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Notícias | 29 de novembro de 2022
Índice Folha de Equilíbrio Racial
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Índice Folha de Equilíbrio Racial

Na semana passada, saiu a atualização do Ifer (Índice Folha de Equilíbrio Racial), e os resultados preocupam. O componente de educação foi o único a indicar avanço nas últimas décadas. Porém, o ritmo da inclusão no ensino superior desacelerou no período recente.

Apesar de termos formados negros e pessoas com origem desfavorecidas como nunca antes na história, o desequilíbrio racial entre os 10% com maior renda de cada estado permaneceu alto e relativamente constante ao longo do tempo. Embora inicialmente baixo, também chama a atenção a progressiva piora no componente do índice que mede o desequilíbrio racial na longevidade.

O Ifer foi desenvolvido em 2021, em uma parceria entre a Folha e o Núcleo de Estudo Raciais do Insper. Participaram comigo em sua construção os pesquisadores Alysson Portella e Sergio Firpo, que também é colunista da Folha. Liderado pela jornalista Érica Fraga, o projeto do jornal intitulado “A cor da desigualdade no Brasil” contribuiu para trazer novas perspectivas ao debate brasileiro sobre o assunto.

O índice representa uma forma de mapear os avanços e retrocessos na desigualdade racial considerando o contexto regional e a distribuição populacional de cada local. Com isso, podemos aprender onde estamos evoluindo e identificar as regiões, assim como as variáveis socioeconômicas em que precisaremos concentrar mais esforço na promoção da equidade.

Na educação, a abertura de várias novas universidades públicas em décadas recentes e programas como ProUniFies e a Lei de Cotas permitiram um profundo avanço na inclusão no ensino superior. Contudo, pouco avançamos na diminuição da lacuna no desempenho escolar entre ricos e pobres, brancos e negros, na educação básica. Além disso, a diminuição dos auxílios de permanência estudantil no ensino superior e a falta de reajuste nas bolsas de estudo representam canais que levam à exclusão dos mais desfavorecidos.

Leia também: Paulo Freire e a educação que transforma

Propiciar uma boa formação para os indivíduos, independentemente de sua classe social e raça, é uma lição básica para o desenvolvimento de qualquer país, e o Brasil fracassou miseravelmente nisso em sua história. Contudo, a educação sozinha não será capaz de aniquilar o profundo fosso social que separa os distintos grupos em nossa sociedade.

A estrutura patrimonial das famílias afeta o conjunto de decisões dos indivíduos ao longo da vida e a formação das redes de contato e apoio. Parte do retorno no mercado de trabalho é explicada por fatores que estão fora do controle do indivíduo, como, por exemplo, local de nascimento, gênero e a tonalidade da pele.

Nesse contexto, reformas mais profundas no funcionamento do mercado de trabalho deverão ser realizadas para que os resultados alcançados na vida das pessoas passem a ter maior correspondência com o esforço individual. Além disso, defender a promoção de maior justiça social, sem estar disposto a mexer na estrutura tributária e na transmissão de herança, é, no mínimo, hipocrisia.

Por fim, as diferenças nas vivências entre os grupos raciais impactam na longevidade. A metodologia usada no Ifer sugere uma piora nesse sentido. Embora relativamente baixo no passado, o desequilíbrio racial no envelhecimento está aumentando progressivamente.

Negros e pobres estão morrendo cada vez mais vítimas não somente da violência mas também devido à inoperância do Estado. Avanços no saneamento básico, acesso à saúde de qualidade e na discussão das políticas de drogas são caminhos a serem seguidos.

O texto é uma homenagem à música “É Preciso Dar um Jeito, meu Amigo”, de Erasmo Carlos e Roberto Carlos, interpretada por Erasmo Carlos.

Fonte: Folha

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