos 50% delas até 2024. O novo ensino médio traz outro complicador para a alocação de professores: os estudantes escolhem a cada ano os seus currículos, concentrando-se em áreas do conhecimento. Com isso, pode ser que exploda periodicamente a demanda por docentes com uma determinada formação específica.

O país já enfrenta déficit de docentes, que pode ser menor ou maior a depender da área do conhecimento. Segundo o IP, em língua portuguesa, ciências e educação física, 80% dos professores, em média, têm a formação específica para ministrar suas disciplinas. Já para matérias do fundamental 2 (6º ao 9º ano) e do ensino médio, a situação é mais grave. Em física, química, sociologia e filosofia, por exemplo, só 65% dos professores fizeram as graduações corretas para dar as aulas. O número chega a ser pior em Inglês, no qual a quantidade de docentes capacitados não chega a 50%.

Além da falta de formação específica, outro problema no Brasil está na relação do número de alunos por professor. Isso dificulta uma metodologia de ensino mais individualizada, concentrada nas dificuldades e nas habilidades de cada estudante. São, em média, de 24 a 25 jovens por professor no fundamental e no médio. Da mesma forma, há contrastes regionais e por estágios da educação. Enquanto no ensino fundamental 2 do Paraná, por exemplo, são 10,5 alunos por professor, no ensino médio do Amazonas, a média sobe para 28,7.

Os jovens rejeitam a carreira, entre outros motivos, por considerarem que a remuneração não é adequada. O salário médio na rede estadual para os professores de 18 a 24 anos é de R$ 2.498. Os que têm acima de 45 anos ganham R$ 5.983, em média. Nas municipais, os valores são ainda mais baixos: R$ 2.331 (18-24 anos) a R$ 4.077 (45 anos ou mais). São valores bem abaixo da expectativa dos jovens do ensino médio. Para que topassem se tornar professores, de acordo com o estudo, o salário inicial teria que ser de R$ 5.183. Ainda que, em média, o salário do professor no início de carreira seja competitivo em relação ao de outras profissões, as realidades locais são díspares, e, nas regiões mais ricas, em que a competitividade é maior, a remuneração do docente perde para a de outras atividades.

Melhorar a remuneração inicial é essencial para atrair mais estudantes ao magistério, porém os jovens também se afastam da ideia de se tornar docentes porque sabem que teriam de enfrentar condições de trabalho muito longe dos ideais. O trabalho para quebrar estereótipos é árduo e deve envolver um grande esforço das redes de educação e uma estratégia nacional coordenada, centrada em bolsas para estudantes, melhoria da qualidade de formação e da gestão de contratação e de alocação de professores.

FONTE: Assessoria Martha Becker

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