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Educação | 01 de dezembro de 2022
Tecnologia, inovação e liderança: as tendências para a pós-graduação nos próximos anos
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Tecnologia, inovação e liderança: as tendências para a pós-graduação nos próximos anos

mercado de trabalho tem passado por transformações nos últimos anos. Fenômenos como a pandemia e os avanços tecnológicos são vistos por especialistas como aceleradores desse processo. Por isso, largam em vantagem aquelas pessoas que, assim como o mercado, buscam atualizações constantes, como especializações e pós-graduações. Mas afinal, quais são as tendências dessa área para os próximos anos?

A resposta soa em consonância tanto entre educadores quanto contratantes nas empresas: é preciso unir o estudo incessante a uma aplicabilidade daquilo que é aprendido.

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—  Você pode ter um curso, mas o que fará a diferença é como você vai colocá-lo em prática. A pós-graduação tem ganhado esse foco na tecnologia e inovação. Todas as áreas buscaram uma maneira de trazer soluções mais efetivas, propositivas e rápidas por meio do mundo digital — avalia Thiana Duarte, diretora de estágios da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH).

Essa busca pode ser a grande tendência entre os profissionais, mas passa longe de ser a realidade quando se fala em quantidade de pessoas. Conforme Ana Cecília Petersen, psicóloga e consultora de carreira do PUCRS Carreiras, ainda há muitos casos de currículos enxutos e/ou defasados no mercado de trabalho.

— Às vezes, nos chama a atenção que a pessoa se formou há muito tempo e não tem nenhuma outra pós, nenhum curso de extensão. Como essa pessoa está se atualizando? Hoje, estamos em um mercado muito dinâmico. Então, a pós-graduação está a serviço dessa ampliação de repertório. Na pós, a pessoa vai conhecer mais sobre o mercado, ter uma rede de contatos mais rica e, principalmente, evidenciar as movimentações do mundo do trabalho — afirma.

Como o mercado, associado à tecnologia, tem sido dinâmico, a formação de um profissional passa a ser também. A partir disso, nasce o termo life long learning, que nada mais é do que um profissional estar em constante atualização, desde pequenos seminários, cursos rápidos, até a pós-graduação.

—  Vamos passar o resto da vida tendo que aprender novas coisas. E isso não é mais um diferencial, mas uma exigência — defende o diretor de inovação e novos negócios do braço brasileiro da  American Chamber of Commerce (Amcham), Marcelo Rodrigues.

Influência da tecnologia

Segundo o Guia Salarial da Robert Half, consultoria internacional de recursos humanos, a área de tecnologia está na principal posição entre as profissões que estarão em alta em 2023. Atrás dela, estão atividades do mercado financeiro e finanças. Essa tendência caminha junto da digitalização das rotinas, como a automatização do trabalho ou até mesmo a presença dos smartphones no dia a dia das pessoas, por exemplo.

Fora da lista como uma formação específica, a área de gestão de pessoas segue como uma das mais procuradas pelos profissionais em cursos de pós-graduação. Na PUCRS Online, por exemplo, são sete cursos ofertados nessa área. O que acontece, também, é que o viés de liderança aparece diluído no “pacote” de todas as disciplinas.

A forma de distribuição de um determinado ramo no mercado também afeta a tecnologia. Isso porque, se por um lado, os cursos da área estão no topo das profissões modernas, também é verdade que as demais formações precisam estar ligadas às inovações da mesma maneira.

— Nós temos negócios cada vez mais orientados à digitalização de processos. Desde os mais complexos, como a segurança de dados de um banco, até a ajuda em decisões assertivas de empresas menores. Mas a verdadeira transformação digital não é apenas sobre tecnologia, mas de lideranças e novas formas de pensar. O conhecimento tecnológico é um habilitador para essa nova forma — explica Marcelo Rodrigues.

Na prática, as novas formações definem que um profissional não precisa ser necessariamente alguém da tecnologia para participar desse mundo. Por exemplo: alguém desenvolve um software enquanto uma pessoa da área comercial, com outro conhecimento, pode ajudar a entender o processo que será elaborado.

Mesmo que pareçam quase sinônimos, a inovação está tão presente nas especializações como a tecnologia. E, segundo Marcelo, segue a mesma regra da digitalização dos negócios. Ou seja, como existem meios cada vez mais modernos de chegar aos resultados, as empresas querem encontrar perfis de profissionais que saibam utilizar essas ferramentas com ideias inovadoras.

Entre as exigências mais comuns, estão as soluções dinâmicas e a capacidade de compreender as tendências do mercado. Isso tudo sob um conjunto de práticas que tem sido perseguido pelas empresas, chamado de ESG. Vinda do inglês, a sigla significa Environmental (meio-ambiente), Social (social) e Governance (governança),  e prega que os princípios servirão como base para os objetivos das organizações.

— São temas que as empresas estão muito interessadas. É preciso ter uma visão holística e desenvolver habilidade de observar o impacto que a empresa e seus resultados apresentam na sociedade — afirma o diretor da Amcham.

Da teoria à prática

Ao mesmo tempo, mais do que um título no currículo, os bancos de talentos têm procurado cada vez mais pessoas que tragam também um perfil positivo. Ou seja, não basta mais “apenas” ter um currículo extenso e cursos concluídos, é preciso ter também um perfil que se encaixe a essas capacitações.

A Amcham, ecossistema de inovação que reúne, atualmente, em torno de 5 mil empresas associadas, é um exemplo de entidade empresarial que tem valorizado a capacidade empírica dos seus colaboradores. De grandes empresas até empregadores menores, o foco se mantém em pessoas que tenham um bom currículo, mas que saibam desempenhar sua função apresentando soluções.

— A procura por novas especializações traz o benefício de as pessoas continuarem aprendendo o tempo todo. Isso pode ser feito tanto em cursos curtos, quanto em pós-graduações mais longas. Só que o grande desafio que o mercado percebe hoje está na questão de a pessoa não apenas ter se atualizado, mas como (e se) ela consegue aplicar o conhecimento adquirido — afirma o diretor de inovação e novos negócios da Amcham, Marcelo Rodrigues.

Para Ana Cecília, o perfil formado pelas instituições de ensino tem se moldado a partir dessa mesma necessidade apontada pelo mercado, sem perder o foco nos diplomas:

— Não adianta a pessoa ter a base teórica, se não tem a habilidade. Isso é um ponto importante. Por outro lado, o recrutador entende que a titulação importa. É muito comum ainda ouvirmos pedidos de indicações de alguém que tenha graduações ou requisitos específicos.

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Trabalho humanizado

Outra tendência do mercado atual, a humanização e a resiliência dentro da rotina de trabalho também são requisitos procurados pelas empresas nos currículos. Se, hoje, o mercado tenta pregar o trabalho em conjunto, princípios éticos e equilíbrio emocional em suas equipes, os candidatos a vagas precisam estar atrelados a esse perfil para que sejam contratados.

— O conhecimento técnico pode ser desenvolvido, mas as características comportamentais, como comunicação, resiliência, ética e psicológico são competências que precisam estar evidentes — ressalta Thiana Duarte, da ABRH.

Para ela, é essencial que o colaborador de uma empresa tenha capacidade de saber ouvir, tenha facilidade de expressar suas ideias e tenha atitudes positivas. Desse modo, os empregadores acreditam que a postura propositiva possa gerar mais resultados ao negócio e, automaticamente, alavanque a satisfação dos colaboradores.

Transição de carreira

Quando um profissional decide mudar a sua área de atuação, ocorre o processo chamado de transição de carreira. E utilizar a pós-graduação para isso também é uma tendência.

A pós costuma ser um caminho para a transição em dois casos. Um deles é quando o profissional de uma área desejar trabalhar em outra completamente diferente. Logo, procura cursos de especialização para conseguir essa mudança. Ou, então, em um caso menos radical: um funcionário que aposta na especialização para se candidatar a cargos mais elevados em outros setores da sua própria empresa.

Para o diretor de pós-graduação da ESPM-Sul, Genaro Galli, o profissional precisa saber se a transição é, de fato, o objetivo na pós.

— É muito importante compreendermos qual o momento profissional da pessoa e o que ela busca. É saber se trata-se de complementação teórica, rede de contatos ou transição de carreira — alerta Galli.

Fonte: GZH

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