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brivia

| 26 de janeiro de 2022
Ensino hyflex: abordagem flexibiliza o modelo híbrido
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Ensino hyflex: abordagem flexibiliza o modelo híbrido

Há muito tempo não se assistia uma revolução tão significativa na forma de ensinar e aprender como a observada desde o primeiro semestre de 2020. Ao longo dos anos, áreas como economia, política, cultura e tecnologia sofreram diferentes mudanças que alteraram os significados e destinos da sociedade. Apesar de todas as inovações e de algumas experiências, o ensino permanecia majoritariamente com seu modelo conservador em que, tipicamente, o educador transmite seus conhecimentos a um grupo de aprendizes, num formato baseado em avaliações para verificar a eficácia dessa aprendizagem.

A pandemia acelerou a transformação da educação. Hoje, mesmo com novas ondas de contágio e incertezas em relação à retomada das aulas 100% presenciais, as Instituições de Ensino Superior (IES) têm a seu favor as vivências recentes com ensino híbrido ou totalmente online. Essa experiência, adquirida nos últimos dois anos, abre espaço para a configuração e experimentação de novas abordagens, como é o caso do modelo Hyflex.

O nome une as palavras hybrid (híbrido) e flexible (flexível). Neste contexto, trata-se de uma evolução do ensino híbrido. Nesta nova derivação de modelo de ensino, o diferencial é a sincronicidade e o protagonismo do estudante, que pode escolher acompanhar a mesma aula de forma remota ou presencial. Isso significa, por exemplo, que parte da turma pode estar em casa e parte em sala de aula. 

Além de abrir um leque de oportunidades para as IES, há uma série de benefícios para os estudantes. De acordo com as suas rotinas, eles podem escolher ir ou não até a instituição. Outro ponto positivo é a viabilidade de continuar os estudos durante intercâmbios, mudanças ou viagens, sem nenhum atraso no currículo. De forma geral, podemos dizer que o modelo dará maior protagonismo ao estudante, e que o Hyflex garantirá que a qualidade do ensino aconteça independente do formato, uma vez que o mesmo conteúdo está sendo assistido tanto no presencial quanto no online.

Ainda assim, este modelo terá desafios a serem conquistados por partes das IES, como, por exemplo, a qualificação do corpo docente. Os professores devem ter conhecimento das novas tecnologias e das metodologias de ensino atuais que contemplam tanto o presencial, quanto o online. Isso exigirá um maior planejamento das aulas, o que, em parte, diminui o espaço de improviso do educador. Afinal, é necessário que todos os estudantes sejam incluídos e tenham o mesmo suporte necessário para as realizações das atividades propostas. 

A tecnologia tem um papel central no modelo Hyflex. Porém, a metodologia e a figura do professor são indispensáveis para prender a atenção de quem está a poucos passos do educador, bem como quem está à distância. Muitas tecnologias podem ser incluídas nesta nova metodologia, mas o básico é que o estudante que está em casa consiga assistir as aulas com uma boa qualidade de som e imagem, enxergar o quadro, fazer questões e debates com a turma, participando efetivamente de todos os processos.

Nesse sentido, alguns recursos podem facilitar a rotina das atividades. Por exemplo, salas com microfones embutidos, câmeras que seguem os movimentos dos professores e softwares que ofereçam possibilidades de integração à distância. Cursos com disciplinas práticas, como os da área da Saúde, exigem, em alguns momentos, a presença dos estudantes na instituição. Nesse caso, tecnologias como os laboratórios virtuais preparam o aluno para as atividades presenciais.

Separamos cinco mudanças desta nova metodologia de ensino: 

  • 1) Espaço: As salas de aula vão assumir novas funções: ao invés de serem destinadas apenas para o ensino teórico, terão cada vez mais o objetivo da experiência prática. A aprendizagem teórica será gradualmente transferida para plataformas digitais e a formação prática terá maior importância com o apoio dos professores e dos próprios estudantes.
  • 2) Aprendizagem personalizada: Os estudantes vão aprender com novas ferramentas que se adaptem às suas próprias capacidades, desejos e motivações, podendo acontecer em tempo real mesmo que em locais diferentes. Isso significa que os alunos serão desafiados em projetos mais difíceis e complexos, e quem tiver dificuldades terá a oportunidade de praticar mais, até que atinja um nível adequado. Esta metodologia fará com que os professores tenham capacidade de entender e adaptar as necessidades individuais de cada aluno.
  • 3) Livre escolha: A maioria dos estudantes terá a liberdade de modificar o seu processo de aprendizagem, escolhendo as áreas que deseja aprender com base nas suas próprias preferências. Os jovens poderão escolher diferentes dispositivos, programas, professores, escolas e técnicas que julgarem necessários para personalizar o seu processo de aprendizagem.
  • 4) Prática: O conhecimento não ficará apenas na dimensão teórica, já que o estudante será desafiado a colocar em prática, através de projetos e experiências diversificadas, para que adquiram o domínio da técnica e também pratiquem organização, trabalho em equipe ou liderança.
  • 5) Avaliação: A forma como o sistema tradicional de perguntas e respostas funciona não é eficaz, pois muitos estudantes apenas memorizam o conteúdo para esquecer no dia seguinte após a avaliação. Este sistema não avalia adequadamente o que realmente o jovem é capaz de fazer com aquele conteúdo na prática, deste modo, a tendência é que as avaliações passem a assentar na realização de projetos reais, com os alunos colocando os seus conhecimentos em situações desafiadoras.

No Brasil, as metodologias de ensino aliadas às tecnologias terão cada vez mais acessibilidade. Isso se deve a implementação da tecnologia 5G em território brasileiro nos próximos anos. Com isso, os professores e os estudantes terão maior flexibilidade para explorar as tecnologias atuais e futuras, ultrapassando barreiras que a conectividade limitava ao wi-fi e a outros dispositivos que exigem estrutura e orçamento maior. 

Apesar de algumas IES já estarem aplicando o Hyflex, sem necessariamente nomeá-lo, a continuidade desse modelo depende das regulamentações do Ministério da Educação, especialmente após o período pandêmico. De qualquer modo, uma coisa é fato: cada vez mais, as novas formas de ensinar e aprender reveladas ao redor do mundo serão parte do cotidiano do ensino superior brasileiro.

FONTE: Assessoria Martha Becker

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