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Carreiras | 17 de novembro de 2022
O papel da família na escolha profissional dos jovens
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O papel da família na escolha profissional dos jovens

Imagine a seguinte cena: uma jovem de aproximadamente 17 anos passa pela porta de casa. Os pais, aflitos, perguntam onde ela estava. Afinal, era domingo e há horas ela não visualizava o celular.

Envergonhada, a adolescente responde que estava fazendo o vestibular. A partir disso, recebe uma série de críticas sob o olhar atônito dos pais, que haviam apostado na sua carreira como influencer digital. No final, tudo não passava de uma pegadinha – a menina transmitia ao vivo a conversa para seus seguidores.

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Apesar da forte influência dos pais na escolha profissional dos filhos, a história, uma sátira criada pelo grupo de humor Porta dos Fundos, aparentemente não reflete a realidade.

Pelo menos por enquanto.

A importância da família na escolha profissonal

Segundo o psicólogo Luiz Ricardo Gonzaga, doutor em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), em entrevista ao jornal Correio Brasiliense, a família é, de fato, um dos fatores de maior impacto no processo vocacional dos jovens.

“Os pais têm histórias e características próprias que influenciam o conceito que o filho tem de si mesmo, assim como a compreensão que ele tem de suas habilidades e aptidões”, afirma Gonzaga.

A professora, psicóloga e participante da diretoria de Integração Curricular da VPA Ânima Educação, Aline Ottoni, corrobora esse pensamento. Segundo ela, a escolha profissional de uma pessoa acontece, via de regra, tendo como base os modelos familiares – que nem sempre têm a ver somente com o pai ou a mãe.

“A família exerce influência aberta, no sentido de pressionar ou sugerir ao adolescente profissões, através dos valores expressos pela família, através das profissões escolhidas pelos seus antepassados ao longo da história, através das oportunidades possíveis de serem oferecidas”, pontua, em artigo publicado na rede social LinkedIn.

Ottoni também ressalta a interferência exercida através das expectativas da família – aqueles sonhos depositados no futuro do filho, como no caso do vídeo.

Por isso, durante um processo de orientação vocacional, é importante ajudar o adolescente a entender quais questões estão por trás das suas escolhas. Afinal, quando o jovem reconhece essas influências, pode utilizá-las de forma consciente ao estabelecer o seu projeto pessoal e profissional.

O que dizem os jovens

Na família de Maria Clara Garmatz Grechi, hoje com 22 anos, o foco nos estudos e no ensino superior nunca foi questionado. Por volta dos 15 anos, ela já sabia que cursaria uma graduação.

“Fazer uma faculdade é uma grande experiência pessoal e profissional. É importante fazer o que gostamos e de certa forma conseguir viver disso”, comenta Grechi, que cursa Psicologia no Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ), na Paraíba.

No caso dela, a família não teve influência direta sobre a escolha pela área da saúde. Já na de Mariana Fraga Dezens, recém-formada em Direito pela Fundação Escola Superior do Ministério Público do Rio Grande do Sul, a mãe foi a grande inspiração pela definição profissional.

“Durante o ensino médio comecei a sentir muita afinidade e desejo de exercer a advocacia, percebi que essa admiração pela carreira foi desencadeada pela experiência de crescer no escritório da minha mãe, acompanhá-la em audiências no Fórum e participar das diligências desde pequena”, conta Dezens.

“Meu pai também é advogado e a reação deles foi de muita alegria por escolher a mesma profissão. Minha avó materna, que é a pessoa que mais me incentiva em todas as escolhas, me apoiou desde o início”, finaliza a bacharel de 25 anos, que mora em Porto Alegre.

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Ensino superior cresce, mostram os dados

Censo da Educação Superior 2021, divulgado no início de novembro de 2022 pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep),  indica que o Brasil terminou o ano passado com quase 9 milhões de matrículas em 2.574 instituições de ensino superior. Desse total, 6,9 milhões (76,8%) estavam da rede privada.

Mesmo que muitos jovens sonhem com a fama trazida pelas redes sociais, os dados apontam que parece mais factível alcançar a realização pessoal por meio de uma formação acadêmica: na última década, o percentual de estudantes matriculados na educação superior aumentou 32,8%, o que corresponde a um crescimento médio de 2,9% ao ano.

Fonte: Desafios da Educação

 

 

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